domingo, 21 de junho de 2026

O que tenho andado a pensar


O que tenho andado a pensar - um retrato descontraído, espero que honesto, dos meus temas recorrentes

“Um homem com metas claras faz o seu caminho mesmo no deserto. Um homem sem metas perde-se mesmo numa estrada aberta." Gengis Khan

Comecei esta aventura de escrever num jornal de Beja, o Expresso do Sul. Foi entre 2007 e 2008. Durou uns bons meses. Já antes fazia uns escritos num blogue que já não consigo recuperar. Deve ter sido por 2006.

Estes quase 20 anos de blogue trouxeram-me mais conhecimento, alguns amigos, vontade de ir aprendendo e, com alguma modéstia, de ir passando conhecimento.

Quase 20 anos é muito tempo. É mais do que a maioria das empresas dura. É mais do que a maioria das resoluções de ano novo dura. É, acima de tudo, uma disciplina, que não tenho para muitas coisas, disfarçada de hobby.

Uso nestas prosas imagens, músicas e citações. Elas, espero, reflectem o que escrevo, o que gosto e, em alguns casos, colocam humor e fantasia que não nos deve abandonar.

Inteligência Artificial — com calma, mas a sério

A IA não é gadget para nerds. É uma função estrutural do negócio — como as vendas ou a contabilidade. Mas há uma diferença entre o artesão e o algoritmo: o primeiro tem alma, o segundo tem escala. A questão não é escolher um deles; é saber quando usar cada um. E sim, o teste de Turing no marketing já começou. Uma nota: estou longe de ser um expert.

Vendas, Propósito e o Cliente no Centro

Vender não é intrujice, é servir. O cliente deve estar sempre no centro, não o produto, não a comissão, não o ego. O new business é uma aventura com muitos nãos antes do sim. Em tempos difíceis, vender em contraciclo exige foco, criatividade e a coragem de não repetir o que não funciona. Tempos difíceis, mas não impossíveis.


Pessoas, Cultura e o Vírus Silencioso

Cultivar pessoas é o investimento com o retorno mais longo . A cultura organizacional não é o que está nos valores pendurados na parede: é o que acontece quando ninguém está a ver. O vírus silencioso que destrói empresas por dentro chama-se falta de coerência. O remédio chama-se liderança com exemplo.


Estratégia — Não Confundir com «Continuar»

Muitas empresas funcionam como aspiradores-robô: andam, batem na parede, giram 45 graus e repetem. Movimento não é estratégia. Observar para decidir é mais valioso do que decidir para parecer ocupado. As escolhas certas exigem foco e saber distinguir o essencial do ruído.


Ideias, Criatividade e a Virtude da Escassez

As boas ideias chegam em bruto , precisam de iteração, não de perfeição. A escassez, ao contrário do que parece, aguça o engenho. Fazer omeletes sem ovos é possível. Basta ter fome suficiente para encontrar uma alternativa. A curiosidade é o motor. O blogue é a escola invisível onde tudo se aprende a escrever.


Reputação, Confiança e o Papel do Consultor

A reputação constrói-se devagar e destrói-se depressa. A confiança é o activo mais valioso de qualquer marca ou profissional. As empresas contratam consultores quando estão no buraco e precisam de alguém que já viu aquele buraco antes. A experiência acumulada (o tal ageísmo) é uma vantagem competitiva, não um handicap.


Este é o meu blog » João Paulo Marques / Joni / Joni Carioca / João da Vespa ..e há mais alguns! Onde partilho uma boa parte dos meus escritos

Quase posso dizer que ando por aqui: Consultor · Advisor · Vendas · Marketing · Inovação · Start-ups

O logo foi desenvolvido pelo meu querido amigo, Francisco Pacheco (que não anda pelo LinkedIN)

What is Life - George Harrison. Ele nunca precisou de gritar para ser ouvido. Escrevia quieto e dizia muito. Parece-me que não é má política para um consultor... e muito menos para a vida.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Tubarões Azuis


 

Há empates que sabem a derrota. Há empates que sabem a nada. E depois há o empate de Cabo Verde no Mundial. Este soube a festa, a morabeza, a grogue....hoje, em Cabo Verde, a música não vai parar.

Eu, que sou muito tranquilo a ver os jogos, mesmo os do Sporting, acabei de pé a ver Cabo Verde.
Vamos Tubarões Azuis

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Carlos Morisson

 

Carlos Morisson


O Carlos foi. Não avisou. Ele era assim.


Era miúdo quando o conheci. Eu estava a começar a entrar no mundo dos grandes e o Carlos era daquelas pessoas que entram na tua vida sem pedir licença. Nós, os mais novos, ficávamos contentes. Ganhávamos o passaporte para o que a vida nos ia dar.

Crescemos nos Olivais. Quem é de lá sabe do que falo. Aquele bairro onde tudo acontecia sem estar marcado, onde as pessoas se cruzavam por acaso e cresciam juntas, apenas porque era bom viver. Uma energia própria, difícil de explicar a quem não viveu lá.
Foi assim que o Carlos apareceu. Como as melhores coisas que os Olivais me deram, de forma inesperada. Agora diz-se orgânica (quero parecer moderno).

Havia nele uma energia que não tinha idade. Nem a dele, nem a minha, nem a de quem estava à volta. Quando estávamos juntos, o tempo não passava , porque havia sempre algo a fazer, a celebrar. E essa é, afinal, a melhor definição de boa companhia.

Gerações diferentes, quase dez anos. Mas isso nunca se sentiu. Sentia-se era a gargalhada, o disparate, aquela conversa que começava em qualquer lado e nunca tinha hora para acabar. Só não concordávamos no FCP, coisa menor.

"Old man, look at my life / I'm a lot like you were."

Não é saudade de quem se foi. É gratidão por ter cruzado o caminho contigo

Obrigado, Carlos.

Old Man, Niel Youg
https://www.youtube.com/watch?v=OuVIJlSDOs0&list=RDOuVIJlSDOs0&start_radio=1