Os livros são um prazer para muitos. São, também, um instrumento para disseminar conhecimento, de ocupar os tempos livres, etc, etc, etc
Não sou um leitor voraz; tenho, todavia, condições para o ser. Terei de ser mais disciplinado. Já fui mais, bem mais... lia bem mais
Este dia mundial do livro fez-me lembrar uma história de criança. Devia ter uns 9 anos….faz o seu tempo.
Ele envolve o Dr. Baptista da Silva, antigo director do Observatório de Lisboa, o meu pai e Neil Armstrong (esse mesmo, o que todos conhecem). É passada no Observatório. Ambos eram Astrónomos. O Neil, todos sabe quem ele é
Estava o Dr. Baptista da Silva, quase um avô para mim, e o meu pai. Falavam da ida à Lua. Tema obrigatório para astrónomos. Falavam, falavam…e, eu, incomodado com tamanho equívoco....na altura diria disparate.
Vou a correr a casa — morávamos no campus do Observatório — e pego no livro do Hergé, Tintim foi à Lua (da década de 50). Regresso à escadaria onde se desenrolava a conversa. Peço licença para falar, e mostro-lhes o Tintim e digo qualquer coisa como: Não foi nada esse o Armstrong…quem foi o primeiro a chegar lá foi o Tintim.
Não me recordo da resposta de ambos. Provavelmente os dois seguraram o sorriso para não estragar a minha certeza. Quase possa firmar que há uma beleza nesta certeza, certeza que os adultos já perderam e não a voltam a ter.
PS: Óbvias saudades de ambos e da Lassie do Dr Baptista. Passeávamos, muitas vezes, os 3 pelo Observatório.

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