domingo, 1 de fevereiro de 2026

A tragédia como palco

A tragédia como palco - JPM Consultores  
 

A tragédia como palco

Para muitos políticos, uma tragédia não é uma urgência humana — é uma janela mediática. Chegam de colete, mangas arregaçadas, ar compungido, rodeados de câmaras. Não vão resolver nada. Vão construir narrativa. A miséria transforma-se em cenário; as vítimas, em figurantes.

Há uma diferença clara — e moralmente inegociável — entre ajudar e explorar.

Ajudar de verdade é:

  • fazer doações anónimas,

  • praticar voluntariado discreto,

  • apoiar causas sem esperar holofotes,

  • contribuir de forma consistente, não apenas quando há câmaras.


Usar a desgraça alheia é:

  • aparecer em tragédias com fotógrafos atrás,

  • anunciar doações nas redes sociais como troféus,

  • transformar sofrimento humano em marketing político ou pessoal,

  • só agir quando há visibilidade.

O problema não é a visibilidade em si. Em alguns casos, divulgar pode mobilizar mais ajuda.

O problema começa quando:

  • a motivação principal é a autopromoção;

  • o valor da publicidade supera largamente o valor da ajuda;

  • a “ajuda” é superficial, simbólica ou encenada;

  • o sofrimento alheio é instrumentalizado.


Quando isto acontece, deixa de ser solidariedade. Passa a ser cinismo.

Há um critério simples que nunca falha: quem ajuda apenas quando está a ser visto, não está a ajudar — está a representar.

O carácter, na política como na vida, revela-se sempre no mesmo sítio: no que se faz quando ninguém está a olhar.


Lamentável e baixa a atitude de André Ventura

domingo, 25 de janeiro de 2026

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

Eu vou votar - JPM Consultores 

 

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

 

“Mais uma vitória como esta e estaremos completamente arruinados.” Rei Pirro do Épiro

 

Tenho a sorte de viver alguma parte do ano numa terra conhecida pela sua reserva de camaleões.

Estes são conhecidos por irem mudando a cor da pele para se protegerem. Este fenómeno é conhecido por cromatoforismo. Animais como o já referido camaleão, os polvos, as lulas e outros peixes mudam de cor graças a células especiais chamadas cromatóforos.

Esta mudança de cor prende-se com o sentido e sentimento de perigo.

É o que esta segunda volta nos traz. Leva-nos a ter de mudar de cor. Esta mudança de cor não é sentida, não é permanente, vai até contra o que consideramos os nossos valores.

Mas o sentido de sobrevivência leva-nos a isso.

Em Portugal, nesta segunda volta das presidenciais, estamos a viver isso. O voto útil.

Eu olho para o boletim, que já conheço, e digo: não és bem o que eu queria… mas também não és o que mais eu temo.


O Bacalhau à Brás da Democracia

É uma espécie de flirt político de ocasião. No fundo é uma escolha do momento — quase como pedir bacalhau à Brás só porque o restaurante já não tem o nosso prato preferido.

Não era o plano inicial, mas evita uma má experiência.

E assim, entre convicções e cálculos rápidos dignos de um matemático em stress, o voto no Seguro lá acontece.

Sempre com aquele suspiro de quem sabe que podia ter sido diferente, melhor… mas hoje não vai ser.

 


Won't Get Fooled Again – The Who, Uma grande banda de rock.

A música fala de uma vitória vazia. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Are you nuts ou em que NUTS2 está a tua empresa

PT2030 - NUTS // JPM Consultores
 




Are you nuts ou em que NUTS2 está a tua empresa

 

Os acrónimos facilitam a vida a todos. Há vários:

 

AIDA - não a de Verdi, mas a sequência de despertar ATENÇÃO, mostrar INTERESSE, provocar DESEJO e levar à ACÇÃO. Esta mecânica, com mais net ou menos, mais digital ou sem este ambiente, FUNCIONA.

KISS, Keep It Simple , (a vírgula é opcional) Stupid, é um comportamento / atitude que devemos levar na vida.

NUTS -  é a sigla de Nomenclature of Territorial Units for Statistics. É um sistema da União Europeia para dividir o território em regiões, usado para estatística, planeamento e distribuição de fundos. Não é teórico: tem impacto directo em dinheiro e políticas públicas.

JPM – Juntos Podemos Mais

 

Já o NUTS deixa muita gente nuts; nem todos sabem o que é.  Aqui vai um copy past da wikipédia.:

 

"O Decreto-Lei n.º 46/89[1] definiu os três níveis da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS) para as unidades territoriais portuguesas:

NUTS 1 - constituído por três unidades, correspondentes ao território do continente e de cada uma das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira;

NUTS II – regiões-chave para fundos europeus
Em Portugal: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores, Madeira

NUTS 3 - constituído por 25 unidades, das quais 23 no continente e 2 correspondentes às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira."

 

  • NUTS III – sub-regiões operacionais

Norte

  • Alto Minho
  • Cávado
  • Ave
  • Área Metropolitana do Porto
  • Alto Tâmega e Barroso
  • Tâmega e Sousa
  • Douro
  • Terras de Trás-os-Montes

 

Centro

  • Região de Aveiro
  • Região de Coimbra
  • Região de Leiria
  • Viseu Dão Lafões
  • Beira Baixa
  • Beiras e Serra da Estrela

 

Oeste e Vale do Tejo

  • Oeste
  • Médio Tejo
  • Lezíria do Tejo

 

Grande Lisboa

  • Grande Lisboa

 

Península de Setúbal

  • Península de Setúbal

 

Alentejo

  • Alentejo Litoral
  • Alto Alentejo
  • Alentejo Central
  • Baixo Alentejo

Algarve

  • Algarve

Regiões Autónomas

  • Região Autónoma dos Açores
  • Região Autónoma da Madeira

 

Porque isto interessa

  • Fundos europeus (PT2030, PRR, FEDER) usam NUTS II e III como base.
  • Um projecto pode ser financiável numa NUTS e não noutra.
  • Limiares de PIB per capita, apoios à internacionalização, incentivos fiscais: tudo passa por aqui.

 

Agora que já sabe o que são as NUTS, não fique nuts.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A Inteligência artificial e as crianças / alunos


A inteligência artificial chegou. É para ficar.

Agora é a hora do ensino preparar os jovens e os professores para esta nova realidade. É preparar o futuro e ir ajustando-o.

Não se trata de resistir ou ignorar (que não se consegue) , mas de repensar o que significa realmente educar na era da IA.

O foco, cada vez mais, deve deslocar-se da memorização pura para competências que a IA não substitui facilmente.

Falo de pensamento crítico. Este é essencial - os alunos (e tantos de nós, os mais crescidos) precisam questionar a informação e avaliar as fontes.

Como a IA gera respostas instantâneas, o valor está em fazer as perguntas certas e avaliar criticamente as respostas.

A criatividade e a originalidade ganham novo peso. Enquanto a IA pode combinar padrões existentes, os jovens devem aprender a pensar de forma verdadeiramente inovadora, a conectar ideias de domínios diferentes, a imaginar soluções que ainda não existem.

Projectos interdisciplinares, resolução de problemas reais da comunidade, arte e expressão pessoal tornam-se ainda mais importantes.

domingo, 19 de outubro de 2025

LENDA DE MARVÃO

Nossa senhora da Estrela - Marvão
 

LENDA DE MARVÃO

Os habitantes de Marvão para não sucumbirem aos muçulmanos (Sec.VIII), refugiaram-se nas Astúrias, mas antes de partirem guardaram num sítio ermo uma imagem de Nossa Senhora. Mais de 4 séculos passados, durante a reconquista, voltaram os seus descendentes a Marvão e um pastor viu uma estrela no céu. Encaminhou-se e encontrou uma imagem de Nossa Senhora. Era a imagem que tinha sido guardada. Aí ergueram uma capela e um Convento Franciscano: Convento Nossa Senhora da Estrela, protectora do Castelo e de Marvão.

Numa noite, forças castelhanas comandadas por 2 traidores aproximaram-se sorrateiramente do Castelo de Marvão, para o assaltar. Ouviu-se uma voz feminina na noite: Às armas!

 A guarnição tomou lugar e os castelhanos entraram em debandada. Tinha sido Nossa Senhora da Estrela a avisar. Por essa razão chamam-lhe : Vigilante Sentinela

 Convento de Nossa Senhora da Estrela – Wikipédia, a enciclopédia livre


PS: Existem abertos apoios do PT2030 que podem ser aproveitados pelos empreendedores de Marvão (e não só). Falem connosco:

adsojpm@gmail.com

work@adso.pt



sábado, 20 de setembro de 2025

Complaining is silly. Act or forget.

 Complaining is silly. Act or forget.
 





Complaining is silly. Act or forget.

                                                          

                                                             “Se estás com medo – não faças. Se começaste – não pares.    

                                                                                  Se terminaste – não te arrependas. “ Gengis Khan 



Vou reagindo de vez em quando a algumas situações com que vou convivendo. Não tenho, penso eu, o hábito de abrir a boca e protestar ou resmungar por isto e aquilo. Algumas, várias vezes, incomodam-me, mas entendo que, não sendo (e não tendo) um capricho para me fazer impor em algo, ou que há coisas mais importantes e sendo essas completamente irrelevantes…calo-me.

Isto de ser um "protestador profissional" com posto oficial ou de hobby, consome tempo, que eu não tenho, energia, que eu não quero desperdiçar,  feitio, que eu não tenho, palco, que eu não procuro, atenção, que passo bem sem ela e chateia os amigos, que eu não quero…

 

Recentemente (e outras vezes ao longo do tempo) tenho-me queixado junto de uma câmara municipal de carros abandonados, de caixotes de lixo que mudaram de localização…desta vez para em frente de um prédio (quando não estavam), mau serviço de recolha, etc. Entendo que esta queixa é um acto cívico.

 

Já o fiz também junto da CM de Lisboa relativamente a um carro "abandonado" que se encontrava parado há mais de  2 anos. Tinha os selos todos, mas estava imobilizado,  com pneus vazios, numa rua com problemas de estacionamento …lá se resolveu. Custou…parece que ninguém queria saber do tema

Não nego que vou protestando no Twitter disto e daquilo, de políticas e de políticos. Chego até a protestar, resmungar e ironizar sobre futebol, salvaguardando, quase sempre, o meu SPORTING (sim, é meu e eu dele, desde 8.7.64).

Mas vamos lá ao tema, o Complaining.

Poucas atitudes são tão binárias como o que resulta da insatisfação. Ou fazemos algo ou esquecemo-nos (é a minha sugestão).

Reclamar para o ar e sem propósito muitas vezes apenas reforça a frustração e desperdiça energia mental que poderia ser direccionada para outras coisas ou mesmo só para nós.

Essa estrutura comportamental de "agir ou esquecer" elimina muito sofrimento desnecessário. Se algo nos incomoda o suficiente para reclamar, provavelmente merece a nossa acção. Se não vale a pena agir, então deixar para lá preserva a nossa paz e ajuda a ter foco para as coisas que realmente importam.

A área de serviços, contacto com o cliente e vendas é fascinante porque está no centro da interacção humana nos negócios. É onde a teoria encontra a prática, onde a estratégia se transforma em relacionamento.

 

Vendas - É uma acção exercida fundamentalmente em resolver os problemas das pessoas. Os melhores vendedores não "empurram" produtos - eles fazem diagnósticos, entendem necessidades reais e encontram soluções. É uma área que exige inteligência emocional, persistência, empatia e uma verdadeira capacidade de lidar com a rejeição, mas de forma construtiva.

 

Serviços - É a difícil tarefa (e de permanente avaliação) de entregar valor de forma consistente e construir confiança ao longo do tempo. Aqui a excelência deve ser procurada e está até nos detalhes - desde o primeiro contacto até ao pós-venda (o que muitas vezes é esquecido – está vendido, siga para bingo). É onde se constrói a reputação e se produzem as referências para futuros negócios.

O que torna estas duas áreas ainda mais interessantes e importantes nos dias de hoje:

  • A digitalização mudou tudo, mas não eliminou a importância do factor humano
  • Dados e analytics permitem uma personalização sem precedentes
  • A experiência do cliente tornou-se um diferencial competitivo crucial
  • As fronteiras entre vendas (e marketing) e serviços estão cada vez mais difusas

Ambas, vendas e serviços, são áreas onde se aprende, muitas vezes sem nos darmos conta, sobre a psicologia humana e as respectivas dinâmicas de mercado.

 

Uma conclusão

Os supostamente melhores profissionais aplicam intuitivamente (ou pelo menos quero pensar assim) o seguinte princípio: ou resolvem o problema ou ajudam o cliente a recontextualizar a situação.

Não há espaço para o meio-termo, que pode ser algo como "vamos ver", "é complicado" ou "não depende de mim".

A verdadeira sabedoria (quase pareço o Mestre Yoda) está em reconhecer que nem todas as batalhas merecem ser travadas, mas aquelas que escolhemos travar merecem toda a nossa atenção e energia.

 

 

Go your own way  - Fleetwood Mac (álbum Rumors de 1997) … em vez de se ficar preso ao que não funciona, escolhe o teu caminho e segue em frente.

É notável como uma música nascida de uma separação dolorosa conseguiu transcender o momento pessoal e tornar-se num hino universal sobre independência e autodeterminação. O facto de estar em várias listas prestigiadas confirma o seu impacto duradouro na cultura musical.

sábado, 16 de agosto de 2025

Pontal, o Fogo Amigo

Festa do Pontal - 2025

 


Pontal, o Fogo Amigo

A presença do Primeiro-Ministro de Portugal na Festa do Pontal, num momento em que o país atravessa um período particularmente grave de incêndios florestais, levanta inevitavelmente questões políticas e simbólicas.
Já todos sabemos que a Festa do Pontal é uma tradição política relevante para o Partido Social Democrata. Mas só para eles. Marca, historicamente, o regresso da atividade política após o verão. É uma oportunidade para o Primeiro-Ministro fazer um balanço, traçar prioridades e mobilizar militantes. A sua presença pode ser entendida como o cumprimento de uma agenda institucional e partidária.
No entanto, o contexto de graves incêndios em várias regiões do país – com perdas ambientais, materiais – confere à situação uma sensibilidade acrescida.
A opinião pública pode interpretar a presença do chefe do governo num evento festivo como um sinal de desfasamento face à urgência da tragédia que afeta muitas comunidades. Numa época de crise, espera-se muitas vezes que os líderes políticos estejam mais visivelmente envolvidos nas operações de acompanhamento, solidariedade e coordenação com as autoridades locais e os operacionais no terreno.
Sabemos que o PM não vai pegar nas mangueiras, guiar as ambulâncias ou carros de bombeiros, mas andar a mostrar-se aos seus simpatizantes neste período é, no meu ponto de vista, uma patetice, falta de bom senso, um endosso de votos à concorrência.
O Pontal foi o que os partidos da oposição podem chamar de fogo amigo.
José Luís Carneiro, com a sua postura de candidato sonso e que não consegue empolgar a não ser os socialistas mais devotos – os que defendem o Costismo e o Socratismo – vai aparecendo com o seu fato de cerimónia a vociferar contra o que AD desfez. Aliás, estes senhores, os Socialistas, dizem que o actual governo só desfaz o legado socialista…penso, questiono-me, pondero,…e respondo PqP para a herança socialista .
Em suma, a tensão entre o calendário político-partidário e a realidade do país exige sensibilidade, presença simbólica forte e, acima de tudo, acção eficaz. O que do meu ponto de vista, não aconteceu
PSs (homessa):
Infelizmente entre a data do início da prosa e o dia de hoje morreu um civil.
Que os “canaderes” vão chegar domingo…será para festejarem quase o fim dos incêndios?