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sábado, 12 de janeiro de 2013

Vírgulas - retirado do Priberam



Quanto à vírgulas:
1.º — Manuel, vai abrir a porta. Posso afirmar-lhe, minha Senhora, que o seu irmão não passou por aqui. Vem cá, João.
Vê-se que o vocativo é sempre separado por vírgula.

2.º O ouro, a prata, o ferro, o chumbo, são metais. Afonso Henriques conquistou Lisboa, Santarém, Almada e Sintra.
Separam-se por vírgula todos os membros de uma oração que não sejam ligados por conjunção.

3.º Eu sou, efectivamente, crédulo. Estes campos são, com efeito, muito bonitos. Os Ingleses, não haja dúvida, constituem um povo essencialmente prático. Amar as árvores, disse um grande homem, é amar a terra.
Fica entre vírgulas qualquer palavra, frase ou sentença, intercalada numa oração.

4.º Não, é impossível satisfazer o seu desejo. Não, isso é inacreditável.
Emprega-se a vírgula depois da partícula não, quando ela, no princípio da oração, se refere a outra.

5.º Sim, depois resolveremos o caso. Sim, vou passear.
Emprega-se igualmente depois de sim, no princípio de qualquer oração.

6.º Este homem, bondoso em extremo, tudo sacrificou à família. Encontrei a Maria, filha do Costa. A árvore, linda e viçosa, a cuja sombra me acolhi. A História chama Conquistador a Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
Os nomes apostos ou continuados são precedidos de vírgula.

7.º Meus pais, a quem muito quero... Aquela filha, a quem tanto se dedicou, foi ingrata. João, de quem recebi tantas provas de estima...
Quando a partícula quem é acompanhada de preposição, coloca-se a vírgula antes dessa preposição.

8.º Não sei se estamos longe da terra a que nos dirigimos. Este é o lugar histórico em que Vasco da Gama embarcou. Encontrei ontem o teu primo António, que me ofereceu uma bebida. Restavam alguns soldados, que combateram heroicamente.
Antes do relativo que, apenas se coloca vírgula se este introduz uma oração explicativa.

9.º Os animais domésticos prestam excelentes serviços ao homem. As pessoas mal-educadas não podem merecer a estima de ninguém. Emprestei o livro de Geografia ao Mário.
Como se vê, nestes dizeres não há nenhuma oração, frase ou expressão intercalada que deva ser precedida ou seguida de vírgula. Podemos concluir, portanto, que nunca se emprega a vírgula entre o sujeito e o predicado, e entre o verbo e os seus complementos directos ou indirectos.

Apontámos apenas os principais casos do emprego da vírgula. Muitos outros há, que só a prática pode indicar. Na leitura, a vírgula indica uma pequena pausa e uma ligeira inflexão na elevação de voz.
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