terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quando uma lufada se torna uma bufada azul

 

Toalhas de rosto Sporting 



Quando uma lufada se torna uma bufada azul

 

O FC Porto sob a liderança de André Villas-Boas, que prometia ser uma "lufada de ar fresco", parece ter-se revelado, na verdade, uma "bufada azul e branca" de boas e respeitosas práticas


A nova estrutura parece ter investido num curso intensivo de design de interiores e gestão de inventário: primeiro, ao decorar o balneário de visitantes com capas de jornais sobre derrotas do Sporting e as muitas vitórias do seu clube. Uma verdadeira lição de  "hospitalidade" à moda do FC Porto…bem diferente do que é à moda do Porto.

A criatividade estendeu-se ao relvado com o surgimento de um "serviço de limpeza" inesperado. Os apanha-bolas do clube, em plena "missão" dada pela estrutura, decidiram roubar as toalhas de Rui Silva e as bolas e os respectivos cones. A táctica do macaco queque da Avenida da Boavista passou por esconder as bolas do jogo , poupando-os do sue trabalho, jogar à bola.

Parece que a hospitalidade também passou pelo novo sistema de aquecimento dos balneários.

Na véspera, a emoção era tanta para receber a equipa do Sporting, que fizeram fogo de artifício.

Mas o jogo táctico do Porto de Vilas Boas não começou aqui. Já em Novembro tivemos o caso da televisão.  A cabine do árbitro Fábio Veríssimo passava em repeat imagens do  golo anulado ao FC Porto e de outras eventuais  más decisões do árbitro (e o comando tinha desaparecido)

Entretanto, o queque da Boavista, o  Andrezito entretém-se a diagnosticar como terroristas desportivos todos aqueles que na comunicação social que não usam "óculos azuis" –  acrescento  que o clube vai colecionando multas  por comportamentos reincidentes de lesão da honra contra a arbitragem.

O Porto de Villas-Boas mostra que, embora as caras mudem, o "combustível" para a polémica, jogo sujo e antijogo continua a ser o prato principal da casa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Solidariedade a Metro


 


Solidariedade a Metro

Enquanto a água ainda escorre pelas paredes e a lama cobre o que restou, há quem já tenha a calculadora na mão.

Vizinhos de uma vida inteira transformam-se em prestadores de serviços premium. "Ajudar-te a limpar a cave? São 50 euros a hora, mais IVA." A bomba de água que estava encostada na garagem de repente tem tarifa de emergência. A carrinha que emprestavam por um favor agora cobra por quilómetro.

E depois há os outros — os verdadeiros artistas da oportunidade. Enquanto fingem solidariedade, medem com o olho o que a enchente arrastou mas ainda tem valor. Misturam-se com os bombeiros, passando-se por eles, e roubam. Roubam eletrodomésticos, móveis recuperáveis, aquelas ferramentas que ficaram no alpendre. Tudo desaparece antes do dono ter tempo de secar as mãos e fazer contas ao prejuízo.

A tempestade Christine passou. Mas há parasitas que ficam — não para estender a mão, mas para a enfiar no bolso alheio.

Há desgraças que revelam o melhor das pessoas. E há pessoas que transformam qualquer desgraça no seu melhor negócio.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

A tragédia como palco

A tragédia como palco - JPM Consultores  
 

A tragédia como palco

Para muitos políticos, uma tragédia não é uma urgência humana — é uma janela mediática. Chegam de colete, mangas arregaçadas, ar compungido, rodeados de câmaras. Não vão resolver nada. Vão construir narrativa. A miséria transforma-se em cenário; as vítimas, em figurantes.

Há uma diferença clara — e moralmente inegociável — entre ajudar e explorar.

Ajudar de verdade é:

  • fazer doações anónimas,

  • praticar voluntariado discreto,

  • apoiar causas sem esperar holofotes,

  • contribuir de forma consistente, não apenas quando há câmaras.


Usar a desgraça alheia é:

  • aparecer em tragédias com fotógrafos atrás,

  • anunciar doações nas redes sociais como troféus,

  • transformar sofrimento humano em marketing político ou pessoal,

  • só agir quando há visibilidade.

O problema não é a visibilidade em si. Em alguns casos, divulgar pode mobilizar mais ajuda.

O problema começa quando:

  • a motivação principal é a autopromoção;

  • o valor da publicidade supera largamente o valor da ajuda;

  • a “ajuda” é superficial, simbólica ou encenada;

  • o sofrimento alheio é instrumentalizado.


Quando isto acontece, deixa de ser solidariedade. Passa a ser cinismo.

Há um critério simples que nunca falha: quem ajuda apenas quando está a ser visto, não está a ajudar — está a representar.

O carácter, na política como na vida, revela-se sempre no mesmo sítio: no que se faz quando ninguém está a olhar.


Lamentável e baixa a atitude de André Ventura

domingo, 25 de janeiro de 2026

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

Eu vou votar - JPM Consultores 

 

Custo de Oportunidade e o Efeito Camaleão – As eleições presidenciais

 

“Mais uma vitória como esta e estaremos completamente arruinados.” Rei Pirro do Épiro

 

Tenho a sorte de viver alguma parte do ano numa terra conhecida pela sua reserva de camaleões.

Estes são conhecidos por irem mudando a cor da pele para se protegerem. Este fenómeno é conhecido por cromatoforismo. Animais como o já referido camaleão, os polvos, as lulas e outros peixes mudam de cor graças a células especiais chamadas cromatóforos.

Esta mudança de cor prende-se com o sentido e sentimento de perigo.

É o que esta segunda volta nos traz. Leva-nos a ter de mudar de cor. Esta mudança de cor não é sentida, não é permanente, vai até contra o que consideramos os nossos valores.

Mas o sentido de sobrevivência leva-nos a isso.

Em Portugal, nesta segunda volta das presidenciais, estamos a viver isso. O voto útil.

Eu olho para o boletim, que já conheço, e digo: não és bem o que eu queria… mas também não és o que mais eu temo.


O Bacalhau à Brás da Democracia

É uma espécie de flirt político de ocasião. No fundo é uma escolha do momento — quase como pedir bacalhau à Brás só porque o restaurante já não tem o nosso prato preferido.

Não era o plano inicial, mas evita uma má experiência.

E assim, entre convicções e cálculos rápidos dignos de um matemático em stress, o voto no Seguro lá acontece.

Sempre com aquele suspiro de quem sabe que podia ter sido diferente, melhor… mas hoje não vai ser.

 


Won't Get Fooled Again – The Who, Uma grande banda de rock.

A música fala de uma vitória vazia. 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Are you nuts ou em que NUTS2 está a tua empresa

PT2030 - NUTS // JPM Consultores
 




Are you nuts ou em que NUTS2 está a tua empresa

 

Os acrónimos facilitam a vida a todos. Há vários:

 

AIDA - não a de Verdi, mas a sequência de despertar ATENÇÃO, mostrar INTERESSE, provocar DESEJO e levar à ACÇÃO. Esta mecânica, com mais net ou menos, mais digital ou sem este ambiente, FUNCIONA.

KISS, Keep It Simple , (a vírgula é opcional) Stupid, é um comportamento / atitude que devemos levar na vida.

NUTS -  é a sigla de Nomenclature of Territorial Units for Statistics. É um sistema da União Europeia para dividir o território em regiões, usado para estatística, planeamento e distribuição de fundos. Não é teórico: tem impacto directo em dinheiro e políticas públicas.

JPM – Juntos Podemos Mais

 

Já o NUTS deixa muita gente nuts; nem todos sabem o que é.  Aqui vai um copy past da wikipédia.:

 

"O Decreto-Lei n.º 46/89[1] definiu os três níveis da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS) para as unidades territoriais portuguesas:

NUTS 1 - constituído por três unidades, correspondentes ao território do continente e de cada uma das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira;

NUTS II – regiões-chave para fundos europeus
Em Portugal: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores, Madeira

NUTS 3 - constituído por 25 unidades, das quais 23 no continente e 2 correspondentes às Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira."

 

  • NUTS III – sub-regiões operacionais

Norte

  • Alto Minho
  • Cávado
  • Ave
  • Área Metropolitana do Porto
  • Alto Tâmega e Barroso
  • Tâmega e Sousa
  • Douro
  • Terras de Trás-os-Montes

 

Centro

  • Região de Aveiro
  • Região de Coimbra
  • Região de Leiria
  • Viseu Dão Lafões
  • Beira Baixa
  • Beiras e Serra da Estrela

 

Oeste e Vale do Tejo

  • Oeste
  • Médio Tejo
  • Lezíria do Tejo

 

Grande Lisboa

  • Grande Lisboa

 

Península de Setúbal

  • Península de Setúbal

 

Alentejo

  • Alentejo Litoral
  • Alto Alentejo
  • Alentejo Central
  • Baixo Alentejo

Algarve

  • Algarve

Regiões Autónomas

  • Região Autónoma dos Açores
  • Região Autónoma da Madeira

 

Porque isto interessa

  • Fundos europeus (PT2030, PRR, FEDER) usam NUTS II e III como base.
  • Um projecto pode ser financiável numa NUTS e não noutra.
  • Limiares de PIB per capita, apoios à internacionalização, incentivos fiscais: tudo passa por aqui.

 

Agora que já sabe o que são as NUTS, não fique nuts.