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sábado, 27 de outubro de 2012

TEASERS - Alguns Exemplos



TEASERS - Alguns Exemplos


"Todos vivem de vender alguma coisa." (Robert Louis Stevenson)


Keywords: Teaser, Gestão, Vendas,  Fornecedores, Clientes, Comunicação

Os Teasers entram na minha linguagem quando comecei a trabalhar com gráficas; lá por 1996.  

Diz a wikipédia " O teaser (em inglês "aquele que provoca" (provocante), do verbo tease, "provocar") é uma técnica usada em marketing para chamar a atenção para uma campanha publicitária, aumentando o interesse de um determinado público alvo a respeito de sua mensagem, por intermédio do uso de informação enigmáticas no início da campanha."

Existem várias palavras que podem ajudar a provocar este Teaser. Estas, como todas as outras palavras utilizadas na comunicação, devem usadas  de forma honesta.  Eis algumas palavras mais "teaserianas" aos olhos do público e que podem ser utilizadas pelos marketeers    

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 ... e há muitas mais.

A utilização destas palavras nas acções de Marketing e Vendas ajudam a que os objectivos que se pretende atingir tenham mais chance de serem atingidos.

Importante é que a comunicação seja honesta e bem feita. Ninguém gosta de ser enganado. Mais ainda se for levado / convencido.


João Paulo Marques

O tempo não pára, não pare você também.



@joaodavespa

Think before you print. Think before you replay.


Também há coisas boas - 27

Também há coisas boas - 27

Provedor quer jogadores viciados longe dos casinos. E não pode ser de outra maneira.
Apesar da crises, parece que 70% dos portugueses estão contentes com a vida. Valores resultantes de um inquérito da SEDES. Surpreendentes estes valores. Para eles e para mim.
Ourivárzea e Bioapsis vendem arroz e mel, respectivamente para a China.
Começou o festival de gastronomia em Santarém.
Il Cavaliere apanhado em tramoias, que não apenas sexo. A ver se se alastram esses cuidados cívicos.

Pulau de camarão com chouriço de Goa.
Isabel II procura criada por 1475€ / mês. Devem dar almoço e não deve ser só fish and chips.
Mostra de Teatro do Brasil em Portugal. A ver no teatro D. Nacional D Maria II.

Ontem houve uma degustação imperial no Delícias. Vejam o que eu comi: Pulau de camarão com chouriço de Goa. Mas houve mais

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Também há coisas boas - 26

Também há coisas boas  - 26

Hoje vi que a licenciatura (ou suposta licenciatura) do ministro Relvas pode ser revista.

Assisti às palestras da Cidadania 2.0. Bem interessante. Tomei conhecimento de 6 projectos que merecem a atenção de todos.

www.meurio.com.br – cidadania

DEMO.CRATICA – Tornar mais legível e entendível a barafunda que parece ser a AR.

www.cm.mirandela.pt  - como o Face Book e a Medias Sociais podem aproximar a população do poder.

My Society - http://www.mysociety.org/ e o fixmystreet. Mais outro exemplo de cidadania exportável.

Nexthamburguer e o www.lxamanha.pt » ideias para Lisboa e para Hamburgo

 O que move estes projectos é querer fazer coisas, criar movimentos que interagem com a população e com outros movimentos. E as coisas resultam.  O bom destes movimentos é que são transversais nas sociedades e exportáveis. Alguns deles não escolhem credos, status social ou outras merdices.

Delícias de Goa
 Jantar de Degustação no Delícias de Goa. Oba.

Artigo no Oje – O maior desafio é ganharmos a oportunidade de decidir o futuro. Sem o ler, já fiquei contente com o título

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Também há coisas boas -25


Também há coisas boas -25

Ontem, com chuva, tivemos 13 jogadores sub12 a treinar. Ah valentes.

Continua a chuva em Lisboa e por terras lusas. Ao menos isso.

Conversa hoje com o Adrian Tsallis. Vamos lá ver.

O Sporting vai mostrar-se ao Vercauteren. Vamos leões.

No DN

Não é necessariamente uma notícia boa. Nem sequer se trata de repor algo.  O facto do Governo não ter colocado em prática o corte nos subsídios, é algo que vai manter alguma dignidade a quem precisa deles.

Médicos vão ter manual para receitar mais barato.

Square Rock, de E Hooper
Sintra vai ficar na Society com o José Castelo Branco na Câmara.

A Gulbenkian traz a Lisboa "As idades do mar". 109 obras sobre o que  é a nossa identidade. Uma obra de Hopper: pode ver também, entre outras, Monet, Klee, Turner....

Brasil desiste de sobretaxar os nossos vinhos.

PT traz a Lisboa investidores que valem um bilião.

Diz o jornal que a equipa do Ministério das Finanças trabalha 14h. Muitos portuguesas fazem isso. Ou com dois empregos...ou com trabalho e biscates. Quantos não  gostariam de poder fazer isso. Poder trabalhar e serem pagos por 14h de trabalho.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade

Em Copacabana.


As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele.


A Palavra MágicCerta palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'



7 LIVROS QUE DIZEM SER ESSENCIAIS PARA CONHECER DE DRUMMOND


Alguma Poesia (1930)

O primeiro livro, oficialmente lançado por Carlos Drummond de Andrade, foi uma explosão no meio intelectual brasileiro: "No meio do caminho tinha uma pedra". Já neste trabalho, o poeta trouxe versos livres e sua linguagem direta. Drummond traz traços que irão permanecer por toda a sua obra: a crítica social, o humor e a filosofia. Na verdade, Alguma Poesia era o seu segundo trabalho Seu primeiro investimento no mundo das letras foi com um livro chamado 25 Poemas da Triste Alegria, que ele mesmo produziu em 1924, com ajuda de sua esposa Dolores Dutra de Morais.

SENTIMENTAL
Ponho-me a escrever teu nome
Com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos contemplam
esse romântico trabalho.
Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nom !
[...]

NO MEIO DO CAMINHO
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
[...]

QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
[...]
Sentimento do Mundo (1940)

Drummond, indignado com o que acontecia ao seu redor - Segunda Guerra Mundial e a ditadura de Getúlio Vargas - chama o leitor a abrir os olhos para o que está acontecendo. Para isso, faz uma relação de como o cotidiano suprime o ser humano. O poeta já traz um sopro de sua poesia mais revolucionária, que viria em seu próximo livro, A Rosa do Povo (1945).

INOCENTES DO LEBLONOs inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe emigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
[...]


POEMA DA NECESSIDADE
É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.
É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.
[...]

MÃOS DADAS
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
[...]
A Rosa do Povo (1945)

É um dos mais importantes livros do poeta. Nele, Drummond integra a família, os amigos e o cotidiano aos problemas sociais que assolam o mundo. Com versos livres, questiona a função da poesia nas relações humanas e se aprofunda nos problemas da Segunda Guerra, da divisão do mundo entre capitalista e socialista, na vida urbana e na morte. É o livro em que o poeta se aproxima do comunismo e sua obra mais explicitamente política.

NOSSO TEMPO
I.


Este é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes,
viajamos e nos colorimos.
A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.
As leis não bastam. Os lírios não nascem
da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra.
Visito os fatos, não te encontro.
Onde te ocultas, precária síntese,
penhor de meu sono, luz
dormindo acesa na varanda?
Miúdas certezas de empréstimo, nenhum beijo
sobe ao ombro para contar-me
a cidade dos homens completos.

Calo-me, espero, decifro.
As coisas talvez melhorem.
São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.
Tenho palavras em mim buscando canal,
são roucas e duras,
irritadas, enérgicas,
comprimidas há tanto tempo,
perderam o sentido, apenas querem explodir.

[...]

ÁPORO
Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.
Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?
[...]

RESÍDUO
De tudo ficou um pouco
Do meu medo. Do teu asco.
Dos gritos gagos. Da rosa
ficou um pouco.
Ficou um pouco de luz
captada no chapéu.
Nos olhos do rufião
de ternura ficou um pouco
(muito pouco).
Pouco ficou deste pó
de que teu branco sapato
se cobriu. Ficaram poucas
roupas, poucos véus rotos
pouco, pouco, muito pouco.
Mas de tudo fica um pouco.
Da ponte bombardeada,
de duas folhas de grama,
do maço
― vazio ― de cigarros, ficou um pouco.
Pois de tudo fica um pouco.
[...]
Claro Enigma (1951)

Este é o sexto livro de Drummond, que volta a usar formas clássicas, como sonetos e versos regulares, que haviam sido abandonados pelo modernismo, mas sem deixar de lado a liberdade poética da poesia moderna. O poeta, desencantado sobre tudo o que aconteceu nos anos anteriores, fala sobre o amor, a morte e a memória para refletir o mundo pós-guerra.

AMARQue pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
[...]

A MÁQUINA DO MUNDOE como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável
pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar
toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.
[...]
Antologia Poética (1962)

A reunião de poemas foi feita pelo próprio autor. Segundo ele, a seleção serve para "localizar, na obra publicada, certas características, preocupações e tendências que a condicionam ou definem em conjunto." A antologia é dividida em 9 capítulos: O indivíduo; A terra natal; A família; Amigos; O choque social; O conhecimento amoroso; A própria poesia; Exercícios lúdicos; Uma visão, ou tentativa de, da existência. Os capítulos marcam os temas frequentes na poesia de Drummond. Um ótimo livro para conhecer, de forma mais geral, a obra do poeta.

ETERNO*
E como ficou chato ser moderno.
Agora serei eterno.

Eterno! Eterno!
O Padre Eterno,
a vida eterna,
o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie.)

— O que é eterno, Yayá Lindinha?
— Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente
peternuávamos
eternissíssimo
A cada instante se criam novas categorias do eterno.
[...]
(*do livro Fazendeiro do Ar, de 1956)
José e Outros (1967)

O livro reúne três obras de Drummond: José (1942), Novos Poemas (1948) e Fazendeiro do Arte (1954). É a partir dele que o poema José ficou popularmente conhecido e fez o verso que se repete pelo poema - E agora José? - virar uma expressão até hoje usada.

JOSÉ E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
[...]
Corpo (1984)

PONHA-SE NO LUGAR DOS SEUS CLIENTES

PONHA-SE NO LUGAR DOS SEUS CLIENTES 

                                                                    "Lutar com as palavras é a luta mais vã...", Carlos Drummond de Andrade

                                   Caro Carlos, permita-me discordar. Nos dias de hoje, cada vez mais, a palavra ganha uma nova e 
                                                              vigorosa força. As suas, com toda a certeza, vão ganhar mais força. Felizmente!


Keywords: Gestão, Serviço, Clientes, Fornecedores, Restaurantes, Carlos Drummond de Andrade

Recentemente tive uma experiência "engraçada" num restaurante que frequento faz muitos anos.  Em média, perto de duas  vezes por semana vou lá. Isto desde 2006. Antes disso era um dos meus fornecedores de frango assado.

A relação preço qualidade é bastante boa. Os empregados são bem simpáticos. Está aberto todos os dias. São 3 das razões da minha fidelidade.

Como acredito que boas críticas são sempre bem vindas, sobretudo por aqueles que  são vistos como Clientes regulares, resolvi fazer uma observação sobre  o frasco do picante. Já o tinha feito num passado recente ao Eduardo, um dos empregados, o meu empregado predileto.  Desta vez, porque o patrão estava mais à mão, resolvo fazer o mesmo comentário, sem referir que já o tinha feito no passado. O problema era simples de resolver:  colocar um gotejador  / goteador na embalagem.

Alguém desprevenido ou pouco atento despejaria mais picante do que o desejável para o prato e ficaria "incomível". Já tinha acontecido comigo  mas, felizmente, para uma área do prato que não tinha comida.

Faço a referida sugestão - colocar um gotejador ou arranjar um novo frasco - ao dono e recebo quase que uma reprimenda. Ele queria-me dizer que eu, e todos os Clientes, devíamos ter cuidado...que a responsabilidade seria sempre nossa e não da casa. Não deixa de ter razão: somos nós que a pedimos, somos nós que o colocamos.

Respondi que talvez não devesse ser assim e ele reforça o seu argumento e acrescenta que nunca aconteceria com ele.

O que eu pretendi dizer-lhe, no final da "conversa", é que ele  tinha perdido  uma boa oportunidade de estar calado. Ele devia saber que, em caso de dúvida, o restaurante dele era uma  das primeira escolhas para almoçar perto de casa. 

Nesta pequena "argumentação" cheguei a pensar em dividir alguns pensamentos de Gestão e boas práticas com ele. Mas achei  que não valia a pena. Faço-o agora  com vocês.

Aponto alguns comportamentos /atitudes que os serviços devem ter em conta quando lidam com os Clientes:
• Os Clientes querem que você faça o que diz e quando diz que faz.
• Os Clientes querem que você os surpreenda favoravelmente.
• Os Clientes querem ter notícias boas a contar sobre si.
• Querem justificar para si mesmos a escolha / preferência que lhe dão.
• Os Clientes querem confiar no seu serviço/ produto, ao fim ao cabo, em si.
• Os Clientes gostam de ser bem tratados.
• Os Clientes querem ser lembrados e identificados quando entram no seu estabelecimento.
•  Os Clientes gostam de ver os outros Clientes bem tratados.

O fato do dono daquele restaurante ter querido ensinar-me como usar um frasco de picante fez com que a sala em que estávamos, uns 15 Clientes, olhasse para a minha mesa e percebesse que o dono estava a ensinar-me  a usar um frasco de picante.

Igualmente, o comportamento dele fez com que eu confirmasse, mais uma vez, a falsa simpatia e alguns maus modos que ele exibe e possui. Estes são visíveis com um relacionamento mais próximo.
Era o que existia e o sujeito não o soube manter.

Em alturas em que se luta, cada vez mais, para cativar e agradar os Clientes, este empresário falhou redondamente. Ou melhor, confirmou o que se poderia esperar dele, mais dia menos dia. 

Numa altura em que cada vez mais as pessoas / clientes estão propensas a dizer mal e que a facilidade para espalhar bons e maus comentários é assombrosa -  veja-se o alcance que as  Medias Socias  têm.

Tem de existir um cuidado redobrado no contato com o Cliente. No passado, algumas métricas diziam que um Cliente, quando dizia mal, podia falar com 7 a 10 amigos.  Hoje, fala  com milhares e repetidamente.

O risco de se criar um efeito negativo não planeado na Experiência do Cliente é significativamente maior em períodos de pressão e instabilidade, como os de hoje. Os gestores e líderes devem garantir que  estão ativamente envolvidos no contato com o Cliente e devem apoiar e ser o exemplo para a sua equipa. Aqui a falha veio de cima, do topo

O que eu ganhei com o episódio referido? Um novo texto, a sistematização de algumas ideias que tinha em mente e ter que ser "obrigado" a ver novos restaurantes nas redondezas.

O que ele ganhou? Eventualmente uma maior longevidade do seu frasco de picante. O que perdeu? Será ele a saber.


João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
http://www.linkedin.com/in/joaopmarques
http://jpmarques.blogspot.com; joaodavespa@hotmail.com
@joaodavespa
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Também há coisas boas - 24

Também há coisas boas - 24

Houve uma falha de texto ontem. Não que não tivessem ocorrido coisas boas....mas não deu.
Chovia de manhã. Por muito que nos incomode, faz falta. "Soleia" agora...
O meu supraespinoso recupera. Felizmente
Ontem, à procura de uns óculos pré-graduados, recebo a seguinte recomendação. Vá ali, eles têm mais variedade e são mais baratos.
Agora que corre no Museu da Electricidade uma exposição sobre o Riso, deixo-vos parte de um poema de Chaplin:
Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

No DN
Portugueses lideram projeto do genoma humano. Projeto desenvolvido pelo CEBAL e que arranca em 2013

easyJet reforça equipa e rotas em Lisboa. Valência e Bilbao ficam mais próximas. Veneza e
Copenhaga com mais voos.

Está a chegar um Bond, James Bond.

Jazz no Seixal até sábado.

Eat Drink Shop fala do Largo das Portas do Sol, uma das mais bonitas vistas de Lisboa e de um Resort em Montemor-o-Novo (Herdade das Valadas). Fiquem a saber que este Largo está aberto 24/31/365. Quer faça chuva, quer faça sol.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Actividades Low Cost - Texto publicado pela Ordem dos Vendedores


O Nosso Negócio é a Reputação!
Partilho convosco uma breve passagem na minha vida profissional, onde numa formação em vendas, depois de todos os outros alunos se apresentarem com títulos pomposos para a função que tinham, eu me apresentei simplesmente como Vendedor.


 

Por breves segundos a sala ficou em silêncio e o formador olhou-me de frente, pensou um pouco e depois disse com um sorriso no rosto: “Eis alguém nesta sala que tem realmente uma profissão!”

A Nossa missão na APPV é:


 

ü  Reconhecer a profissão de Vendedor aos profissionais de vendas – Somos nós, os vendedores, o verdadeiro motor da economia. Não existem empresas de sucesso que não tenha lucro. O lucro (ou dinheiro) nestas empresas só entra quando vendem. E quem vende é o vendedor.

ü  Dignificar a profissão de Vendedor – Este é o maior desafio desta Associação. Conseguirmos fazer as empresas que atuam no nosso mercado que esta é uma profissão tão importante como qualquer outra no mercado.

ü  Este é o princípio de uma nova jornada. Torne-se associado, dê o seu primeiro passo para fazer parte desta nossa “causa” chamada APPV. Ela é feita por si e para si. Contamos todos com isso.

 

 

Wilques Erlacher

Presidente da Direção da OV–APPV

wilques.erlacher@ov-appv.pt


 

ACTIVIDADES LOW COST INDISPENSÁVEIS

"Um bom nome vale mais que um bom perfume "Eclesiastes 7:1

Nunca foi tempo de desperdícios. Esta prática é geradora de maus vícios que se perpetuam e, rapidamente entram na cultura organizacional. Nos tempos que vivemos temos que combater ferozmente o desperdício de recursos. Infelizmente, algumas gerações, das quais eu faço parte de uma, não foi muito preparada para escolhas racionais neste campo. Para ultrapassar alguns más práticas e que nos permitam ter maiores hipóteses de sucesso nos negócios, sobretudo, nos novos, devemos ter atenção a:

A) Não ao desperdício de recursos. Podemos falar de tempo ou de dinheiro mal gasto. Um exemplo clássico é a utilização do telemóvel para fazer todas as chamadas, quando podemos, em alguns casos, recorrer ao telefone fixo, ao skype ou a mensagens de email. Outra passa pela boa gestão do tempo e que pode começar pelo cumprimento de horários.

B) Não conhecer os Clientes e não fazer uma análise dos mesmos. Há Clientes que podem não valer a pena serem atendidos pela empresa ou pela casa mãe e sim por uma subsidiária. Acrescento que há Clientes que dão prejuízo. O Princípio de Pareto é bastante útil para uma análise deste tipo.

Um Cliente pequeno para uma empresa grande pode significar prejuízo. Consome recursos que podiam ser alocados a Clientes mais rentáveis. Por sua vez, sentir-se-á pouco acarinhado e, em alguns casos, menosprezado. Perdem ambos.

C) Miopia ou perspetiva. Muitas vezes insistimos num serviço que, por razões sentimentais ou por pura miopia ou teimosia, não se ajustam aos nossos Clientes, à nossa Empresa ou ao nosso mercado. Há que saber descontinuar os produtos ou nem sequer lançá-los. Também devemos não procurar entrar em mercados que não são os nossos: já estão saturados ou não trazemos qualquer mais-valia ou proposta de valor interessante.

No entanto, há sempre empresas que procuram nichos. Veja-se alguns supermercados vocacionados para as comunidades emigrantes.

D) Construir uma base de dados com Clientes passados e presentes e, simultaneamente, ter identificado os Potenciais Clientes. Este trabalho deve ser acompanhado por um contacto regular com ambos. Dá trabalho, mas vale a pena. Um ditado popular que retrata bem esta inação é: Quem não aparece, é esquecido.

E) Não confundir os Clientes. A proposta de valor que passa aos Clientes deve ser consistente e não provocar confusão no seu processo de escolha. Quando os Clientes têm dúvidas, não escolhem (escolha de Hobson), afastam-se. Imagine-se a olhar para um menu de um restaurante que não conhece e ver os pratos de peixe e carne todos misturados e não estarem também ordenados por preço. Fica sem saber se é caro ou barato; se é de carne ou de peixe. Resultado, na dúvida, não entra.

F) Não saber o porquê do Cliente lhe comprar os serviços. Apresento 5 + 1 razões pra isso. Cinco do livro "Digital Laeder", de Eric Qualman, e uma minha.

Começamos por perguntar aos melhores 40/ 50 clientes:

·         O que nos compra?

·         Porquê nos compra?

 

Em regra, as respostas, em cada empresa, caem, maioritariamente, em um destes 6 grupos

1.      Temos o produto que o Cliente quer e a um preço justo.

2.      Serviço ao Cliente.

3.      Prazos de entrega excelentes.

4.      Confiança.

5.      Porque temos um produto / serviço que é necessário ao processo.

+

6.   Porque tem que ser assim (a minha).

 

Se não tiver dados / respostas que se enquadrem num destes 6 estados, qualquer campanha de marketing ou ação de vendas não trará os melhores resultados. A sua empresa parece não ter foco.

G) A auto produção de materiais de marketing e de comunicação pode ser a única solução que tem para comunicar. No entanto, deve ter cuidado para que os cartões de apresentação, estacionários, panfletos, entre outros materiais, sejam consistentes entre si. Mesmo que a sua empresa esteja no ainda no dia -1 da sua actividade, não deve deixar de ter alguns materiais de promoção consigo. Nem que seja apenas um panfleto ou cartão de apresentação. Use-os sempre que possa.

H) Sites e blogs. Estas medidas são vivas, têm que ser e estar atualizadas. Um motor de busca valoriza os seguintes aspetos para identificar o seu site ou blog:

o   URL amigável

o   Uso de palavras-chave no título

o   Uso de palavras-chave na descrição

o   Uso de palavras-chave no texto-âncora

o   Número de links em sites relevantes apontando à sua página

Um site ou blog desatualizado nunca ficará bem colocado nos motores de busca e parecer-se-á mais como uma porta de um estabelecimento comercial fechada e coberta com cartões. Será a imagem que o seu negócio transmitirá.

J) Conte histórias. Conte a sua história. Envolva os seus Clientes, Fornecedores e Colegas com histórias verídicas e que tragam emoção. Se tiver um restaurante, sempre pode contar como nasceu aquele prato; se tiver uma casa de bicicletas, pode dizer que tornou o seu passatempo no seu trabalho. Verá os resultados mais depressa e de maneira.

 

A utilização destes pontos, para além de outros que o leitor se lembre e saiba, permitirá a otimização dos seus recursos, passar uma imagem consistente ao mercado da imagem do seu negócio e do seu posicionamento e dotará o seu projeto, sobretudo se for recente, com maiores probabilidades de ser vencedor.

João Paulo Marques

O tempo não pára, não pare você também.