segunda-feira, 20 de julho de 2026

Sóis

Por do sol em Monte Gordo

 

Sóis

"Não te percas no futuro nem no passado. O presente é o único momento em que podes agir." — Marco Aurélio

Há uma coisa que o sol não faz: esperar por nós.

Nasce. Põe-se. Volta. Com uma regularidade que nos ajuda. Dependendo do dia, pode parecer indiferente ou pode parecer promessa.

Este foi um dos últimos que estive no Algarve com o meu pai vivo. Muito ele gostava de estar lá.

Eu sempre entendi o por do sol como promessa, apesar de ele poder parecer indiferente.

Mas tenho uma certeza: a luz está lá. Sem cerimónia. Sem me perguntar se eu estava pronto. Naturalmente estava, estou e para continuar.

Não procuro motivação nos livros de auto-ajuda. Todos, desculpem o exagero, dizem-nos "levanta-te e vai em frente".

Mas acredito na evidência de que o mundo não pára (a minha primeira assinatura de blogueiro) e de que há sempre algo prometedor. Não precisas de estar pronto. O sol nasce na mesma.

Empreender, e eu sou um pouco , tem muito desta lógica.

Há dias que começam com nascer do sol: aqueles em que uma ideia encaixa, uma porta se abre ou alguém diz sim quando estavas à espera do não. E há dias que chegam já em modo de por do sol. O dia foi cansativo, mas bonito à sua maneira, e a acabar. E, com muita certeza, enriquecedor

A questão nunca é qual dos dois sóis apanhas. Qual vai estar ali para ti. A questão é o que fazes com a luz que tens.

O meu pai era daqueles que fazia. Que ajudava os outros a fazer, a serem melhores, não fosse ele professor. Um dos muitos tributos que lhe posso prestar é ter sempre vontade de querer fazer coisas. É não ter medo de começar outra vez, mesmo quando o dia já vai a meio e parece escuro. É também conseguir ter um olhar positivo sobre o que aí vem.

O sol dá trabalho. Aquece, mas também exige. Ilumina, mas também expõe. Abre oportunidades, mas não as persegue por nós. E que bom que é assim.

Porque a alternativa, um mundo sem esse atrito, servido numa bandeja, sem esse esforço, sem esse sol que insiste , seria demasiado confortável para produzir alguma coisa que valha a pena.

Então continuo. A querer fazer perguntas, mesmo que sejam mudas (coisas do meu feitio) mais do que a dar respostas. Com a consciência de que nem todos os sóis que apanho são de nascer.

Mas vem sempre um. E é suficiente.

Talking Heads - This Must Be the Place. Uma das minhas bandas de sempre

Foto do Monte Gordo, publicada a 1 de Janeiro de 2014. Escrever e blogar há mais de 20 anos dá-me conteúdos para reescrever e memórias para recuperar. Hoje, no meu blog, era dos post mais vistos

Também uma conversa de trabalho hoje, em que fui um dos vértices, mesmo achatado, deixou- me tranquilamente entusiasmado.

domingo, 19 de julho de 2026

Amélia Earhart - A primeira influencer

 Amelia #Earhart fez tudo o que um influencer de hoje faz: marca pessoal, presença mediática, parcerias comerciais, linha de roupa, palestras...mas sem internet.

Mas há outra diferença fundamental:
Ela construiu a influência como consequência. Hoje constrói-se a influência como objectivo.

O que não mudou nestes 100 anos: a necessidade humana de se identificar com alguém que parece ir mais longe do que nós.
Ela era, simultaneamente, o produto e a mensagem.
Hoje não é bem assim.




domingo, 21 de junho de 2026

O que tenho andado a pensar


O que tenho andado a pensar - um retrato descontraído, espero que honesto, dos meus temas recorrentes

“Um homem com metas claras faz o seu caminho mesmo no deserto. Um homem sem metas perde-se mesmo numa estrada aberta." Gengis Khan

Comecei esta aventura de escrever num jornal de Beja, o Expresso do Sul. Foi entre 2007 e 2008. Durou uns bons meses. Já antes fazia uns escritos num blogue que já não consigo recuperar. Deve ter sido por 2006.

Estes quase 20 anos de blogue trouxeram-me mais conhecimento, alguns amigos, vontade de ir aprendendo e, com alguma modéstia, de ir passando conhecimento.

Quase 20 anos é muito tempo. É mais do que a maioria das empresas dura. É mais do que a maioria das resoluções de ano novo dura. É, acima de tudo, uma disciplina, que não tenho para muitas coisas, disfarçada de hobby.

Uso nestas prosas imagens, músicas e citações. Elas, espero, reflectem o que escrevo, o que gosto e, em alguns casos, colocam humor e fantasia que não nos deve abandonar.

Inteligência Artificial — com calma, mas a sério

A IA não é gadget para nerds. É uma função estrutural do negócio — como as vendas ou a contabilidade. Mas há uma diferença entre o artesão e o algoritmo: o primeiro tem alma, o segundo tem escala. A questão não é escolher um deles; é saber quando usar cada um. E sim, o teste de Turing no marketing já começou. Uma nota: estou longe de ser um expert.

Vendas, Propósito e o Cliente no Centro

Vender não é intrujice, é servir. O cliente deve estar sempre no centro, não o produto, não a comissão, não o ego. O new business é uma aventura com muitos nãos antes do sim. Em tempos difíceis, vender em contraciclo exige foco, criatividade e a coragem de não repetir o que não funciona. Tempos difíceis, mas não impossíveis.


Pessoas, Cultura e o Vírus Silencioso

Cultivar pessoas é o investimento com o retorno mais longo . A cultura organizacional não é o que está nos valores pendurados na parede: é o que acontece quando ninguém está a ver. O vírus silencioso que destrói empresas por dentro chama-se falta de coerência. O remédio chama-se liderança com exemplo.


Estratégia — Não Confundir com «Continuar»

Muitas empresas funcionam como aspiradores-robô: andam, batem na parede, giram 45 graus e repetem. Movimento não é estratégia. Observar para decidir é mais valioso do que decidir para parecer ocupado. As escolhas certas exigem foco e saber distinguir o essencial do ruído.


Ideias, Criatividade e a Virtude da Escassez

As boas ideias chegam em bruto , precisam de iteração, não de perfeição. A escassez, ao contrário do que parece, aguça o engenho. Fazer omeletes sem ovos é possível. Basta ter fome suficiente para encontrar uma alternativa. A curiosidade é o motor. O blogue é a escola invisível onde tudo se aprende a escrever.


Reputação, Confiança e o Papel do Consultor

A reputação constrói-se devagar e destrói-se depressa. A confiança é o activo mais valioso de qualquer marca ou profissional. As empresas contratam consultores quando estão no buraco e precisam de alguém que já viu aquele buraco antes. A experiência acumulada (o tal ageísmo) é uma vantagem competitiva, não um handicap.


Este é o meu blog » João Paulo Marques / Joni / Joni Carioca / João da Vespa ..e há mais alguns! Onde partilho uma boa parte dos meus escritos

Quase posso dizer que ando por aqui: Consultor · Advisor · Vendas · Marketing · Inovação · Start-ups

O logo foi desenvolvido pelo meu querido amigo, Francisco Pacheco (que não anda pelo LinkedIN)

What is Life - George Harrison. Ele nunca precisou de gritar para ser ouvido. Escrevia quieto e dizia muito. Parece-me que não é má política para um consultor... e muito menos para a vida.