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| Dia do pai |
Um texto a 4 mãos. As do meu pai, que já não anda por cá, e as minhas. Eu, que não sou pai.
Ser pai não é apenas uma questão de biologia, mas de
presença, de entrega e de amor incondicional. É estar lá nos momentos de
alegria e nos de desafio, nas pequenas vitórias do quotidiano e nas grandes
decisões da vida. É dar a mão sem prender, ensinar sem impor, guiar sem
sufocar.
O verdadeiro pai não é aquele que tem todas as respostas,
mas aquele que está disposto a procurar, junto dos filhos, as melhores
perguntas. É aquele que ensina que errar faz parte do caminho e que o carácter constrói-se,
sobretudo, nos momentos difíceis.
Ser pai é também aprender enquanto se ensina. É redescobrir
o mundo através dos olhos curiosos de uma criança, reencontrar a magia das
pequenas coisas e perceber que o maior legado não está nos bens materiais, mas
nos valores transmitidos e nos laços criados.
Ser pai acontece também nos dias em que nada corre bem. Nos
dias em que a paciência se esgota e as palavras saem tortas e o cansaço fala
mais alto do que o amor. Nesses dias, ser pai é resistir — não com heroísmo,
mas com a humildade de quem sabe que amanhã será diferente. É pedir desculpa. É voltar. É não
desistir, mesmo quando tudo parece demasiado.
Neste Dia do Pai (e há mais 364 num ano) , celebremos
aqueles que, com amor e dedicação, fazem da paternidade um verdadeiro acto de
presença e compromisso. Porque ser pai é, acima de tudo, um privilégio — e uma
missão de carinho e amor que nunca termina.
Seria algo parecido que ele escreveria. É o que me saiu
em mais um dia de saudade.
Feliz Dia do Pai!

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