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| Eu vou votar - JPM Consultores |
Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais
“Mais uma vitória como esta e estaremos completamente
arruinados.” Rei Pirro do Épiro
Tenho a sorte de viver alguma parte do ano numa terra
conhecida pela sua reserva de camaleões.
Estes são conhecidos por irem mudando a cor da pele para se
protegerem. Este fenómeno é conhecido por cromatoforismo. Animais como o já
referido camaleão, os polvos, as lulas e outros peixes mudam de cor graças a
células especiais chamadas cromatóforos.
Esta mudança de cor prende-se com o sentido e sentimento de
perigo.
É o que esta segunda volta nos traz. Leva-nos a ter de mudar
de cor. Esta mudança de cor não é sentida, não é permanente, vai até contra o
que consideramos os nossos valores.
Mas o sentido de sobrevivência leva-nos a isso.
Em Portugal, nesta segunda volta das presidenciais, estamos
a viver isso. O voto útil.
Eu olho para o boletim, que já conheço, e digo: não és bem o
que eu queria… mas também não és o que mais eu temo.
O Bacalhau à Brás da Democracia
É uma espécie de flirt político de ocasião. No fundo é uma
escolha do momento — quase como pedir bacalhau à Brás só porque o restaurante
já não tem o nosso prato preferido.
Não era o plano inicial, mas evita uma má experiência.
E assim, entre convicções e cálculos rápidos dignos de um
matemático em stress, o voto no Seguro lá acontece.
Sempre com aquele suspiro de quem sabe que podia ter sido
diferente, melhor… mas hoje não vai ser.
Won't Get Fooled Again
– The Who, Uma grande banda de rock.
A música fala de uma vitória vazia.
