Gestão | Vendas | Marketing | Histórias | VESPAS | Coisas boas e um pouco de tudo What I think, what I criticize, my texts, other people's texts, interesting information from the eighth column and others that I find funny (I hope). I'll add some photos and anything else that comes to mind. Content by myself and some other stuff. email:joaodavespa@gmail.com / joao@jpmconsultores.pt Quotes: - If you think education is expensive, try ignorance - what you know is worth more than you think
domingo, 25 de dezembro de 2011
Pergunte às pessoas o que vão fazer
Hábitos
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NÃO SABEMOS A RESPOSTA?
Business Developer
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Think before you print
domingo, 18 de dezembro de 2011
Os novos humoristas ingleses
Os Lords do seu governo não se conseguem entender com eles mesmo e com os seus vzinhos do mesmo idioma. Ou será que ouviram o avisado deputado do PS, Pedro Nuno Santos, e não quiseram ficar atrás
O que se trata aqui é o que se pode chamar de Ignorância Pluralista por parte de quem tem que ter cautela e sensatez no que diz. Ela, infelizmente, só vai lançar mais achas sobre a confusão que paira na Europa. Olhem para dentro primeiro e vejam o que têm por lá e que God os Save.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
CONSIGA E SATISFAÇA O SEU PRIMEIRO CLIENTE
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O teu sorriso
que me leva a gritar, a correr
domingo, 20 de novembro de 2011
EPA
EPA - Duas versões do mesmo vocábulo sonoro e, particularmente, antagónicas na sua utilização
EPÁ, na versão street, pode querer dizer, "epa, isso não".
EPA, na versão business, quer dizer "Esteja pronto a assinar".
Bom que domine as duas. Ser-lhe-á útil
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
No (do not be like that) By Seth Godin
sábado, 12 de novembro de 2011
Pragueje
Keywords: Comunicação
Praguejar pode chamar a atenção a terceiros. Ajuda-o também a comprometer-se consigo mesmo, com os seus objectivos. Para além de libertar muita da tensão acumulada. Pragueje, mas suavemente. Não pragueje por tudo e por nada. Porque assim, esta arma,pode virar-se contra si.
João Paulo Marques
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sábado, 5 de novembro de 2011
5 TAREFAS a fazer após a concretização (de uma primeira) reunião
Alguns causam felicidade onde quer que cheguem; outros, sempre que partem (Oscar Wilde). Faça com que a sua presença caia no primeiro grupo.
Keywords: Vendas, Clientes, Comportamentos, Network, Reuniões
Em muitos casos a marcação de uma reunião com Aquele Cliente pode ser o que nos pode levar ao sucesso ou insucesso de um projecto.
Sabe-se que em muitos casos as Organizações são bastante dependentes de muitos poucos Clientes (Teorema de Pareto perfeitamente aplicado) e em várias organizações um Cliente é responsável pelo sucesso / sobrevivência da Organização. Estado ó dependentes é o que acontece com inúmeras Empresas nacionais.
Trabalhei numa gráfica que mantinha um contrato de exclusividade com uma grande multinacional de publicidade a operar em Portugal. Em determinada altura essa agência resolve não cumprir o contrato sem, pelo que percebi, ter razões válidas para o fazer (outras nós sabíamos que existiam). Este desenvolvimento quase deu cabo de uma Empresa e das quase 30 pessoas que lá trabalhavam. Veja-se o que se passa agora no mercado português.
Por isto, e cada vez mais, num tempo em que já nem de Vacas magras se fala há alguns comportamentos que devem ser praticados e que, em regra, são esquecidos. Sugiro, em seguida, alguns deles. Com estes procedimentos transmite-se ao Cliente, Fornecedor, Parceiro ou seja lá o que for na sua cadeia de negócio, o apreço e que tem por ele.
1) Independentemente de ter sido você a marcar a reunião, sobretudo neste caso, não deixe nunca de agradecer a mesma, enviando email de agradecimento a todos os participantes.
Nos últmos tempos não me lembro de ter recebido um único agradecimento. Na verdade, em regra, sou eu que solicito as reuniões, mas mesmo assim. Em alguns caso, temos tido soluções que parecem ser perfeitante ajustadas, mas os Clientes ficam lá no seu pedestral e nada dizem.
Duas coisas consegue já daqui:
a) Fica com os emails registados e fica a saber que eles estão correctos;
b) Os seus contactos ficam com os seus contactos.
Não me esqueço de em dois telefonemas, espaçados de um mês, para um gabinete de design ter sido presenteado com uma das pérolas que gosto de referir: “Não recebemos Fornecedores”.
2) Caso exista um negócio ou proposta de negócio, fazer o respectivo follow-up da mesma. Assim os assuntos não caem no esquecimento e algo que possa estar incorrecto ou esquecido rapidamente se actualiza.
Em equipas pequenas será até ajustado incluir um follow-up “doméstico”, isto é, informar toda a equipa do que está a acontecer.
Eventualmente processos semelhantes que possam ter sido tratados por outros colegas permite que as soluções possam ser encontradas mais rapidamente.
Passei uns bons cinco anos a trabalhar na área comercial de uma empresa e raras foram as reuniões comerciais. Igualmente o sistema de CRM pouco ou nada era utilizado. Um pouco por preguiça de parte dos colegas, outro pouco vai lá saber-se porquê...eventualmente guardar informação para outras etapas (profissionais).
3) Convide os “prospects”, e todos aqueles que se envolvem com o seu negócio, a visitar o seu site empresarial, o seu Facebook, o seu Twitter, o seu LinkedIN. Estas ferramentas são operadas por funcionários seus que trabalham 24 por 24h. Incansáveis.
Mantenha estas ferramentas sempre actualizadas.
4) Muitas vezes após as reuniões é que começamos a ter ideias. O nosso espírito nas reuniões pode estar muito focado no que os nossos interlocutores dizem, fazem e como se comportam (lingugem verbal e não verbal) e no que nós dizemos.
Tente fazer um período de reflexão consigo mesmo ou com quem da sua equipe esteve na reunião...escreva o que de lá saiu. Quem sabe este possa ser o seu momento “ Professor Pardal”. Este momento, quem sabe, pode ser perfeitamente identificado no seu dia-a-dia. Procure-o.
Esta ideia de escrevinhar tem múltiplas utilizações, quer no tempo, quer no espaço.
Pense nas ideias que pode ter ao conduzir, ao almoço, ao ouvir algo, ao acordar... estas ideias não aparecem quando se quer. Elas podem ser o seu “pulo do gato”.
Também algum nome de pessoa ou de empresa que possa ser dito na rádio ou por ai pode vir a ser uma informação valiosa para futuros contactos.
Escrevo isto para me lembrar que devo ter sempre comigo um Moleskine (o que não tenho, e arrependo-me).
5) Uns dias após a reunião não deixe de enviar um email ou dar um telefonema a saber se necessita de mais informação, se tem dúvidas, se há algo que possa fazer, etc. Um telefonema é sempre preferível...mas dê notícias...mostre-se.
Todos estes compotamentos consomem algum tempo. Mas agora veja, quanto tempo é que gastou em conseguir marcar a reunião? Quanto tempo teve que dispender para identificar um prospect. Agora que parece que tem um canal aberto, use-o...mas com moderação, isto é, não bombardeie o Cliente com informação.
Estas sugestões ainda se mostram mais prementes se se tratar de reuniões / encontros provocados por eventos de Networking. Nestes encontros apresente os seus amigos aos seus amigos. Como se diz por ai, People Like People; People Look for People. Ambos (os apresentados), com muita certeza, irão retribuir.
João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
What good interview questions are actually trying to discover
What good interview questions are actually trying to discover (Seth Godin)
How long are you willing to keep pushing on a good project until you give up?How hard is it to get you to change your mind when you're wrong?
How much do you learn from failing?
How long does it take you to learn something new?
How hard is it for you to let someone else take the lead?
How much do you care?
The rest is merely commentary, either that or they're interviewing you for a job that's not as good as you deserve. For those jobs, the only question they're really focusing on is, "will she fit in around here?"
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
FIRST, MAKE RICE (SETG GODIN)
First, make rice
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
MARKETING de HOJE vs MARKETING de ONTEM
MARKETING de HOJE (ONLINE and SOCIAL MEDIA) | « | MARKETING TRADICIONAL |
Ouvir, ouvir, ouvir e comunicar | « | Gritar, gritar e gritar |
Nós, nós, nós ... e porque não nós | « | Eu, eu, eu....e porque não só eu |
Contar histórias, | « « | Debitar informação |
Traga as Pessoas / Clientes para si | ||
Seja um tipo PULL | « | Seja um tipo PUSH |
WOM – Word of mouth | « | Publicidade em massa |
Nichos | « | Mass media |
Políticas baseadas em Permissão | « | Políticas baseadas em Controlo |
Flexibilidade | « | Rigidez |
Estimular relações | « | Impor relações |
PS2: Cada vez mais as Medias Sociais e tudo o que envolve novas e distintas formas de entrar em contacto com os Prospects e Clientes ganha importância. Mas não descure completamente a antiga forma de estar no terreno dos negócios.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
BOM SERVIÇO
terça-feira, 20 de setembro de 2011
POIS É – Ou o poder do Pois (ou um verdadeiro Poiscionário)
Quando se vê, já são seis horas; quando se vê, é sexta-feira;
quando se vê, acabou o ano. (M. Quintana)
Uma das palavras / expressões mais abrangentes que existem na expressão oral e escrita portuguesa (lusa) é a utilização do “POIS”. É fabuloso o seu uso, os seus múltiplos significados e democraticidade no seu uso. Não há quase nada a que não se possa responder com um “Pois”.
O Pois é usado em todos os estratos sociais e camadas etárias, não escolhe género ou idade. Ele é um poço inesgotável de respostas, não respostas, comportamentos e caracterizador de algumas personagens (profissionais) que convivem directamente (ou não) conosco, no nosso dia-a-dia.
1. logo, pelo que, portanto, por consequência, por conseguinte:
o Encontraste outro amor, pois segue o teu coração.
2. porquanto, porque:
o Calas a raiva pois tens medo do poder.
Mas o seu uso extrapola, em muito, a definição acima apresentada.
Alguém que use e domine o “Pois” não ficará sem resposta a dar a nada. O seu correcto domínio, alicerçado por uma linguagem não verbal adequada, será de grande utilidade. Ora vejamos.
Podemos usar “Pois” isoladamente em respostas afirmativas, negativas, inconclusivas, relaxadas ou vazias.
1) Está muito calor.
Pois (afirmativa).
2) Não devias ter feito isso (fez cagada).
Pois (não devia mesmo).
3) Ao ouvir alguém que fala e fala e fala…e que continua a falar.
Pois (pontuamos as pausas do orador com um pois. Podemos nem estar a prestar atenção… mas não passamos por mal educados).
4) Quando alguém nos pede para comentar algo que acabámos de ouvir.
Pois (não sabemos bem o que dizer ou o que opinar e sai um pois,.. um pois surdo… é politicamente correcto o seu uso e de extrema habilidade dialéctica).
5) Pois (relaxado)» há quem o use sem imaginação/ preocupação.
Mas este vocábulo pode ainda aparecer conjugado com outros (palavras compostas).
Pois claro » que pode significar concordância. No entanto, os mais hábeis fazem do seu uso algo parecido com um ioga mental. Usam-no para descasarem a mente. Parecem atentos… mas o que estão é completamente desligados.
Pois sim » o mesmo uso acima referido.
Pois não » quanto alguém nos interpela, quer ao bater à porta, quer na rua … educadamente podemos responder assim.
Pois é » quando queremos confirmar algo. Podemos ir do simples “pois é”, quando confirmamos o óbvio, sem emoção, ao “pois éééééé”… quase como o balir de um cordeiro…expressamos sentimentos de surpresa, admiração, de concordância.
Pois, pois» quando concordamos, sem reservas, com algo. O curioso é que esta expressão é utilizada para caracterizar os portugueses (de uma maneira algo brincalhona) em terras de Vera Cruz.
Pois talvez» que pode não querer dizer algo, pode querer ou não saber de todo o que quer dizer. Comportamento típico de alguns.
Pois então » mais uma vez concorda com o facto apresentado ou pode pretender reforçar algo que já disse. Muitas vezes, este reforço, demonstra o quanto o orador não está convencido do que pretende demonstrar.
Depois » que tanto caracteriza a tomada de decisão de políticos, gestores, patrões, estudantes… como se vê, de todos, ou quase todos, nós.
Poison » o que ao princípio poderia ser um simples Pois Filho (pois son) mas, devido aos jogos de poder dos corredores dos palácios passou a significar veneno. Logo os franceses, não querendo ficar para trás, resolveram usá-la (e, eventualmente, usá-lo). Este idioma também o utiliza para significar peixe (Poisson)
Pois também é usado em Italiano. Comeram-lhe o “s”. Ficaram com Poi. Não conseguiram dar-lhe, penso eu, o uso imaginativo do Pois luso. Significa apenas “pois”. Mas já no mundo da moda temos a colecção Pois, há até uma Miss Pois (ou várias) , uma linha Pois (http://www.pois.it/), um glamour Pois. Sem dúvida, uma rotura no universo linguístico Pois.
Já os espanhóis, talvez por não gramarem nada do que vem daqui, para além de colocarem por cá Bancos e de muito do nosso tecido empresarial, que vão comprando, não o usam como nós. Dizem um Pues sem força. Talvez possa ser por terem alguma dificuldade em “sonorizar ou ditongar” duas vogais seguidas sem terem de recorrer à tecnologia dos acentos.
Deixo-vos por fim com a caracterização, um pouco limitada (não minha, mas dos intérpretes), de alguns tipos de HOMENS POIS. Infelizmente “eles andem por aí”.
Encontramo-lo nas bancadas do nosso Parlamento….aqueles que dizem pois (nas suas mais variadas vertentes, mas sobretudo um pois relaxado ) a tudo que é emanado pelas suas cúpulas, dos quais nem sequer sabemos o nome, porque muitas vezes nem sequer aprecem regularmente no parlamento. Apenas os serviços da Segurança Social os conhecem pelo registos dos chorudos salários e regalias que usufruem.
Há aqueles que partilham as assessorias das empresas / organizações. Usam um Pois agradável… concordam com tudo, mesmo não sabendo (ou não querendo saber) do que se está a passar.
Já o Chico Buarque, poeta incontornável da língua portuguesa, prosou (e musicou) sobre o Pois é (http://letras.terra.com.br/chico-buarque/86033/).
João Paulo Marques
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PS: A ideia deste texto nasceu da observação quotidiana do POIS e de querer explica-lo, a quem não o domina. Talvez após esta leitura o possam entender melhor.
sábado, 10 de setembro de 2011
As saudades de um "Foda-se"
Um amigo meu, Miguel, a viver fora de Portugal, sem ouvir uma palavra de português durante uns 4 meses, encontrava-se numa estação dos correios.
Entra um senhor com uma pilha de cartas seguras entre as mãos e o queixo. De repente uma delas parece querer sair...o senhor força com o queixo...não sai uma, mas todas elas ...a pilha desmoronou-se...e sai um sonoro FODA-SE.
O Miguel ajuda na recolha das cartas e diz ao senhor: "Que saudades que eu tinha de ouvir português. Sabe, faz uns 4 meses não oiço português (só nos meus sonhos -esta inventei eu). "
Estabeleceu-se uma conversa agradável e remata o senhor: "Não quer vir hoje a nossa casa jantar? Vamos fazer bacalhau."
Coisas de portugueses...onde quer que seja e se esteja.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
How to leverage social media to accomplish your goals
• Committed to marketing or promoting your service / product / blog / organization in an ethical and anassuming manner
• Willing to listen, communicate, and share (the building blocks of social media marketing)
• Okay with doing things the easy way and don´t insist on going against the grain
Social Media marketing does not have to be a struggle.
(The Zen of Social Media Marketing)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
VAGABUNDEIE - O DINHEIRO ANDA NA RUA
Keywords: Vendas, Gestão, Relacionamentos, Comunicação
![]() |
| Ande na rua, nem que seja para entregar o seu serviço aos seus melhores Clientes. |
Por muitas definições que possamos arranjar para "Gestão", todas elas comportam a palavra "Comunicação"; a mesma dinâmica usamos para as "Vendas".
Normalmente conhecemos algumas dezenas, centenas ou milhares de pessoas. Há gente que conhece muita gente; há aqueles que vão a qualquer lado e lá conhecem alguém. Mas ainda sobram muitos aos quais podemos chamar de "aquela outra gente", que, dependendo do filtro utilizado, podem chegar até aos 7 mil milhões.
Uma pequeníssima parte destes cruza-se connosco no nosso dia-a-dia e muitas vezes não fazemos nada para os conhecer ou, pelo menos, para sermos simpáticos ou não sermos despercebidos.
Lembro-me de duas histórias vividas quase diariamente por mim (durante um certo período). Uma passava-se junto a uma máquina de café que ficava entre dois pisos e era usada por quase meia centena de pessoas, colegas de trabalho. Havia um "colega" que quase nunca respondia aos bons-dias ou a qualquer cumprimento afável que lhe era dirigido, por nós e, penso que, por muitos. Passou a ser alvo do efeito Coca-Cola: primeiro estranha-se, depois entranha-se, isto é, ao princípio incomodava-nos esta falta de educação. Posteriormente passou a ser um dos momentos de alegria do dia; dirigíamos-lhe sonoros cumprimentos que só faziam eco.
A segunda passou-se com um superior hierárquico que, quando entrava no escritório, ao passar pela sala dos comerciais em direcção ao seu gabinete, raramente dirigia bom-dia ou outro qualquer cumprimento. E a sua saída do escritório ainda era mais rápida. Em regra, entrava meio ofegante; algumas vezes dirigia um olhar helicopteriano sobre a sala, mas nada saía.
No nosso dia-a-dia cruzamo-nos com diversas pessoas que nada significam reciprocamente umas às outras. Mas, na verdade, não queremos, em regra, ultrapassar esta ignorância recíproca até que, quando necessitamos, por exemplo, de querer vender algo (e eu sou vendedor, não o somos todos?), não o conseguimos fazer com espontaneidade e/ou a solução para a nossa venda pode estar na anónima "gente" que se cruza connosco. Num passado recente, ao almoço, dois sujeitos falavam sobre cartazes. Eu vendia cartazes e almoçava ao lado. Esperei pelo fim do almoço dos meus vizinhos e apresentei-me. Não consegui negócio, mas, como tudo, ora se vende, ora não; o que interessa é aproveitar as oportunidades. Oportunidades de falar com as pessoas.
E como vendas se trata de interagir, o melhor é irmos praticando com a matéria-prima que temos à mão, as pessoas que se cruzam connosco (salvo seja). Ninguém nada sem se atirar à água. No caso das pessoas, para as conhecer, temos que ouvi-las, observá-las, ter a capacidade de vestir a pele dos outros e fazer um exercício, muitas vezes difícil, de pensar como eles (um dos exercícios académicos mais curiosos com o qual fui confrontado foi a divisão aleatória de uma turma de alunos em dois grupos opostos, em que se tinha de defender uma posição; as respostas eram binárias, sim ou não. Eu fiquei num grupo em que tinha que defender uma resposta com a qual não concordava. Foi difícil e era apenas um exercício académico).
Claro que uma atitude com alguma humildade diante dos outros e perante a "gente" é algo que também deve ser posta em prática e, ao mesmo tempo, demonstrar a nós mesmos e aos outros que temos valor.
A nível pessoal, muitas vezes, para estabelecer contacto com alguém, mesmo que nos seja conhecido, tentamos arranjar informações sobre essa pessoa junto dos nossos relacionamentos ou das várias medias sociais. Tudo para facilitar o encontro.
A nível de trabalho profissional, o mesmo se passa. Recolhemos informações em estudos de mercado, inquéritos, entrevistas, etc. Todos métodos que custam muito ou mesmo muito dinheiro e cujo resultado nem sempre é completamente fiável (mas sobre este aspecto não me adianto muito). Tratam-se de radiografias, muitas vezes produzidas por quem não tem sensibilidade para as fazer. Quantas vezes somos alvo de inquéritos telefónicos em que os entrevistadores se atrapalham quando as nossas respostas estão fora dos parâmetros dados (e nos dizem que a resposta só pode ser A ou B)?
O que muitas vezes falta aos nossos gestores é a pouca percepção que eles têm do que se passa fora do gabinete.
Trabalhei, se se pode dizer assim, com dois gestores de topo que, durante a sua permanência na Organização, nunca manifestaram interesse em conhecer o mercado pelos nossos olhos, através de visitas aos Clientes que acompanhávamos, em visitas de apresentação da Empresa. Acrescento ainda que o mercado de onde vinham não tinha nada a ver com o mercado onde eu desenvolvia actividade. Aliás, acrescento que nunca tiveram conversas connosco sobre o que achávamos ou pensávamos.
Se posso acabar com uma recomendação, digo-vos: o trabalho de secretária é importante. Muitas vezes é lá (e apenas lá) que solucionamos os problemas. Mas estes também são solucionados perante os Clientes (ou mesmo evitados) e o dinheiro está com eles, não na nossa secretária.
João Paulo Marques
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