Como trabalhar e estimular o seu riso

Sorrir por Tarsila do Amaral - JPM Consultores
May the
smile be with you." (from a kind of The Smiling Star Wars, possível frase
de Han Solo)
Comecem a ler com um sorriso. Acho que vai valer a pena.
Eventualmente a primeira pessoa a quem sorrimos foi a nossa
mãe. Não sorrimos com os dentes todos,
mas sorrimos com a confiança e o coração todo. E sempre levámos um sorriso
delas.
Depois fomos sorrindo a uns e a outros (deixa-me colocar o
pai) e aos os que apareciam lá em casa. Mais tarde íamos rindo com os filmes do
Mr. Hulot, dos Irmãos Marx, do Louis de Funès, do Jerry Lewis e mais uns poucos
(os filmes davam na TV ou íamos a alguns cinemas já desaparecidos: Alvalade,
Roma, Caleidoscópio, Apolo 70… ). Também ríamos uns dos outros. Ríamos na rua;
ríamos no caminho para a escola; ríamos a jogar à bola, a jogar às escondidas,
etc., etc.
Mais tarde deixámos de rir tanto. E isso faz falta a muitos.
Há pessoas próximas que talvez não tenhamos visto alguma vez a rir — ou de quem
não guardamos essa memória.
Porque faz falta a muitos, inclusive a mim. Também porque
falar mal é sempre mais fácil do que falar bem (vejam-se as redes sociais). Não
rimos porque não correm bons tempos. Mas é precisamente por isso: temos de
agarrar as coisas boas — e elas "andam" por aí. Basta estar atento ou
procurá-las.
Por tudo isto, e por muito mais, resolvi adaptar livremente
uma parte de um artigo do El País, intitulado "Frente a la ansiedad,
risas" — uma chamada tradução de autor, portanto: copiada, traduzida,
ajustada e acrescentada. O artigo não está "achável" na www, mas as
dicas que propõe, essas, estão aqui:
- Rodeia-te
de gente divertida, que contagie pelo optimismo e tenham ganas —
gosto deste ganas (os espanhóis,
de vez em quando, estão bem) — de viver. Falar constantemente de
problemas, e só deles, não é solução. Para os outros e, principalmente,
para os próprios.
- Desinibe-te
e deixa-te levar pelas coisas boas. Não tenhas medo nem vergonha de rir às
gargalhadas.
- Procura
"material" divertido: livros, séries, textos, o que for. Há
muita coisa por aí. Se não te lembrares de nada, começa pelos Monty Python (eu
sou fã).
- Delicia-te
com as lembranças positivas da tua vida. Recorda a tua última gargalhada.
Verás que te vais sentir melhor.
- Contempla-te
a ti e aos teus problemas através de uma lente de humor e de optimismo.
Serão esses problemas tão importantes e relevantes? Amanhã ainda o serão?
Talvez não.
- Observa
as situações pelos olhos de um optimista. Quando só se fala de crise e os
dias de sol prometem ser mais curtos e menos prováveis — foge do
pessimismo, do mau humor, e ri. Ri muito.
Descobre o palhaço que há em ti. Afinal, rir é um bom
remédio, custa bola e é contagiante.
Entrando na arte da filosofia: o riso consegue ser uma possível
resposta adaptativa. É muito mais
saudável do que a indignação crónica que por aí prolifera. A indignação cansa,
envelhece-nos e afasta-nos dos alegres e tem como resultado, em regra, não resolver
nada.
Já o riso, pelo menos, deve deixar-nos em paz connosco e com
uma boa parte dos outros.
PS: Sabedoria popular para uma boa higiene mental condensada
numa frase: divertimento garantido é ouvir certos políticos e pessoal ligado ao
desporto. ...sendo mais correcto, antes isso do que chora.