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domingo, 29 de dezembro de 2013

ABECEDÁRIO comportamental

Abecedário colectivo

Um ABECEDÁRIO comportamental que pode ajudar para o ano que vai abrir, 2014,  é o que segue nesta imagem

Cada vez mais as ideias – as boas e as mais – são democratizadas. O que interessa é conseguir implementá-las.  E para o fazermos temos que nos rodear de boas equipes, bons colaboradores, bons profissionais.  Em vez do eu, utilizemos o NÓS.

Uma quase certeza podemos ter. Sozinhos dificilmente conseguimos fazer algo. 

João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
@joaodavespa

sábado, 28 de dezembro de 2013

A estátua de Drummond – os pixanços e outras coisas

A estátua de Drummond – os pixanços e outras coisas

Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo. (Carlos Drommund de Andrade)

Keywords: Civismo, Banksters, Drummond, Lixboa


Soube que a estátua de Drummond, na cidade do Rio de Janeiro, foi pixada…isto é, vandalizada.  Para os que não o conhecem, Carlos Drummond de Andrade foi um dos mares utilizadores do português escrito, qualquer que seja ele o cordo Ortográfico.

Mas este facto, o do Vandalismo,  leva-me a pensar de muitos dos nosso monumentos, dos nossos prédios e das nossas paredes. Elas e eles estão completamente, uns dizem grafitadas , eu digo violentadas…acho que é uma palavra bem mais forte que pixada ou vandalizada.

O curioso sobre o reparo da estátua de Drummond foi que a mesma foi efectuada por um civil, Hebert Parente de seu nome.  Eu gostaria de pensar que este cidadão se antecipou às  identidades públicas. Será que foi?

O que dizer dos escritos a convcar manifestações ou outras críticas, justas ou injustas, que "alegram" as paredes das povoações. Cruzo-me diariamente com uma a apelar uma greve para 30 de Maio de 2007. Acho que vou chegar atrasado

Mas este Vandalismo Social aparece também numa categoria profissional, os Banksters. Sabem o que são? Banqueiros e Instituições Bancárias que são verdadeiros gangsters. Esta classe tem saído impune nas suas acções. Junto (e acrescento) alguns dos Políticos que são uns verdadeiros gangsters.


A isto junto o vandalismo cometido por muitos de nós,  o Lixo pela rua…e parece que ninguém se importa com o seu, apenas com o dos outros. Vejam o que se passam em "Lixboa".



João Paulo Marques
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2014 – Ou o que sonha para este ano.

Ele leva-o!!!
2014 – Ou o que sonha para este ano.

Já sabe a corrida que quer vencer?


Não fique deprimido com esta informação. Mas mais de 75% do seu corpo é constituído por água (há os que bebem chá e cerveja, o que faz que ainda seja superior).  Mais, o seu cérebro tem cerca de 1300 gr. Acha pouco?

Ele está instalado no seu auto-bunker...mas não faz dele um ser isolado. Não querendo, nem sabendo alongar-me sobre este assunto, digo que ele tem (e oferece-nos) capacidade de PENSAR, de DECIDIRde IMPLEMENTAR.  E se nós pensarmos que usamos apenas uma pequena percentagem do nosso cérebro, cerca de 10%, verá que temos muito para progredir.

Ora, esta capacidade (este quase que planeamento estratégico), permite-nos ajustar os nossos pensamentos e subsequentes comportamentos à condução das nossas vidas.

Sem pensar, sem decidir, seríamos uns vegetais. Quanto muito, uns animais que reagem por instinto ou pouco mais.

Agora, que estamos a começar o ano de 2014, damo-nos consciência que podemos tomar decisões (e posso dizer egoístas) para nós. Porque estas, no futuro, serão aproveitadas por todos aqueles que nos rodeiam. Família, amigos, colegas de trabalho, etc.

Numa altura em que se diz que quase tudo tem um preço e que se paga por tudo e por nada, a nossa capacidade de decidir, de ensinar, de ser ensinado, de pensar, é um dom natural e mais, É COMPLETAMENTE GRATUÍTA. Acrescento que todos nós temos estes predicados e podemos estimulá-los.


Para estimular estes Pensamentos pode: ler todos os dias algo que não lê habitualmente (jornais revistas) ,  tirar uma foto todos os dias,  ligar aos amigos que não fala ou vê faz tempo, voltar a estudar, dedicar-se a um hobby novo. Atribuía objectivos a si (próprio).
Há sonhos que temos que não nos atreveríamos em colocar em prática. Não pense assim. Corra atrás deles. Pense na corrida(s) que quer vencer. Atreva-se a ir atrás delas.

Eu tenho algumas que quero vencer. Já estou a fazer por isso.

Bom ano de 2014!!!


João Paulo Marques
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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Os meus pais e os meus amigos


Este Natal, que um dia havia de chegar, leva-me ao passado, que sempre será presente, a memória dos meus pais.
Leva-me também a pensar nos amigos. Os amigos que já partiram. Os amigos que se encontram longe. Os amigos que eu descurei neste ano. Os amigos que me descuraram…

Saudades vossas amigos.
Saudades dos meus pais.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Conclusões inventadas (ou como se deve ouvir primeiro)

Conclusões Inventadas

A família jantava tranquilamente quando, de repente, a filha de 12 anos comenta:
- Tenho uma má notícia. Já não sou virgem! Sou uma vaca! E começa a chorar convulsivamente, com as mãos no rosto.

Silêncio sepulcral na mesa! De repente, começam as acusações mútuas:
- Estava-se mesmo a ver! - diz o marido à mulher. É por te vestires como uma puta barata e arregalares o olho ao primeiro imbecil que vês na rua. Claro que isto tinha que acontecer. Com o mau exemplo que dás à menina todos os dias!...

E vira-se para a outra filha, de 25 anos, e diz-lhe:
- E tu também lhe dás um péssimo exemplo. Ficas no sofá a lamber aquele palhaço do teu namorado com pinta de chulo, na frente da menina...

A mãe não aguenta mais e grita:
- Ai é?!... E quem é o putanheiro que gasta metade do ordenado com putas e se despede delas à porta de casa? Ou pensas que eu e as meninas somos cegas?... Achas que é um bom exemplo seres porco? E passares os fins-de-semana a veres filmes pornográficos de 5ª categoria?

Desconsolada e à beira de um colapso, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula, a mãe pega na mão da filhinha e pergunta-lhe baixinho:
- E como é que isso aconteceu, minha filha?

Entre soluços, a menina responde:
- Foi a professora que me tirou do Presépio!... A Virgem agora é a Luísa. Eu sou a vaca!!!


Nota: Email passado por um amigo, José Cid Proença

O Cagalhão, as Beatas, as Flores e a CML


O Cagalhão, as Beatas, as Flores e a CML

Nunca se renda, exceto às convicções de honra e bom senso. (Winston Churchil)l

Keywords: CML, Cagalhões, ASAE, Flores, Cafés, Outros
 
Perguntam-se:  o que isto tudo tem a ver em conjunto? Vou tentar, aqui vai.
Cagalhão: Impressionante a quantidade de “caninocagalhões” domésticos que há por ai. Eu moro numa rua deles. Tranquila, mas com eles.  Temos, muitas vezes,  que fazer uma gincana.

Lembro-me de uma história / vivência. Uma vizinha que tinha um lulu. O bicho era muito sonoro…ladrava muito e só mijava entre paredes. Para isso escolhia, algumas vezes, a porta dos vizinhos. A minha, que ficava em frente.  Duas coisas desagradáveis, e a lulumadame não percebia.

Um dia, a minha mãe,  educadamente, apos vária diligências, disse à essa senhora que evitasse, mais uma vez,  que o cão “ fizesse” no prédio, na nossa porta. Exasperada , a TIA, disse  que o seu luluisíssimo “não fazia”. Teve como resposta: é a pilhas?

Acho que passaram os dois usar  a mesma casa de banho. Deixou de haver xixis.

Acrescento uma outra. Um vizinho, daqueles  que estacionam o carro em dois lugares, para darem, quando  chega o amigo ou o filho, terem um lugar para os dois.

 Vejo o seu micro cão, daqueles que ladra muito, a mijar na roda do meu carro. Digo-lhe qualquer coisa -  a ele; mas devia ter dito ao cão, não a ele; acho que teria mais chances de ser compreendido. Ele, o bipedalista, responde-me com qualquer coisa.

Afino a conversa com: “da próxima vez piso-o”. O cão não tem culpa, é mesmo a ele.  Cada vez que passo por ele sinto um vudu.  Eu fico contente…e ele furioso.

Fiscais da CML? Nada!

Beatas: Quanto às beatas, não as de igreja, pasmo-me como à porta das empresas, lugares públicos e outros passadouros , estes vegetais selvagens  crescem do nada. Comentários , se os houver, deixo a terceiros.

Fiscais da CML? Nada!

Flores e CML: Passo por este parágrafos porque , o meu café,  foi avisado pelos fiscais da CML que, cada vaso de flores, pelo facto de estarem colocados à porta, iriam incorrer numa licença que custaria 158€ (cento e cinquenta e  oito euros).

Realmente,  a ASAE dos serviços cívicos e do civismo anda com os valores completamente baralhados.

Fiscais da CML? Sim, 158 euros

Meio desabafo social que foi feito.

João Paulo Marques
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Think before you print. Think before you replay.

 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Porque há estabelecimentos que fecham....


Vou espantando-me, ainda, com o mau serviço de alguns cafés.

Moro numa rua sem saída que tem dois cafés. Pouco os usos. Aliás, a um deles nem vou! Por razões “de logística recente” passei a ir ao outro. Entro, bebo o café, dou os meus bons dias…pouca gente vai indo a esse café
 
Esclareço que necessito de café para o meu dia…tomo sempre alguns. O mesmo ritual sempre, de verão e inverno. Peço um copo de água a acompanhar sempre. Este meu pedido causa, em alguns, algum mau estar. Chega o café e, automaticamente, agarro com as duas mãos a chávena. Quer seja Verão, quer seja Inverno…será que passo a cafeína para as mãos???

Hoje, na minha segunda ida ao café (que estava vazio, como quase  sempre está à tarde), vejo um jornal na mesa..era do dia anterior…pergunto se há o de hoje, levo como resposta, há, mas estou a lê-lo.

Amanhã vou andar mais um pouco para ir ao café…neste há vários jornais e empregados simpáticos.
 
João Paulo Marques
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domingo, 10 de novembro de 2013

Lingua Portuguesa - Falar Português

Falar Português


Gosto de ouvir rádio. Ainda oiço. Oiço em casa e no carro. Pelo menos aqui não tenho que apanhar com os BB, Gouchas,  Malatos e outros comunicadores deste quilate. Eles têm o seu público, que não sou eu.

Este meu gosto só me prejudica num aspecto. Não consigo visualizar o Jorge Jesus. Mas a grande faceta e atributo dele é ser um comunicador nato e um produtor nato de palavras e de neologismos…já sei que masca pastilha e penteia-se a todo o momento, por isso...

Fiquei surpreso ao ouvir o relato dos preparativos para a entrada no estádio da Luz do último Benfica / SPORTING.  Falavam de uns “insaders”…o que é isto? Porque não lhe chamam intrusos, fura barreiras…ou lá o que queiram chamar…se é que eu sei do que eles falam.

Isto dos francesismos, inglesismos ou outros ismos quaisquer faz-me lembrar uma discussão que assisti algures. Estavam duas partes a falar num idioma que não me era familiar…palavras para lá, palavras para cá…entendi, suspeitei, que algo não ia bem.

A certeza das minhas suspeitas veio quando ambas as partes começam com: oh meu filho da…meu cabr…ai se eu te ponho as mãos em cima, pai, mãe, primas.. toda a família evocada.

 Vamos lá a falar português, o melhor possível, e deixarmo-nos destas mariquices.
PS: Sei que uso Kyewords...nos meus textos...mas é o Google que tem culpa
João Paulo Marques
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Mentiras (por Seth Godin)

The first lie...

  is that you're going to need far more talent than you were born with.
The second lie is that the people who are leading in the new connection economy got there because they have something you don't.
The third lie is that you have to be chosen.
The fourth lie is that we're not afraid.
We're afraid.
Afraid to lead, to make a ruckus, to convene. Afraid to be vulnerable, to be called out, to be seen as a fraud.
The connection economy isn't based on steel or rails or buildings. It's built on trust and hope and passion.
The future belongs to those that care and those that believe.

O Riso, o sorriso...e os mais velhos


O Riso, o sorriso...e os mais velhos

Keywords: Sorrir, rir, viver

Excerto da carta que Madame Marie Curie escreveu à sua filha.  A Madame Curie raramente se lhe descubriu um sorriso...mas ficam as palavras que sábias dela. Esta excerto foi reblogado aqui após "roubo" a um texto de Rosa Montero.

Os deseo un ano de salud, de satisfacciones, de buen trabajo, un año durante el cual tengáis cada día el gusto de vivir, sin esperar que los días hayan tenido que pasar para encontar su satisfación y sin tener necesidad de poner esperanzas de felicidad en los días que hayan venir. Cuanto más se envejece, más se siente que saber gozar del presente es un don precioso, comparable a un estado de gracia.

AS MOTOS, AS CRIANÇAS e MUITO MAIS

AS MOTOS
 
Keywords: Motos, gosto de viver, crianças, descobertas
 
Há dias que me sinto portador deste amor invulgar que as crianças possuem pelas motos.

 Lembro-me, de um passado que já vai longe,  de uma criança do prédio dos meus pais, o Manel. Ele  tirou uma foto sentado na minha moto da altura e colocou-a no quarto e lá “viveu” durante uns anos. Recentemente, quando lhe comuniquei uma má notícia que me tinha acontecido, o Manel rapidamente associou a nossa amizade com a foto já com longos anos.

Vejo também a curiosidade que as motos despertam na putalhada.  Um dia, ao ver no pátio do recreio de uma escola umas crianças  que treinam comigo, o Pedro, O Diogo e o Tomás, estaciono a minha moto.  O facto de a parar em frente  à vedação despertou a curiosidade deles. Mal me viram, aproximam-se das grades da escola, e fazemos o nosso ritual…um carolo meu a cada um.

Mas esta experiência de cativar a atenção das crianças pelas duas rodas é algo que se repete no meu dia-a-dia.  São momentos felizes que me vão sendo proporcionados pela criançada,  quando esta olha para a minha moto. Retribuí-o comum sorriso, com uma careta, com uma palhaçada.

Mas isto de gostar de motos leva-me aos meus 15 anos. Nessa idade, com as poupanças conseguidas e o dinheiro desviado dos lanches e almoços da escola – um almoço era substituído  por duas sandes de rissol - , alugava uma sachonette ou uma mobilete no Campo Grande. Grandes aventuras, grandes passeios. Fazia-o sem carta de condução.  Agora já o posso admitir...

 

Mais perto no tempo, mas sem ser recente, lembro-me de estar a almoçar, com saudades de andar de moto (fazia uns 6 meses  que não andava) e, no meio de uma garfada, oiço um barulho que me era familiar. Eis que  passa uma mota igual à minha.  Quase lhe fui pedir para andar….sei que tinha argumentos convincentes para o convencer.

O que resulta disto….uma vontade de ter moto pelos anos fora, nem que seja com escadinha para subir nela.


João Paulo Marques
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os "meus" milagres de Santiago


Os “meus” milagres de Santiago

Sou pouco católico, como muitos sabem. A minha mãe era muito católica, como muitos outros sabem.
Em 2001 mudei-me para Santiago de Compostela. Antes da mudança, que pensava eu vir a ser duradoura, apenas tinha ido lá arrendar um apartamento. Rapidamente habituei-me à cidade. A vista de minha casa quase chegava a Portugal; matava assim as saudades de Lisboa.

Todos os dias cruza-me pela Catedral. É inegável o peso que este edifício tem na cidade. Mais, o café que escolhi para me receber por lá, o Literários,  é paredes meias com a Catedral. Lá sentado, a bebericar o café ou a beber uma cerveja, sentia-me o guardião a Catedral… Todos que queriam circundar o edifício, passavam por lá

Os dias corriam; o objectivo que me levou a Santiago não arrancava e eu que cada vez mais  gostava da cidade. Andava muito a pé por lá. Lembro-me hoje dos comes, dos bebes, do que se passava, de algumas manifestações, dos cafés, de algumas pessoas com as quais perdi o contacto…

Lá para Novembro disseram-me que o que me tinha levado a Santiago já não ia acontecer. Disse várias asneiras em português e em castelhano e voltei para casa.

O que eu pensava que tinha sido um azar tremendo, veio a revelar-se uma premonição..chamo de Santiago.

2002 e 2003 vieram a revelar-se anos em que a minha presença em Lisboa se tornaria indispensável. Felizmente andei por cá.  

2004 veio a revelar-se mais uma consequência da, digo agora, boa sorte do final de 2001. Mudei-me outra vez para o estrangeiro. Voltei em Maio de 2005. Voltei  diferente…melhor.

Após 2001 voltei apenas duas vezes a Santiago. Mas quero voltar lá.

Mas Santiago voltou. Desta vez só para mim. Em Julho de 2013.

No meio de arrumações em casa dos meus pais…separando coisas para doar, coisas para guardar, coisas que contam a minha história, a história da casa e deles, a nossa história, diz-me a D. Rosa, a senhora que anda cá por casa faz muito tempo…não com o tempo de me chamar menino…

Meio aflita porque pensava que eu já tinha limpo um Santiago que anda pela sala, preso à parede.

Conta-me ela que está lá um papel deixado pela minha mãe. Eu desconhecia…pego na estatueta, levanto-a e vejo um papel dobrado que se encontra por baixo. Abro-o e vejo o meu nome, já escrito com uma caligrafia muito tremida….eventualmente das últimas coisas que ela escreveu.

Quase 10 anos após o falecimento da minha mãe recebo mais um presente dela…

Amanhã faz 10 anos que ela morreu…tenho saudades.



João Paulo Marques
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A EMEL - E o seu mau serviço


A EMEL

Recentemente recebi um flyer da emel. Pensei eu…vão fazer uma festa e estão a convidar-me. Convidaram-me, mas a festa foi só deles.

Por 15minutos, ao fim de uma hora de estacionamento, levei com um flayer.

Verifiquei que este era especial. Não tinha outra hipótese de ser pago a não ser numa loja Emel. Lá fui eu…para pagar a minha dívida à sociedade, 30€.

Fico bem mais de uma hora para pagar. Quando o faço, diz-me o oficial  emeliano: mas podia fazer o pagamento pelo site. Pergunto-lhe onde está escrito. Diz-me: não está, mas já foi lançado faz algum tempo. Que bom serviço público prestam

Mais, um departamento que recebe pagamentos, entre outros serviços,  apenas com dois funcionários…

Gastam estes gajos dinheiro a produzir flyeres e descuram o fundamental: facilitar o serviço a quem já vai lá contrariado.

Mas a minha história com a Emel não se reduz a este episódio.

Recentemente apanho um gabiru a dar uns tabefes e peras numa senhora da Emel. Intervenho para tentar acalmar as coisas…acabei por ser o foco o gabiru. Nada me aconteceu; a ele também pouco…foi acapaceteado (afastei-o com o meu capacete de moto). Tive que ir à polícia prestar declarações e explicar-me. Explicar porque intervim, porque defendi a trabalhadora da Emel.

O que recebi deles…bola, zero, népias.


 João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
 

A Mexicana – A nova companhia de seguros


A Mexicana – A nova companhia de seguros

Encontro-me a fazer tempo e resolvo ir tomar um café ao balcão da famosa Mexicana. Ex Ex-libris da cidade.

Peço o meu café e o empregado seduz-me com um pastel de nata. Aponta-me um tipo de flayer que se encontra no balcão. Leio – um café e um pastel de nata, 1’00.

Fico algo supresso com o preço baixo e guio-me pela minha gulodice, peço!!!

Vem a conta e estanho o troco. Menos do que eu esperava. Vou ver o flayer verifico que, onde li 0,00 aparece 0,50…em letras de contrato  de seguros.

Até para andar na rua já preciso de óculos.

Senti-me meio que enganado.
 
 

sábado, 5 de outubro de 2013

Vendas sem Iphone - 17 - Reunião obtida. Quando deverá ser? Onde acontecerá?

17 - Reunião obtida. Quando deverá ser? Onde acontecerá?

Certifique-se!!!

A primeira resposta é: Quando o Cliente quiser, quando o Cliente puder.

Muitas vezes estas reuniões são marcadas pelas secretárias ou ajudantes dos gestores. Mais uma vez, por todas as razões, e por mais esta, é fundamental termos um bom relacionamento com todos os que estão do lado do Cliente. Existem poderes ocultos e influências insuspeitas em todas as Organizações e nós, do outro lado, não sabemos delas.

Relativamente ao lugar, pessoalmente gosto de visitar os Clientes, mas também gosto de os receber em casa, sobretudo se formos uma empresa industrial. Em gráficas de referência onde trabalhei, eu tinha gosto em trazer gente a “minha casa”. Era o nosso cartão de visita!!!

Sabemos que visitar os Clientes implica dispêndio de tempo. Tempo que nos é importante para as múltiplas tarefas diárias. No entanto, esta visita ao Cliente pode dar-nos muita informação e outros (novos) contactos:

  • - aferimos a dimensão deles, expurgando algum show-off que possam fazer. Há sempre quem queira dizer que é maior do que é ou passar a ideia que não é tão grande como realmente é;
  • - retirar dados pessoais do nosso interlocutor. » Fotografias, diplomas, jornais…enfim, tudo o que nos permite fazer uma small talk;
  • - podemos conhecer a secretária, que tanto nos ajudou e nos irá ajudar no futuro.  » Numa determinada etapa da minha carreira profissional estava a concorrer a um cargo numa multinacional. Ao fim de umas 3 entrevistas, sucessivamente em horários mais tardios, comecei a ganhar confiança com a secretária. Soube, através dela, que já era o único candidato;
  • - encontrar-mos amigos por lá e, eventualmente, termos mais participantes na reunião. » Por mais que uma vez, ao apresentar determinado assunto, foram chamados profissionais para saberem o que eu fazia ou validarem a tecnologia que eu uso;
  • - identificar a sua carteira de Clientes e Fornecedores. » Dificilmente consegue-se esconder tudo e há a hipótese sempre encontros inesperados.

Convido-os a passarem por aqui…como preparar uma visita



João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Vendas sem Iphone - 16 – Preparar os seus telefonemas

16 – Preparar os seus  telefonemas

Há gestores, pessoas, profissionais e outros que raramente atendem os telefones ou que nunca fornecem o número. São segredos bem guardados, maiores do que aqueles que o Vaticano guarda.

 O mesmo se passa com os emails. Ligamos para as empresas e muitas vezes estes contactos não nos são fornecidos. Enfim, parece que muitos não conhecem o poder da tecla [DELETE]: não gosta ou não interessa, apaga Depois, curiosamente,  estas sigilosas informações aparecem  nos facebooks, linkedins e sites organizacionais ou pessoais.  Tanto segredo para nada.

Para melhorar a eficácia dos vossos telefonemas, apresento-vos alguns passos / sugestões para esta tarefa:


1. Não telefone por telefonar. Faça uma pesquisa primeiro sobre o que o seu Cliente ou Prospect pode querer. Quando souber, ligue-lhe. Não desperdice as poucas chances que tem para falar com quem interessa.


2. Ensaie a conversa. Experimente fazer uma “elevator talk” consigo. Imagine-se a entrar num elevador e encontra um  Cliente ou Prospect.  Já sabe que tem pouco tempo, não pode hesitar pela sorte que teve com este momento e no que diz. Tem também que ser criativo na abordagem! Eu já tive sorte nestas abordagens.

3. Experimente relaxar um pouco antes dos telefonemas!  Fazer um ou vários telefonemas importantes exige motivação, espírito e perseverança. A porta fria, neste caso,  é fácil de ser encontrada. Não seja um call center.

Não se esqueça de um “Bom dia” vigoroso. Afinal, é apenas a sua voz que aparece.


4. Seja simpático, não insista e mantenha-se contente e descontraído. Torne a sua conversa agradável para que continuem a falar consigo.  Mesmo não sendo visto, a sua voz revela o seu estado de espírito. É muito fácil para uma pessoa desligar o telefone com alguém que é desagradável e insistente…é simples, acreditem.


Estas tácticas podem não resultar porque há, muitas vezes, uma barreira quase intransponível, as telefonistas ou secretárias. Para vencer esta barreira, como todas as outras, é essencial boa educação e respeito.  Bem, mas estas condutas são universais…ou deviam ser.

João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vendas sem Iphone - 15 - Voz, cheese, início da conversa e uma boa última impressão

15 - Voz, cheese, início da conversa  e uma boa última impressão

E a sua 1º conversa. Pode estar até nervoso. Seguem 4 dicas:


A sua voz é o que complementa  todos os PowerPoint, se os houver. Você precisará muito dela, em especial quando estiver com outros interlocutores, mesmo que sejam seus colegas. Procure desenvolver uma boa projecção vocal e não transpareça que tem uma voz  insegura, rouca ou baixa. Treine o seu discurso, a sua colocação de voz. Se pensar que tem  algum problema relacionado à voz, procure ajuda de um fonólogos. Grave a sua apresentação, treine-a com outros, com os seus colegas.


Sorrir ou cheesar é essencial. É fundamental. Pelo facto de estar a sorrir mostra que está verdadeiramente motivado para o que está a fazer, estar com o seu Cliente. Um observador treinado descobre os sorrisos amarelos ou forçados. Se não é das pessoas mais sorridentes, nem todos o são, antes de começar a conversa,  pense em algo que o faça feliz…. assim mostrar-se-á mais agradável à sua companhia.


O início da conversa será com um seguro (e vigoroso) “Bom dia!!!”. Esta é uma expressão conotada imediatamente com educação e simpatia. Fazendo nós parte de uma cultura latina, já sabemos que o uso de títulos, se os houver ou se as pessoas fizerem questão, devem ser utilizados. Não estrague todo o seu esforço em conseguir a tal conversa com este pequeno e importante pormenor. Uso o Dr, pelo menos no início.


Por fim, cause uma boa última impressão. Faça a ponte para novas conversas. Agradeça o tempo despendido, a oportunidade obtida, o importante que foi poder apresentar a solução que tem em mãos e prepare o caminho para novas conversas. Recapitule em voz alta o seu trabalho de casa e tente saber quando (e com quem) poderá voltar a falar.

 

João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.

 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A OPÇÃO “BURRO DE BURIDAN”

A OPÇÃO “BURRO DE BURIDAN” 

Imagine um burro cheio de fome. Entra no palheiro e tem,  a igual distância, dois fardos de palha semelhantes. Indeciso, olha para um, olha para o outro, voltou a olhar para o primeiro e assim sucessivamente. Era atraído igualmente pelos dois e não se decidia. Como não optava,  acabou por morrer de fome.
Acontece várias vezes na nossa vida. Demoramos a tomar, o que queremos que seja,  a melhor opção.

O que acontece é que, durante este tempo todo, vamos perdendo tempo, dinheiro e, eventualmente, ficando cada vez mais indecisos com a escolha a ser tomada. Facilite a decisão...nem que jogue à cara ou coroa. 

Esta é uma das histórias mais conhecidas da filosofia, cuja autoria se atribui a Jean Buridan, que viveu no século XIV.  É encontrada  na obra De Caelo, de Aristóteles.


João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.

Equilíbrios entre as normas e regras sociais e as de mercado (ou o paradoxo do Óscar Cardozo)

Equilíbrios entre as normas e regras sociais e as de mercado (ou o paradoxo do Óscar Cardozo)

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder  voltar a acreditar-te. Friedrich Nietzsche


Keywords:  Boas práticas, normas socias, normas de mercado, tips, vendas

Ambas existem e coexistem na nossa vida. É facto!!!  No entanto, a separação entre ambas deve ser bem definida.

Nos dias de hoje, em que a qualidade do serviço é cada vez mais importante, a utilização das normas sociais tende a prevalecer. Será?

As empresas, leia-se Organizações, querem, cada vez mais, parecer uma família. Os valores de lealdade parece que ser querem prevalecentes. Pequenas infrações desculpadas. Contactos entre interlocutores, com mais ou menos formalidade, são estimulados. Uma série de comportamentos e gestos que pretendem a aproximação entre os dois polos, Consumidores e Vendedores.

Investe-se em formação, criam-se normas de boa conduta, os marketers e outros advogam o poder absoluto do Cliente.

E eis que, mal alguma infração seja cometida, por exemplo o atraso no pagamento de uma conta, aparece a penalidade pecuniária ou o cancelamento do serviço.

Não quero afirmar que o Cliente tem sempre razão, que lhe deve ser desculpado tudo ou, por outro, que nunca tem razão e quem sabe de tudo e das regras é a Organização. Ou que, por facilidade de escolha, ausência de decisão ou (in)capacidade para tal, não se decida ou decida-se tarde. Que as escolhas não tenham como único critério apenas uma folha de Excel.

O que deve haver não são duas medidas, mas apenas uma… Não incuta aos seus trabalhadores um comportamento rígido e tente passar a imagem de uma Organização do Cliente. Este não se engana duas vezes…muitas vezes nem uma.

Tenha presente apenas que existe uma VALC, Valor Actual Líquido do Cliente, difícil de calcular. Mas que merece ser tomada em consideração. Afinal, Cliente insatisfeito dificilmente voltará.

Nem todos têm a sorte do Cardozo.

Parece que andamos sempre balanceados entre o Dr Jeckyll e o Mr Hyde, ou não?


João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.