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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A Inteligência artificial e as crianças / alunos


A inteligência artificial chegou. É para ficar.

Agora é a hora do ensino preparar os jovens e os professores para esta nova realidade. É preparar o futuro e ir ajustando-o.

Não se trata de resistir ou ignorar (que não se consegue) , mas de repensar o que significa realmente educar na era da IA.

O foco, cada vez mais, deve deslocar-se da memorização pura para competências que a IA não substitui facilmente.

Falo de pensamento crítico. Este é essencial - os alunos (e tantos de nós, os mais crescidos) precisam questionar a informação e avaliar as fontes.

Como a IA gera respostas instantâneas, o valor está em fazer as perguntas certas e avaliar criticamente as respostas.

A criatividade e a originalidade ganham novo peso. Enquanto a IA pode combinar padrões existentes, os jovens devem aprender a pensar de forma verdadeiramente inovadora, a conectar ideias de domínios diferentes, a imaginar soluções que ainda não existem.

Projectos interdisciplinares, resolução de problemas reais da comunidade, arte e expressão pessoal tornam-se ainda mais importantes.

domingo, 10 de novembro de 2013

AS MOTOS, AS CRIANÇAS e MUITO MAIS

AS MOTOS
 
Keywords: Motos, gosto de viver, crianças, descobertas
 
Há dias que me sinto portador deste amor invulgar que as crianças possuem pelas motos.

 Lembro-me, de um passado que já vai longe,  de uma criança do prédio dos meus pais, o Manel. Ele  tirou uma foto sentado na minha moto da altura e colocou-a no quarto e lá “viveu” durante uns anos. Recentemente, quando lhe comuniquei uma má notícia que me tinha acontecido, o Manel rapidamente associou a nossa amizade com a foto já com longos anos.

Vejo também a curiosidade que as motos despertam na putalhada.  Um dia, ao ver no pátio do recreio de uma escola umas crianças  que treinam comigo, o Pedro, O Diogo e o Tomás, estaciono a minha moto.  O facto de a parar em frente  à vedação despertou a curiosidade deles. Mal me viram, aproximam-se das grades da escola, e fazemos o nosso ritual…um carolo meu a cada um.

Mas esta experiência de cativar a atenção das crianças pelas duas rodas é algo que se repete no meu dia-a-dia.  São momentos felizes que me vão sendo proporcionados pela criançada,  quando esta olha para a minha moto. Retribuí-o comum sorriso, com uma careta, com uma palhaçada.

Mas isto de gostar de motos leva-me aos meus 15 anos. Nessa idade, com as poupanças conseguidas e o dinheiro desviado dos lanches e almoços da escola – um almoço era substituído  por duas sandes de rissol - , alugava uma sachonette ou uma mobilete no Campo Grande. Grandes aventuras, grandes passeios. Fazia-o sem carta de condução.  Agora já o posso admitir...

 

Mais perto no tempo, mas sem ser recente, lembro-me de estar a almoçar, com saudades de andar de moto (fazia uns 6 meses  que não andava) e, no meio de uma garfada, oiço um barulho que me era familiar. Eis que  passa uma mota igual à minha.  Quase lhe fui pedir para andar….sei que tinha argumentos convincentes para o convencer.

O que resulta disto….uma vontade de ter moto pelos anos fora, nem que seja com escadinha para subir nela.


João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
http://www.linkedin.com/in/joaopmarques
http://jpmarques.blogspot.com;
joaodavespa@hotmail.com
@joaodavespa