Gestão | Vendas | Marketing | Histórias | VESPAS | Coisas boas e um pouco de tudo What I think, what I criticize, my texts, other people's texts, interesting information from the eighth column and others that I find funny (I hope). I'll add some photos and anything else that comes to mind. Content by myself and some other stuff. email:joaodavespa@gmail.com / joao@jpmconsultores.pt Quotes: - If you think education is expensive, try ignorance - what you know is worth more than you think
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Ter um carro autónomo ou saber conduzir
quarta-feira, 8 de abril de 2026
O Apito Muda de Tom para Quem Fica no Cais
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| Tarsila do Amaral e a estação de comboios |
"A impedimento à acção faz avançar a acção. O que está no caminho torna-se o caminho." Marco Aurélio
Há quem pense ainda que o sucesso — profissional e pessoal — seja algo tão fácil, ou tão difícil, como apanhar um comboio em andamento.
Na minha pré-adolescência (tinha 12 anos) subi várias vezes para o eléctrico 15 com este ainda em marcha. Ia ou vinha do Estádio Nacional, eu e a catraiada toda que tinha jogos de rugby por lá. Era uma aventura simples: esperar o momento certo e saltar. O eléctrico não esperava por ninguém — mas também não andava assim tão depressa.
Fazíamos o mesmo no autocarro 21 ou 25. Só pelo prazer da aventura. Andávamos uma ou duas paragens e saíamos. Claro, os pais não sabiam
Entro agora nas empresas do século passado. Estas acreditavam numa fórmula semelhante. Compram-se máquinas, arranjam-se funcionários — e lá estava, fazendo o que os outros faziam, do mesmo modo, ao mesmo preço de venda (não necessariamente ao mesmo custo de produção).
A nível individual, um curso superior e o domínio razoável do inglês ou de outro idioma — sem ser o brasileirês, o espanholês ou qualquer outro desenrasca — eram o bilhete quase seguro para subir a bordo de uma carreira pofissional.
Apesar das crises do petróleo de 1973, 1979 e 1991 sacudiram as nossas locomotivas. Mas lá recuperámos. O comboio voltava à sua velocidade de cruzeiro (vamos lá ver como esta crise se desenvolve)
Bem, isto tudo era no século passado.
Depois houve uma altura em que o nosso comboio — o europeu, o ocidental — parou. A ascensão da China foi, numa primeira fase, um estímulo: mão-de-obra barata, mercados novos, crescimento partilhado.
Mas a dependência foi crescendo sorrateiramente. Hoje pagamos o preço de ter terceirizado não apenas a produção, mas a resiliência. Também parece que fomos deixando o espírito da inovação para outros…vivíamos tempos de paz.
O comboio parou em 2001, com a Bolha da Internet. Parou de novo em 2008, quando o Lehman Brothers — o quarto maior banco de investimento norte-americano — abriu falência e arrastou consigo o modelo subprime que sustentava a ilusão de prosperidade de meio mundo. E tudo o( vento) mundo levou.
A ressaca não tardou a chegar à Europa sob a forma de crise da dívida soberana. Entre 2010 e 2015, Grécia, Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre viram-se encostados à parede, reféns da troika, da austeridade e de uma factura que não era inteiramente sua, mas que pagaram na íntegra — em empregos perdidos, serviços cortados e uma geração que cresceu a ouvir que não havia dinheiro. Portugal lá sobreviveu. Mas o comboio ficou parado na estação durante anos, com os passageiros a discutir sobre quem lhes tinha dado o bilhete para o comboio a vapor (como dizem os brasileiros, a Maria Fumaça)
E quando a Europa começava a recuperar algum fôlego, chegou o Brexit. Em Junho de 2016, o Reino Unido votou para sair da União Europeia — e abriu uma fissura "manchada" que ia muito além da geografia ou do comércio. Arrependidos? I guess so.
Foi um sinal de que a própria ideia de viagem colectiva estava em causa. Anos de negociações caóticas, três primeiros-ministros desgastados pelo processo, mercados em sobressalto permanente. Mas o comboio europeu não parou desta vez — mas perdeu uma das suas maiores carruagens pelo caminho…quase se pensou que descarrilaria.
Depois tivemos o COVID…uma experiência única, inimaginável. Todos os comboios do mundo pararam ao mesmo tempo. A pandemia de Covid-19 não foi apenas uma crise de saúde pública — foi o momento em que a civilização inteira tocou nos travões. Fronteiras fechadas, economias congeladas, escritórios vazios. Mas o que o vírus também revelou, de forma brutal e acelerada, foi quem estava preparado para continuar a viagem por outros meios. As empresas e as pessoas que tinham investido no digital não pararam — mudaram de via. O teletrabalho, o ensino à distância, o comércio electrónico deixaram de ser alternativas e tornaram-se a norma. O Covid foi, paradoxalmente, o maior curso de transformação digital da história — obrigatório, sem inscrição prévia e com vários e distintos exames feitos diariamente.
Mas hoje — e este hoje começou algures a meio da década passada — vivemos uma verdadeira revolução ferroviária (aqui uma indirecta para a CP). O acesso ao conhecimento está à distância de um pulo de curiosidade. O capital para investimento existe, mas é apátrida. As plataformas que nos permitem aprender, em todas as geografias e muitas vezes sem sair de casa, colocam os carris do conhecimento perto de nós...é só entrar (sei que estou a ser oprimista).
Vale a pena recordar que o crowdfunding não é uma invenção da era digital: data de 1997, quando os Marillion, banda britânica de rock progressivo, financiaram a sua digressão americana com donativos dos próprios fãs. O modelo colaborativo que hoje damos por adquirido tem história. O Linux e a Wikipédia são dos seus monumentos mais visíveis.
O Apito Muda de Tom para Quem Fica no Cais
O efeito Doppler diz exactamente isso: o som sobe de frequência à medida que o comboio se aproxima, e baixa à medida que se afasta. Quem está dentro do comboio ouve sempre o mesmo tom. Quem fica no cais ouve a diferença.
Em breve volto ao Trem Bala que é a IA
Born to Run – Bruce Springsteen. A Columbia Records tinha dado a Springsteen um ultimato — criar um single com potencial para as rádios, ou o contrato acabava. Bruce estava encostado à parede. Foi nesta pressão extrema, com a carreira literalmente em jogo, que nasceu Born to Run. Já não era um jovem talento a lançar-se ao mundo — foi um músico que já tinha falhado duas vezes, que sabia que era a última oportunidade, e que decidiu não fazer um disco seguro mas sim o disco mais ambicioso que conseguia imaginar. Seis meses só na faixa-título.
É uma história de aprendizagem permanente, de quem recusa desistir.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Dia do Pai
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| Dia do pai |
Um texto a 4 mãos. As do meu pai, que já não anda por cá, e as minhas. Eu, que não sou pai.
Ser pai não é apenas uma questão de biologia, mas de
presença, de entrega e de amor incondicional. É estar lá nos momentos de
alegria e nos de desafio, nas pequenas vitórias do quotidiano e nas grandes
decisões da vida. É dar a mão sem prender, ensinar sem impor, guiar sem
sufocar.
O verdadeiro pai não é aquele que tem todas as respostas,
mas aquele que está disposto a procurar, junto dos filhos, as melhores
perguntas. É aquele que ensina que errar faz parte do caminho e que o carácter constrói-se,
sobretudo, nos momentos difíceis.
Ser pai é também aprender enquanto se ensina. É redescobrir
o mundo através dos olhos curiosos de uma criança, reencontrar a magia das
pequenas coisas e perceber que o maior legado não está nos bens materiais, mas
nos valores transmitidos e nos laços criados.
Ser pai acontece também nos dias em que nada corre bem. Nos
dias em que a paciência se esgota e as palavras saem tortas e o cansaço fala
mais alto do que o amor. Nesses dias, ser pai é resistir — não com heroísmo,
mas com a humildade de quem sabe que amanhã será diferente. É pedir desculpa. É voltar. É não
desistir, mesmo quando tudo parece demasiado.
Neste Dia do Pai (e há mais 364 num ano) , celebremos
aqueles que, com amor e dedicação, fazem da paternidade um verdadeiro acto de
presença e compromisso. Porque ser pai é, acima de tudo, um privilégio — e uma
missão de carinho e amor que nunca termina.
Seria algo parecido que ele escreveria. É o que me saiu
em mais um dia de saudade.
Feliz Dia do Pai!
domingo, 15 de março de 2026
Os Sabichões ou o País dos Sabe-Tudo
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| O Sabichão - JPM Consultores |
Os Sabichões ou o País dos Sabe-Tudo
“Aprende com
a experiência dos outros, pois não terás tempo suficiente para experimentar
tudo por ti mesmo.", Gengis Khan
Quem foi
criança em Portugal nos anos 60 e 70, que foi o meu caso, conhece bem o Sabichão — era aquele
boneco da Majora, de chapéu cónico e ar de feiticeiro, que girava sobre o
tabuleiro e apontava sempre, infalivelmente, para a resposta certa. Fosse sobre história, geografia ou ciências da
natureza, o Sabichão sabia tudo. Nunca
hesitava. Nunca dizia que não sabia. Mas era um brinquedo. Hoje, curiosamente,
o Sabichão tem vários descendentes bastardos. Eles apresentam-se pelos vários canais
de informação portugueses – televisão, rádio, podcast (para dar um ar que sou moderno),
imprensa, sinais de fumo…
Mas vamos à
televisão, aquele meio mais preguiçoso que temos. É quase certo que encontrará
alguém a falar com uma autoridade Nobel(iana) sobre um tema que, até há três
semanas, provavelmente nem sabia soletrar (desculpem o exagero, mas fica mais
engraçado assim).
Na semana
passada era especialista em geopolítica. Esta semana debruça-se sobre os
mercados financeiros…de repente apareceram uns que também falam sobre a coroa
britânica…já sobre a guerra do Irão ou Ucrânia, temos muitos entendidos
Em qualquer
dos temas, apresentam sempre uma segurança imperturbável. Com ar de quem sabe —
e sempre soube — tudo. De quem tinha nascido para isso. Está-lhe no sangue, no
DNA e nas transfusões de uma qualquer LLM.
Portugal, como
sabemos, tem um mercado televisivo pequeno, com poucos canais. Estes competem vorazmente
pelas audiências e receitas. Este facto criou um ecossistema em que o mesmo
conjunto restrito de rostos roda entre a SIC Notícias, a CNN Portugal, CM e a
TVI 24 como se fossem as únicas pessoas no país capazes de ter uma opinião.
A lógica até é compreensível: precisam de
alguém, sempre disponível, com mundo (supostamente), bem falante (nem sempre), que preencha (o que eu quero mesmo dizer é
encha) os espaços de antena e sem grandes custos. O comentador polivalente
resolve esse problema. E raramente diz que não sabe.
Essa última
parte é a mais reveladora. Numa cultura (a nossa, incluindo a televisiva), que
pune a hesitação e recompensa a convicção, admitir desconhecimento equivale a
suicídio profissional, a um despedimento, a uma falta de tacho…
Por isso,
opina-se. Opina-se sempre. Sempre sobre tudo. Portugal tem economistas sérios,
juristas rigorosos, investigadores com décadas de experiência que raramente
aparecem em televisão — porque não são suficientemente telegénicos, porque
recusam simplificar o que não pode ser simplificado e serem entrevistados por pivôs
mal preparados, tendenciosos,….. Entretanto, o comentador polivalente está lá,
com uma frase pronta. A agradar a alguns, a ser indiferente para muitos.
O custo não
é apenas a qualidade televisiva. O mais importante é que se trata de um custo cívico
em que os resultados prejudiciais perduram e multiplicam-se. As ditas fake news…
Uma opinião
instantânea distorce a realidade, cria ilusões de compreensão, empobrece o debate, diminui a democracia e
consolida os extremismos.
Quando temas
complexos como a reforma do SNS, a crise da habitação ou az Guerras na Ucrânia
ou a do Irão, fazemos com que estes casos sejam reduzidos a debates entre dois
comentadores que dominam o assunto ao nível de uma leitura rápida de manchetes
e uma conta paga no ChatGTP. O espectador fica assim com a sensação de ter
percebido algo que, na verdade, não percebeu … talvez porque a abordagem usada
não tenha seja a mais correcta.
Não quero
também deixar de referir que certos especialistas que parecem estar sempre do
lado errado da história. Com este ponto de vista, o meu, não quero fechar a
media a outras opiniões…longe disso. Mas o facto de uns poucos, verdadeiros
outliers da sociedade, terem sempre um
canal aberto para afirmarem sempre o mesmo, do
mesmo modo , com os argumentos de sempre,…e a maioria diz ou pensa o
contrário.
O problema
não vive apenas nos estúdios de televisão. Reconhecemo-lo bem no mundo do
trabalho. Em quase todas as organizações existe aquela figura familiar: o
colega — ou o chefe — que tem sempre uma opinião formada sobre tudo (saravá Raúl Seixas), seja sobre a estratégia da
empresa, o sistema de RH, a campanha de marketing ou o novo software de
contabilidade. Intervém em todas as reuniões, domina todos os dossiês, nunca
hesita. A sua presença é constante; a sua utilidade, bem mais discutível.
Este perfil “sui
generis” é particularmente perigoso em posições de liderança, porque cada
intervenção tem peso e pode orientar — mas também distorcer — o trabalho e a
estratégia de equipas inteiras.
Quem sente
que o seu superior vai sempre ter uma opinião formada sobre o seu trabalho
aprende, rapidamente, a gerir expectativas em vez de procurar a melhor solução.
O resultado é uma cultura de aparências, onde o que importa não é fazer bem,
mas parecer bem aos olhos de quem opina sobre tudo.
Um dado
curioso é que muitos destes 'especialistas' constroem a sua reputação não sobre
o que sabem, mas sobre como parecem saber. Absorvem manchetes, reciclam
análises alheias e, com o dom da oratória — e uma expressão facial devidamente
grave —, transformam a reprodução em originalidade. É uma forma de
prestidigitação intelectual: o truque não está no conteúdo, está na entrega. E
o público, muitas vezes, aplaude o ilusionista sem reparar que não havia nenhum
coelho na cartola."
Importa
reforçar que ao ouvir estes especialistas a expor as suas ideias, somos todos
nós que ouvimos, somos todos nós que podemos ser influenciados. Estes especialistas têm palco livre nas
televisões, a qualquer hora do dia. E, muitas vezes, são acompanhados pelos
dignos pivôs das televisões.
Wittgenstein
escreveu: “sobre aquilo que não se pode (ou sabe) falar, calemo-nos.”
É, talvez, uma
máxima que os media portugueses parecem desconhecer por completo. Talvez o
melhor comentário que um comentador poderia fazer, ao vivo, em horário nobre,
fosse este: «Sobre isto, não sei. Perguntem a alguém que saiba.»
Seria,
provavelmente, o momento mais honesto — e mais útil — da história dos media
portugueses.
Raúl Seixas –
Metamorfose Ambulante , Raul Seixas foi uma figura absolutamente central no
rock brasileiro. Não foi apenas um cantor de rock — foi quem ajudou a dar
identidade brasileira ao género. Antes dele, muito do rock no Brasil era
basicamente imitação do que vinha dos EUA ou do Reino Unido.
Texto
inspirado no desconforto que os media e políticos portugueses transmitem à sua
audiência e ao povo
#Liderança #CulturaOrganizacional #GestãodeEquipas #SoftSkills #fakenews #media
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
O tal rapaz do Benfica
| O tal rapaz do Benfica |
O tal rapaz do Benfica
Gianluca Prestianni, 20 anos, argentino, jogador do Benfica, protagonizou o momento mais comentado da Champions League esta semana — e fê-lo com a camisola tapando a boca. Como quem não quer ser lido nos lábios. Toda a gente reparou na mesma.
Vinicius Jr. marcou, celebrou (muito), e Prestianni foi ter com ele dizer… alguma coisa. O que disse? Isso ainda ninguém sabe.
Segundo Vinicius, foi "macaco". Segundo Mbappé, que estava longe mas ouviu tudo na mesma, também foi "macaco". Segundo outros, também foi ofensiva.
Mas não pode ter sido uma palavra homofónica? O que toda a gente concorda é que não foi um elogio ou um convite para jogar matraquilhos. Mas elogios entre brasileiros e argentinos, no futebol… só na missa...e do 7 dia. Mas isto são lá coisas deles
Os comentadores portugueses, quase todos, com a velocidade habitual, já o condenaram.
O único problema é que, até hoje, ninguém sabe ao certo o que ele disse. Mas as opiniões são firmes, condenatórias, e chegaram antes dos factos.
O estranho, nisto tudo, é que ninguém defende as mães dos árbitros. Ninguém condena as cenas das claques, das direcções, dos próprios jogadores. Coloquem o mesmo vigor na defesa do futebol — esse sim, maltratado todos os fins de semana.
Um clássico.
Faz alguns anos ia acompanhar os miúdos que eu treinava. Era rugby. Também haviam pais por lá. Uns eram maçadores…queriam que os filhos jogassem mais. Enfim, opções…que tinham a ver com opções dos treinos da semana . Quase pareço o Mister Mourinho.
Na minha ida para o campo do rugby passava, algumas vezes, pelo campo da bola dos miúdos. Mais pais, sem dúvida. Talvez não tantos miúdos. Muito mais barulho, sem dúvida. Barulho que eu gostava que os meus filhos, se os tivesse, não ouvissem.
João N. Marques / Sócio do Sporting N.º 1.301-0
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
Quando uma lufada se torna uma bufada azul
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| Toalhas de rosto Sporting |
Quando uma lufada se torna uma bufada azul
O FC Porto sob a liderança de André Villas-Boas, que
prometia ser uma "lufada de ar fresco", parece ter-se revelado, na
verdade, uma "bufada azul e branca" de boas e respeitosas práticas
A nova estrutura parece ter investido num curso intensivo de
design de interiores e gestão de inventário: primeiro, ao decorar o balneário
de visitantes com capas de jornais sobre derrotas do Sporting e as muitas
vitórias do seu clube. Uma verdadeira lição de "hospitalidade" à moda do FC Porto…bem
diferente do que é à moda do Porto.
A criatividade estendeu-se ao relvado com o surgimento de um
"serviço de limpeza" inesperado. Os apanha-bolas do clube, em plena
"missão" dada pela estrutura, decidiram roubar as toalhas de Rui
Silva e as bolas e os respectivos cones. A táctica do macaco queque da Avenida
da Boavista passou por esconder as bolas do jogo , poupando-os do sue trabalho,
jogar à bola.
Parece que a hospitalidade também passou pelo novo sistema
de aquecimento dos balneários.
Na véspera, a emoção era tanta para receber a equipa do
Sporting, que fizeram fogo de artifício.
Mas o jogo táctico do Porto de Vilas Boas não começou aqui.
Já em Novembro tivemos o caso da televisão.
A cabine do árbitro Fábio Veríssimo passava em repeat imagens do golo anulado ao FC Porto e de outras eventuais
más decisões do árbitro (e o comando
tinha desaparecido)
Entretanto, o queque da Boavista, o Andrezito entretém-se a diagnosticar como
terroristas desportivos todos aqueles que na comunicação social que não usam
"óculos azuis" – acrescento que o clube vai colecionando multas por comportamentos reincidentes de lesão da
honra contra a arbitragem.
O Porto de Villas-Boas mostra que, embora as caras mudem, o
"combustível" para a polémica, jogo sujo e antijogo continua a ser o
prato principal da casa.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Solidariedade a Metro
Solidariedade a Metro
Enquanto a água ainda escorre pelas paredes e a lama cobre o que restou, há quem já tenha a calculadora na mão.
Vizinhos de uma vida inteira transformam-se em prestadores de serviços premium. "Ajudar-te a limpar a cave? São 50 euros a hora, mais IVA." A bomba de água que estava encostada na garagem de repente tem tarifa de emergência. A carrinha que emprestavam por um favor agora cobra por quilómetro.
E depois há os outros — os verdadeiros artistas da oportunidade. Enquanto fingem solidariedade, medem com o olho o que a enchente arrastou mas ainda tem valor. Misturam-se com os bombeiros, passando-se por eles, e roubam. Roubam eletrodomésticos, móveis recuperáveis, aquelas ferramentas que ficaram no alpendre. Tudo desaparece antes do dono ter tempo de secar as mãos e fazer contas ao prejuízo.
A tempestade Christine passou. Mas há parasitas que ficam — não para estender a mão, mas para a enfiar no bolso alheio.
Há desgraças que revelam o melhor das pessoas. E há pessoas que transformam qualquer desgraça no seu melhor negócio.





