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domingo, 1 de fevereiro de 2026

A tragédia como palco

A tragédia como palco - JPM Consultores  
 

A tragédia como palco

Para muitos políticos, uma tragédia não é uma urgência humana — é uma janela mediática. Chegam de colete, mangas arregaçadas, ar compungido, rodeados de câmaras. Não vão resolver nada. Vão construir narrativa. A miséria transforma-se em cenário; as vítimas, em figurantes.

Há uma diferença clara — e moralmente inegociável — entre ajudar e explorar.

Ajudar de verdade é:

  • fazer doações anónimas,

  • praticar voluntariado discreto,

  • apoiar causas sem esperar holofotes,

  • contribuir de forma consistente, não apenas quando há câmaras.


Usar a desgraça alheia é:

  • aparecer em tragédias com fotógrafos atrás,

  • anunciar doações nas redes sociais como troféus,

  • transformar sofrimento humano em marketing político ou pessoal,

  • só agir quando há visibilidade.

O problema não é a visibilidade em si. Em alguns casos, divulgar pode mobilizar mais ajuda.

O problema começa quando:

  • a motivação principal é a autopromoção;

  • o valor da publicidade supera largamente o valor da ajuda;

  • a “ajuda” é superficial, simbólica ou encenada;

  • o sofrimento alheio é instrumentalizado.


Quando isto acontece, deixa de ser solidariedade. Passa a ser cinismo.

Há um critério simples que nunca falha: quem ajuda apenas quando está a ser visto, não está a ajudar — está a representar.

O carácter, na política como na vida, revela-se sempre no mesmo sítio: no que se faz quando ninguém está a olhar.


Lamentável e baixa a atitude de André Ventura

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Agradecimentos e o Síndroma do Eu

O Síndroma do EU

 
Agradecer, mais do que uma ferramenta da Gestão, é uma ferramenta da Vida. Quer na primeira situação e,  sobretudo, na segunda, esta acção não deve ser esquecida (e quanta vezes o é).

Muitas, para não dizer a  maioria as vezes, falamos apenas de EU.  O que EU consegui, o que EU fiz , onde EU cheguei, etc.

A intervenção dos outros, por muito pequena que tenha sido, levou-nos a um novo olhar sobre a situação, um novo caminho, uma nova estratégia…algo de diferente, ou mesmo inovador. O resultado foi diferente.

Assim, na próxima vez que expressar gratidão, foque o seu elogio nos outros. Diga o quanto eles foram importantes, decisivos, únicos, transformadores

Em vez de dizer eu consegui…diga…eu consegui porque você me disse, me mostrou, me levou.

Com este comportamento vocês está a agregar e a valorizar a ajuda que teve. E, quem sabe, a estabelecer uma potencial parceria.




João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
http://www.linkedin.com/in/joaopmarques
http://jpmarques.blogspot.com