domingo, 25 de janeiro de 2026

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

Eu vou votar - JPM Consultores 

 

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

 

“Mais uma vitória como esta e estaremos completamente arruinados.” Rei Pirro do Épiro

 

Tenho a sorte de viver alguma parte do ano numa terra conhecida pela sua reserva de camaleões.

Estes são conhecidos por irem mudando a cor da pele para se protegerem. Este fenómeno é conhecido por cromatoforismo. Animais como o já referido camaleão, os polvos, as lulas e outros peixes mudam de cor graças a células especiais chamadas cromatóforos.

Esta mudança de cor prende-se com o sentido e sentimento de perigo.

É o que esta segunda volta nos traz. Leva-nos a ter de mudar de cor. Esta mudança de cor não é sentida, não é permanente, vai até contra o que consideramos os nossos valores.

Mas o sentido de sobrevivência leva-nos a isso.

Em Portugal, nesta segunda volta das presidenciais, estamos a viver isso. O voto útil.

Eu olho para o boletim, que já conheço, e digo: não és bem o que eu queria… mas também não és o que mais eu temo.


O Bacalhau à Brás da Democracia

É uma espécie de flirt político de ocasião. No fundo é uma escolha do momento — quase como pedir bacalhau à Brás só porque o restaurante já não tem o nosso prato preferido.

Não era o plano inicial, mas evita uma má experiência.

E assim, entre convicções e cálculos rápidos dignos de um matemático em stress, o voto no Seguro lá acontece.

Sempre com aquele suspiro de quem sabe que podia ter sido diferente, melhor… mas hoje não vai ser.

 


Won't Get Fooled Again – The Who, Uma grande banda de rock.

A música fala de uma vitória vazia. 

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