domingo, 9 de setembro de 2012

Pequenas felicidades

Pequenas felicidades

Copiado de uma crónica publicada no "Globo" da Martha Medeiros
"Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano. Praia com mar de cartão-postal. Festa boa. A luz voltar."
1. Cachorro-quente.
2. Na esteira de bagagens do aeroporto, sua mala estar entre as primeiras a aparecer.
3. Receber notícias de um amigo que você gosta muito e que andava sumido.
4. Ter recebido de presente a série inteira de "Mad Men" para assistir atirada no sofá.
5. Numa loja de CDs usados, por um preço irrisório, encontrar discos de Keith Jarret, Tom Waits, Chet Baker, Stan Getz e Miles Davis que você já teve em vinil e estupidamente se desfez.
6. Dentro do cinema, não haver ninguém conversando e fazendo barulho com papel de bala e saco de pipoca.
7.. Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia.
8. Revistas "TPM", "Lola", "Bravo", "Elle", "Vogue", "Joyce Pascovitch", "Claudia" - revistas de moda, cultura, entretenimento e decoração são sempre um luxo acessível, uma fantasia necessária.
9. Lareira.
10. Sair bem na foto.
11. Passar um fim de semana fora da cidade.
12. Num restaurante com os amigos, a última rodada ser brinde da casa.
13. Flores, folhagens, jardins, árvores, montanha.
14. Um bom programa de entrevista na tevê.
15. Rever as obras de um pintor que você gosta muito.
16. Taxista que não corre.
17. Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis.
18. Banho quente. Sem pressa pra sair.
19. Declaração de amor de filho.
20. Declaração de amor do seu amor.
21. Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro.
22. Barulho de chuva antes de dormir.
23. Dia de sol ao acordar.
24. Massagem.
25. Acertarem no presente.
26. Receber um elogio profissional de alguém que você admira muito.
27. Subir na balança e descobrir que emagreceu.
28. Check-up que não acusa nenhum distúrbio de saúde.
29. Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano.
30. Lembrar detalhes de um sonho bom.
31. Praia com mar de cartão-postal.
32. Festa boa.
33. A luz voltar.
34. Biografias bem escritas de personalidades interessantes.
35. A vibrante pulsação de um show ao vivo.
36. Um dinheiro extra que você não estava esperando.
37. Beijo.
38. Conversar longamente com sua melhor amiga. Tomando um vinho, melhor ainda.
39. Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana.
40. Seu time fazer o gol decisivo no último minuto - é preciso sofrer um pouquinho na vida.
41. Coca-Cola. Bombom. Pão com manteiga. Queijo.
42. Chorar de rir.
43. Quitar uma dívida.
44. Uma noite bem dormida.
45. Uma consulta altamente proveitosa na terapia.
46. Seu cachorro de estimação. Seu gato aninhado em seu colo.
47. Um corrupto que não conseguiu se safar.
48. Vaga pra estacionar bem em frente de onde você desejava ir.
49. Bicicleta.
50. Identificar suas próprias pequenas felicidades e, mesmo nem tudo dando certo, gostar da vida que leva.

Já pensou que todas ela podem acontecer num mesmo dia!!!


sábado, 8 de setembro de 2012

WORTH DOING

Worth doing?
(by Seth Godin)
One reason to do something is because you get paid to do it.

But it's sad to think that this might be the only reason to do something.

Now that you've got a skillset and trust and leverage and a following and the tools to make something happen, are you going to invest your heart and soul into something that's important or selling something you're not proud of?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

FRASES ASSASSINAS (o meu primeiro texto no Expresso do Sul)

FRASES ASSASSINAS

Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia. (Goethe)

Keywords: Gestão; Decisão; Atitude

Ao iniciar esta colaboração com o “Expresso do Sul” pretendo espicaçar a curiosidade e a inquietude de quem vai ler estes textos.
Escreverei sobre assuntos de Gestão, Força de Vendas, Marketing…mas penso que todos os leitores poderão retirar algo desta leitura, mesmo aqueles que julgam que o tema não se aplica a eles.

Não tenho pretensão de escrever textos teóricos densos e infindáveis; nem tenho capacidade para tal. Proponho-vos um pequeno manual, com assuntos variados, dentro desta área do saber: a Gestão. Lidamos com ela todo o dia; ela está sempre presente.
Começo com uma referência aos nossos “Velhos do Restelo”. Eles estão (e estarão), infelizmente, sempre presentes. Vou-vos apresentar “As Frases Assassinas”. Trata-se de uma palestra dada pelo Professor Agrícola Bethlem da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estas frases / preconceitos são inibidores do nosso desenvolvimento, da nossa criatividade… Há que saber ultrapassá-las….para conquistarmos vitórias, mesmo que sejam simples e pequenas. Aqui vão:
1 - Nós já tentámos isso,
2 – Isso não é da nossa responsabilidade,
3 – Não é nosso problema,
4 – É uma mudança muito radical,
5- Vai tornar o nosso equipamento obsoleto,
6- A nossa empresa é muito pequena,
7 – Vamos pôr os pés no chão,
8- Por que mudar se está a funcionar,
9 – Não estamos preparados para isso,
10- Burro velho não aprende línguas,
11 – É impossível de vender,
12 - Será que os nossos clientes querem,
13 – No nosso ramo não dá certo,
14 – Nunca foi testado,
15 – Vamos nomear uma comissão para estudar o assunto.

Enunciei alguns dos comportamentos típicos de quem gere, de quem decide, de quem trabalha. Com este tipo de respostas não aprenderemos, não evoluiremos.

Lembro-me de um professor interrogar-nos, já todos nós a trabalhar, sobre há quanto tempo trabalhávamos e o que tínhamos feito. Grande percentagem das respostas indicavam que muitos de nós trabalhávamos já há um tempo considerável, desempenhando sempre as mesmas funções. Ora, a nossa experiência profissional seria extensa em tempo a resolver sempre os mesmos problemas, mas muito mais curta e limitada a fazer crescer na Empresa. Passávamos todos muito tempo a fazer sempre o mesmo, da mesma maneira, com as mesmas pessoas e com os mesmos resultados.

"O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo."(Winston Churchill)

João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
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@joaodavespa

2007

The best way to learn marketing (by Seth Godin)

The best way to learn marketing (by Seth Godin)



...is to do marketing.

Do it on the weekends. Volunteer and do it for a non-profit. Fundraise. Run a business online. Market a kid's lemonade stand.

When you put your ideas in the world, then, and only then, do you know if they're real.

Not expensive, merely frightening.

PS: Ponha a mão na massa

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ANTECIPE A SUA ENTRADA NOS COSTUMERS - SEJA PROACTIVO


ANTECIPE A SUA ENTRADA NAS EMPRESAS - SEJA PROACTIVO

KEYWORDS: New Business, Gestão, Clientes, Prospects, Proactividade

"Um, dois e três, toca a fazer" - Cancioneiro educativo


A proactividade pode ter muitas formas, formatos, atitudes, comportamentos. Fala-se muito hoje dia em Proactividade e de ser Proactivo e da importância de o ser.

Mas como há tantos profissionais que não gostam de ser proactivos. Não gostam de trabalhar o new business, de procurar novos Clientes ou Mercados.
Este tipo de trabalho, como se sabe, é muitas vezes ingrato, cansativo, esgotante. Necessita muita paciência e força de vontade, sobretudo quando os ciclos de compra são longos.

Imagine que é um vendedor de sistemas informáticos ou azulejos para uso doméstico, dois mercados completamente diferentes. Pode ter muita dificuldade em arranjar novos Clientes nos dias de hoje. Mas só os conseguirá de forma sistemática se, entre várias qualidades e características pessoais que necessita ter, que uma delas seja a proactividade.

Tem também que se lembrar que quando toma a iniciativa de contactar algum Cliente, este pode estar a pensar o seguinte: "É este Fornecedor que eu quero para o meu futuro?". É essa pergunta que você, Fornecedor, deve antecipar.

Claro que também que há Clientes que não queremos atender, a não ser em determinadas condições. Para além dos Clientes que não se mostram rentáveis para as Empresas. O Princípio de Pareto é um bom divisor de águas nestes casos.

Mas voltando à proactividade. Trabalhei muitos anos na indústria gráfica, digo-vos que aqui a concorrência é muito agressiva, em todos os aspectos. Neste sector apanhei concorrência saudável e nada saudável. Acontece, sobretudo, em mercados que são muito relacionais e os Clientes e Fornecedores muito bem identificados, entre outras pequenas coisas.

Vendia, entre outros, produtos customizados. O que me diferenciava era o padrão de serviço que eu colocava no meu trabalho e proactividade. O que eu fazia? Pegava num display, decorava-o com as cores de algum produto da empresa ou as cores institucionais e deixava-o identificado na organização em que eu queria entrar .

Algumas vezes consegui avisar previamente que iria deixar uma proposta na recepção. Noutras situações, só sabia o nome do profissional a quem era dirigido o protótipo quando o entregava nas empresas, se me fosse dito. Temos que ter em mente que algumas secretárias ou telefonistas nada dizem por telefone, mas já o fazem quando aparecemos. Algumas vezes ficava apenas para o departamento de Marketing ou Compras.

Esta prática, algumas vezes, fazia com que aos olhos de alguns Prospects, a nossa empresa, e eu em particular, já fossemos candidatos a sermos seus fornecedores.
Mas há outras maneiras de conseguir acelerar o contacto com Prospects. Em regra, nas primeiras reuniões, perde-se algum tempo com apresentações do que foi a nossa empresa no passado. Pode-se ganhar tempo nestes encontros enviado, previamente , informação generalista sobre a sua organização ou deixando material impresso ou digitalizado sobre mesma, ficando nós disponíveis para falar do que fomos e somos, se for necessário.

Caso tenha sido contactado para resolver algum problema causado por terceiros, fale sobre as soluções que tem para o resolver. Noutras situações , tente antecipar soluções que pense que podem ser válidas e interessantes para o Cliente / Prospect.
Em 2005, numa entrevista de emprego, deparei-me com um possível empregador que tinha uma página WEB estática e sem informação. Só constava o logo e, eventualmente, o telefone. A minha candidatura ao lugar em aberto foi feita com os elementos habituais, CV e carta de apresentação, e uma folha à parte questionando o porquê do site daquela maneira e de não comunicar com os seus inúmeros Clientes pela net. Era uma empresa que tinha perto de uma centena de referências nos lineares. Consegui o emprego, em parte, por este meu atrevimento.

Muitos fornecedores também têm receio de transmitir as suas ideias antes de alguma coisa, leia-se e entenda-se "contrato", ter sido assinado. O facto de conseguirmos conquistar um Cliente novo pode ser devido apenas, e somente, por nós, Empresa, falarmos sobre as nossas ideias e sobre o que podemos fazer de diferente ou de modo disruptivo. Por isso, há que expor as nossas ideias e soluções. Se a sua mais- valia para o mercado está em soluções de pouca tangibilidade, não há como não falar delas e expô-las.

Para poder identificar o que pode ser uma presença proactiva e trabalhar para que passe a ser mais proactivo, tem estes 7 pontos:
1. - Procuraram, de modo sistemático, novas oportunidades.
2. - Antecipam problemas; apresentam soluções.
3. - Estabelecem objectivos ambiciosos e de rotura.
4. - Comportam-se de modo diferente. São focados, perseverantes e esforçados
5. - Atingem resultados inesperados e visíveis.
6. - Gostam da incerteza e são empreendedores.
7. - Serem Hunters (e não farmers).

Procure trabalhar melhor estes 7 pontos e verá resultados.



João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ATALHOS - Ou como aumentar o seu tempo útil

ATALHOS - Ou como aumentar o seu tempo útil


"A man who dares to waste one hour of life has nos discovered the value of life" Charles Darwin

Keywords: Gestão do Tempo, Lisboa, TED

Descobrir atalhos é bom. Tento descobri-los sempre nos trajectos que mais vezes faço. Em regra, fico satisfeito com os resultados.

Excepto aquelas vezes em que o trânsito está todo engarrafado e parece que cada decisão que tomamos de modo a nos safarmos do trânsito resulta ainda em mais tempo perdido.

Vou conseguindo descobrir uns porque gosto de me perder por Lisboa e por outros lugares por onde ando. Algumas vezes pode parecer ariscado e é, mas tive sempre sorte. Lembro-me a primeira vez que estive no Rio de Janeiro que saí do autocarro (ônibus) na paragem da Rocinha e entrei um pouco lá para dentro.

Outras descobertas em virtude da procura de atalhos foram o restaurante Everest da Montanha, lá para os lados da ginginha do Rossio, aberto o ano todo e até tarde e um "inexistente" gabinete de design que descobri numa dessas buscas de atalhos. Vejo um dia a entrar por uma porta uma série de displays. Como vinha a fazer algumas vezes esse atalho ,resolvi parar lá no dia seguinte. Nessa vez não dava porque ia com hora marcada para chegar. Descobri um pequeno atelier que, mais tarde, ainda veio a fazer uns trabalhos comigo. Nada de encher o olho...mas era trabalho

O facto de andar por aí de moto também me permite descobrir atalhos, novos cantos e recantos, becos e outros lugares que de carro ou a pé poderiam ser inacessíveis. Mas o bom também é descobrir atalhos pedestres que facilitam a nossa vida ou nos levam a descobrir novas vistas. No primeiro caso estamos a poupar tempo e, cada vez mais, parece que ele é mais escasso. Cada vez mais há mais coisas para fazer, mais opções. Estas vão desde os 30m diários que queremos dedicar a andar de bike ou a ler um livro noutro idioma que não o nosso, todos os dias, até tempo que muitas vezes parece não termos para estar com a família ou a aprender alguma coisa na WWW. Muitos talvez não conheçam, mas passem os olhos no www.ted.com e maravilhem-se.

Outos atalhos que muitas vezes não fazemos o uso conveniente deles são os que estão disponíveis no nosso teclado do PC. Existem vários e muito úteis. Vejam estas dicas ou procurem "atalhos" no vosso motor de busca.

Qualquer dos atalhos que vos proponho, são enriquecedores do vosso tempo. Quer a descobrir novas vistas, quer a poupar o seu tempo. Este, cada vez mais precioso.



Foto tirada no miradouro da Nossa Senhora do Monte. Descoberto numa busca por lugares com boa vista e que uma cidade como Lisboa, com as suas 7 colinas, proporciona.





João Paulo Marques
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sábado, 1 de setembro de 2012

Olhar nos olhos

Olhar nos olhos

Quando falamos com os outros devemos olhá-los nos olhos.

Este comportamento inspira confiança aos outros e transmite, a si , confiança também no que está a dizer e a marcar a sua presença. E como este comportamento é importante no desenrolar das conversas

Muitas vezes esta tarefa torna-se mais difícil quando falamos do que quando escutamos.

Para ultrapassar esta dificuldade tente fixar-se num olho do seu interlocutor e mudar para o outro.

Vai ver que rapidamente passará a encarar os interlocutores nos olhos, nos dois olhos.

How to act in the Digital World


To meet new people of foster existing relationship digitally we need to be less concerned with what is good for us and more concerned with is good for society . What is the social good? We can do this showcasing to our audience of potential followers that:
• We care about them
• We provide items and information of value to them
• We are honest and diligent

If we follow these rules, then we will never be short of connections.

From "Digital Leader" by Erik Qualman

Selecting a Digital Mentor

Selecting a Digital Mentor/ Pay attention to

Who is he conversing with?
What topics does he post and in what tone?
Why does he post?
When does he post?
Where does he post and what tools or sites does he use?


From "Digital Leader" by Erik Qualman

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

3. O futuro é dos nexialistas


Pontes
3. O futuro é dos Nexialistas

Keywords: Boas práticas, Network, Nexialistas, Redes

"Já fomos generalistas e passamos a ser especialistas. Hoje, temos a necessidade do nexialista, que não é exatamente quem sabe a resposta, mas quem sabe o que e para quem perguntar. Diante da complexidade do mundo, é preciso ter alguém que encontre nexos."

Retirado de uma entrevista de Walter Longo, Vice da Y&R

Ao que acrescento (retitado da Net http://www.nexial.com.br/nexialistas.html)

"Hoje em dia, o mercado apresenta abundância de especialistas, prontos para defender com unhas e dentes a eficiência de sua ferramenta e sem a menor noção ou vontade de avaliar a importância relativa das alternativas.

Apresenta também um enorme contingente de generalistas, propondo diagnósticos rápidos e superficiais e soluções padronizadas para todo e qualquer problema.

Faltam no mercado empresas e profissionais com uma visão sinergética e isenta que permita ter ideias e buscar soluções integradoras de múltiplas ferramentas e múltiplas abordagens, sem peso específico ou ênfase preconcebida a nenhuma delas. Faltam nexialistas!"


Adenda de 2014


Ideia reforçada com um artigo sobre o rei da cachaça artesanal em Salinas. Ele tem algumas, entre as quais, a Seleta e a Boazinha.
Afirma o “caçhacista” algo como isto: não tenho pretensões de saber tudo. Tenho sim o número de telefone de quem sabe.

João Paulo Marques
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First, connect (by Seth Godin)

First, connect

In the connection economy, there's a dividing line between two kinds of projects: those that exist to create connections, and those that don't.

The internet is a connection machine. Virtually every single popular web project (eBay, Facebook, chat, email, forums, etc.) exists to create connections between humans that were difficult or impossible to do before the web.

When you tell us about your business or non-profit or public works project, tell us first how it's going to help us connect. The rest will take care of itself.

O MEU PRIMEIRO LP E MU EPRIMEIRO CD - Ou um pouco mais do que isso

O MEU PRIMEIRO LP  E O MEU PRIMEIRO CD - Ou um pouco mais do que isso

"Do or do not. There is no try. "(Ioda)

Keywords: Experiência, Gestão, Tomada de Decisão, Ouvir

Acho que não comecei mal. O meu primeiro LP (ou bolachão) foi o Peter Gabriel I e o meu primeiro CD foi um do Machito. Nessa altura ainda não tinha leitor de CD´S.
Engraçada a história do LP. Juntava umas coroas e, quando perfazia, talvez uns 20 escudos, ia andar de moto alugada para o Campo Grande. Devia ter uns 14 anos. Ia na companhia dos amigos mais velhos. Alugava uma maxi-puch, uma quase bicicleta.

Andávamos pelo Campo Grande e arredores. Grandes aventuras vividas e rezando para que a polícia não nos mandasse parar. Outros tempos. A ideia de começar a comprar música regularmente veio de ouvir a conversa dos mais velhos. Um tal de Pedro Pichas falava muito sobre música. Eu ouvi a conversa dele e fiquei curioso. Toca a comprar o tal do Peter Gabriel I.

Ainda bem que ouvi a conversa. A partir desses tempos fui coleccionando música. A capa desse LP, como mais dois do Peter Gabriel, estão autografadas pelo próprio.
Já o CD do Machito apareceu numa fase em qua a música cubana, mais precisamente o Jazz Latino, foi-me dado a conhecer e começou a ter alguma expressão em Portugal. Boa compra! Antes de ter o leitor de CD´s já tinha uns poucos de discos. Fiquei com saudades de o ouvir...vou tratar de resolver isso.

Estes três momentos distintos apresentam alguns comportamentos que devemos ter na nossa vida. Ouvir, arriscar, planear.

O primeiro passa por ouvir. Neste caso prestei atenção ao que se falava. Tomei conhecimento de algo, não digamos novo, mas pouco explorado por mim até à data.
Passei a canalizar uma boa parte da mesada e a fazer umas poupanças com o firme propósito de comprar música.

O segundo momento tem a ver com o pisar o risco, o arriscarmos, o descobrirmos o meio que nos envolve e nós mesmos. Erik Qualman no seu livro "Digital Leader" escreve "Fail forward, Fail fast, Fail better". Este caminho, esta sequência, leva-nos a irmos melhorando e a conseguirmos atingir os nossos objectivos e ultrapassá-los. Dificilmente se acerta sempre à primeira e todas as vezes. Há que ir tentando, persistindo, melhorando, etc.

Por fim, antecipar o que parece vir a ser óbvio e tomar uma atitude, uma decisão. Tinha a certeza que o leitor de Cd´s estava perto de ser comprado. Quando chegou a casa já tinha alguma música para poder disfrutá-lo. O facto de anteciparmos algumas momentos que irão aparecer só nos vai preparar melhor para o futuro.

Por fim, e um pouco resultado destas três anteriores ideias, o processo de tomada de decisão com que temos que lidar diariamente, vai ser melhorado e acelerado.

À velocidade com que tudo acontece, não será conveniente termos processos longos de decisão. Poderá valer a pena decidirmos mais depressa e ir afinando o nosso trajecto.

O facto de postergarmos as decisões pode fazer com que saíamos antecipada e inesperadamente do jogo, que percamos oportunidades, que sejamos ultrapassados.

As oportunidades, bem como a concorrência, são enormes e imensas. Seja proactivo.


João Paulo Marques
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domingo, 26 de agosto de 2012

Tintim na Lua, a verdadeira verdade


Lá pelos anos 70, no Observatório Astronómico de Lisboa, com uns 7 anos, dirigi-me ao director daquele instituto, Sr. Dr. Baptista dos Santos, com quem eu fazia longas passeatas pela Tapada da Ajuda, eu, ele e o seu cão.
Ele gostava muito de mim e a recíproca também era absolutamente verdadeira.
Ouvi (e ouvia) uns comentários sobre o Neil Armstrong e a sua viagem à Lua por parte do Dr. Baptista dos Santos, o meu pai e mais alguns pessoas e sabendo que não era verdade, muni-me de uma prova documental, o livro do Tintim na Lua, e com a minha voz mais sábia e confiante disse:
- "Oh Sr. Baptista não foi o Armstrong que chegou à Lua primeiro. Foi o Tintim." E mostrei-lhe o Tintim na Lua, livro que me era lido e relido pelos meus pais.
E assim vamos criando os nossos heróis, que perduram até aos dias de hoje. Bom quando os passamos aos mais novos....
Enquadro o meio envolvente. O meu pai é astrónomo e vivi, durante algum tempo, nos edifícios pertencentes ao observatório.

>"?Por qué me callé? - Ser reconhecido em cafés e restaurantes é uma coisa boa

"?Por qué me callé? - Ser reconhecido em cafés e restaurantes é uma coisa boa.

Ontem, num restaurante onde vou de vez em quando, o Aregos, perto da Calçada Marquês de Abrantes, em Lisboa (curiosamente vivi na Rua Marquês de Abrantes no Rio de Janeiro), à conversa com o dono / cozinheiro, lamentei-me de não haver mais Sardinhas Assadas servidas sobre pão saloio, também torrado na grelha com azeite e a gordura da sardinha. Como eles faziam ao princípio e pensava que tinham deixado de fazer. Um petisco, fiquem a saber!!!

Resposta: "Reabrimos a 4 de Setembro. Venha cá nessa altura."

Claro que vou!

Para além do mais, o serviço é simpático, é asseado, é baratucho e o vinho da casa não é mau

sábado, 25 de agosto de 2012

Two pizza rule

Two pizza rule for meetings - a meeting should never have more people in it that could be comfortable fed by two pizzas.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

OS CLIENTES COMO ALIADOS

OS CLIENTES COMO ALIADOS

"Tome cuidado ao eleger seus inimigos pois pode
terminar parecendo-se com eles." (Jorge Luis Borges)


Keywords: Serviço, Clientes, Fornecedores, New Business

A vida não nos traz exclusivamente amigos ou inimigos. Muito provavelmente temos mais amigos que inimigos. E os inimigos, para alguns de nós, simplesmente deixam de existir física ou mentalmente. Há quem tenha essa capacidade.

Proponho-vos a seguir alguns "comportamentos" (palavra forte, meio militar, mas que não pretende ser) que podem ajudar-vos a trazer os Clientes para mais perto de si.

O que venho agora falar-vos é de tornar os Prospects e os Clientes seus aliados, seus amigos. Estas atitudes devem ser alinhadas de modo a que eles fiquem o mais à vontade possível consigo.


1) Aspecto
Mantenha um ar limpo, cuidado e sem exageros. Há sectores e sectores. Não compare advogados com publicitários.

No entanto, não use o seu fato de macaco sujo de óleo, mesmo que seja o melhor mecânico do mundo. Já nem os mecânicos andam assim.

Deve usar uma roupa em que se sinta confortável, sim. Ajustada à posição em está, ao sector em que desenvolve o trabalho e ao tipo de Clientes que visita.

Em determinada altura profissional eu era fornecedor do Partido Comunista Português.

Não que trabalhasse regularmente de gravata. De vez em quando ela ia comigo, muitas vezes enrolada no bolso do casaco. Quando tinha reuniões com eles, por mais ou menos demoradas que fossem, passei a não usar gravata. Ninguém por lá as usava.

Em caso de dúvida, vale a pena estar mais aprimorado do que menos. Just in case. Nunca se sabe quem pode vir a aparecer.


2) Nome
Poucas coisas na vida podemos levar do princípio até ao fim da mesma. Uma delas, a não ser em raras excepções, é o nosso nome (e o nosso clube de futebol).

Quando nos apresentamos devemos dizer o nosso nome. Lembram-se do "My name is Bond, James Bond".

É conveniente que seja dito assim, por esta ordem. Mais importante se torna se você tiver um nome ou apelido incomum. Para facilitar a vida ao seu Cliente, dê-lhe também o seu cartão e diga o seu nome.

Deve fazer também o mesmo quando receber o cartão do seu Cliente. Leia o nome que consta no cartão. Ao fazer isto, alia a cara ao nome e, simultaneamente, mostra respeito por quem está à sua frente. E pode até aprender a dizer o nome correctamente.

Assim, pode tratar o seu Cliente pelo nome e pelo cargo (Sr., Sr. Dr. , etc). Há quem seja sensível a estes cargos, por isso há que respeitá-los.


3) Reuniões
As reuniões não começam apenas quando estamos a entrar no gabinete do Cliente. Começam bem mais cedo. Sobretudo, quando se trata da primeira ou das primeiras reuniões. Há que recolher informação sobre a empresa, sobre os interlocutores com quem nos vamos reunir, concorrência dela, etc.

Conversas prévias com Clientes, Fornecedores, amigos e inimigos dessa empresa, ajudam a recolher informação. Toda ela merece ser analisada.

Hoje em dia as fontes para recolher informação são imensas. Faça um “Google” sobre o nome da Empresa e veja o que lá aparece. Vá também ao LinkedIN e ao Facebook.

Já que anda nas pesquisas, veja a sua pegada digital. Faço google do seu nome. Ficou surpreso com o resultado?

Em algumas situações, eu conseguia as reuniões com novos Prospects aparecendo com um display decorado com as cores da empresa ou a imagem de um produto que tivesse algo a ver com eles. Consegui algumas reuniões com isso e, melhor ainda, adjudicações que foram fruto destas acções.


4) Elogio
O poder do elogio é enorme. Não poupe nas boas palavras, e não as deixe de expressar.

Recentemente fui agradavelmente surpreendido com um edifício revestido a cortiça, a Herdade de São Miguel. Não pude deixar de referir isso na reunião. O que eu consegui com isso? Tornar mais informal uma conversa de negócios.

Não exagere, no entanto, nos elogios. Pode parecer desajustado, despropositado ou que está ali apenas para conseguir alguma coisa. Aí quem perde é você.

Havia um monitor no ginásio que eu frequentava que, quando se aproximava de alguém que estava a fazer um exercício, dizia sempre o mesmo: "muito bom, muito bom e levantava o polegar".

Uma, duas, três ...sempre o mesmo. O que poderia ser entendida como uma atitude simpática, encorajadora e credível, passou a ser vista como algo sem importância ou, pior, bajulação.


5) Ouvir
É dito e redito. Escute, escute e escute. Deixe o Cliente falar. Sobretudo se não o conhece bem, tem muito a aprender com ele, mais do que não seja, como ele é, como ele pensa, como ele se expressa. E só o passa a conhecer se o ouvir a falar e a actuar.

Vá pautando a conversa dele com as suas interjeições, com linguagem verbal e não verbal, mostrando que o está a seguir e confirmando, se for o caso, os seus pontos de vista.

Se não concordar com ele, espera uma pausa para aí lançar o seu ponto de vista, mas de modo polido. Traga o Cliente para o seu universo de soluções, com paciência, com os seus melhores argumentos.

Tive um Cliente que falava muito. Muito sobre ele. Muito sobre a minha concorrência. Pouco sobre nós. E o que falava de nós nem sempre era o mais abonatório. Com insistência lá consegui que começasse a trabalhar conosco. Nunca deixou de falar dele, da minha concorrência. Passou a falar comigo sobre orçamentos e prazos de entrega. Era chato; mas foi sempre sério.

Para quem está a começar a de trabalho, este Poiscionário pode ajudar.


6 ) Entusiasmo

Mostre entusiasmo e apreço pelas soluções que o seu Cliente apresenta e pela Empresa em questão. Muitas vezes estas empresas são a vida dos seus Clientes. Foram os seus antepassados que a criaram e eles estão a preparar o legado para os seus descendentes.

Faça perguntas sobre a empresa, sobre a história, o porquê do nome, porque estão naquela região, etc. Deixe que eles falem sobre o seu "trabalho". Envolva-se e envolva-os. As pessoas gostam de falar do seu trabalho e mostrar, com orgulho, o que conseguiram.

Já tive algumas situações que, devido às perguntas que ia fazendo, uma reunião que podia (ou estava a ser fraca), acabou com uma visita guiada às instalações. Apenas tive que mostrar interesse e conhecimento sobre a Empresa e pelo sector.


7) Afinidade

Há pessoas com as quais não temos qualquer afinidade. Com os Clientes pode passar-se o mesmo. Pessoas e Clientes podem até ser-nos desagradáveis. Com as primeiras podemos facilmente ignorá-las; com os segundos, nem tanto.

Temos, em regra, de os aceitar como são, desde que os nossos valores ( e da nossa instituição) não sejam ultrapassados ou infringidos. Duas ou três horas de sacrifício, podem vir a valer muito a pena.

Tive um Cliente no passado que era chato, confuso, muitas vezes incontactável, convencido, pedante, etc. Vontade de estar com ele? Zero. Vontade de fazer negócio com ele? Absoluta. Andámos quase dois meses a discutir um trabalho, sem muitas garantias que nos fosse adjudicado.

O resultado final: foi um dos meus melhores trabalhos desse ano e até ficámos amigos. No ano seguinte o trabalho para a mesma campanha correu lindamente.



Todos estes passos podem levar a que um Prospect passe a Cliente e a que um Cliente permaneça mais tempo na sua empresa. Muitas vezes, os Clientes só são rentáveis para as organizações ao fim de um período de tempo ou de algumas adjudicações. Quanto mais tempo ele ficar ligado à sua Empresa, mais leal se torna, maior deverá ser a sua satisfação, menor deverá ser o tempo investido a resolver problemas, mais lucrativo será. Curiosamente, este relacionamento, a permanecer, deverá ser um jogo de Win Win.

João Paulo Marques
O tempo não pára, não pare você também.
joaodavespa@hotmail.com; Skype: joaomarques64
Http://www.linkedin.com/in/joaopmarques;
http://jpmarques.blogspot.com
@joaodavespa

SUBIR e DESCER ESCADAS

SUBIR E DESCER ESCADAS

Faz algum tempo que decidi usar escadas em vez de elevador. Pelo menos em casa. Aviso já os detratores que não moro num rés-do-chão.

Resolvi fazer as contas a este dia do mês. Moro num terceiro andar. 60 degraus para cima; 60 para baixo (um pouco como um benchmark) . Subo e desço, pelo menos, duas vezes ao dia. 4 x 60 = 240. Já não subo e desço escadas a correr, por isso os passos estão bem contadinhos.

24 dias x 240 » 5760 passos, sem custar nada. Os próximos cálculos passarão por estimar as calorias despendidas.

Este posto não teve o patrocínio da EDP, do meu condomínio, da Sociedade Portuguesa de Cardiologia ou de outra qualquer.

Teve o meu patrocínio!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SONECAS, SESTAS, SIESTAS, SOFRIMENTO

SONECAS, SESTAS, SIESTAS, SOFRIMENTO - Prazeres dos deuses na terra

É algo que cai bem. Uma siesta. Os espanhóis instituíram-na. Para a felicidade deles. Há quem lhe chame, sabiamente, "ioga ibérica"

Há lugares e alturas em que dificilmente fujo dela. Uma manhã de praia, com banho de mar, almoço e um pouco de vinho ....zzzzzzzzzzz. Lá estou eu a pedir sesta.

Quem já "sestou" numa rede? Poucas coisas são melhores que esta experiência...é quase um sono dos deuses, mas na terra, como convém.

Há outros momentos em que passo pelas brasas. Ligo a TV, começa um jogo de futebol, daqui a pouco estou horizontalizado, mais ainda virado para a TV. O próximo movimento, com um esforço hercúleo , é a rotação de 180º. Passo para o mode rádio, até que adormeço. Nem sempre é assim. Sobretudo, quando o Sporting joga. Nestas alturas, algumas vezes, a soneira passa a "raiva". Palavra feia, mas ajustada ao momento, ver aqueles tipos a jogarem mal

Mas há outras sonecas boas. Um amigo, com um cargo importante na banca, desligava entre 15 a 20 minutos, todos os dias , após o almoço.

Uma soneca que eu não quero deixar de referir e lembrar é aquela que conseguimos fazer nas redes brasileiras (excelente device brasileiro, muito friendly user e pouquíssimo tecnológico). Como sabe bem!!! Fiz umas poucas. Quero fazer mais!!!

Os dias são curtos. Muitas vezes 24horas não dão para nada. Mas uma soneca ao meio da tarde é uma delícia. Ficar a esparramar-se uma manhã na cama pode ser uma perda de tempo. Já uma soneca, NÃO!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Quando alguém novo nos chama nickname predilecto

Alcunhas, diminutivos, nicknames, shortnames etc.

Tenho muitos e variados. Felizmente. Todos abonatórios!!!!

Com estes meus "léxicos" tenho a vida facilitada. Cada uma das expressões fazem situar-me no espaço e no tempo.

Alguns dos nomes vêm desde a mais pequena idade; outros apareceram no bairro onde cresci; uns foram dados no desporto; ainda há os que vieram da faculdade (estes menos short) e os do trabalho. Também me chamam nomes. Nas esses não vale a pena lembrar ou fazer perdurar.

Estes nomes todos facilitam-me a vida. Quando me chamam, vou à gaveta do nome e já está. Fácil, não?

Gosto de todos. Uns mais do que outros. Como tudo.

Em alguns casos ainda arranjo e arranja-se espaço para trocadilhos. E há uns poucos.

Muito bom é mesmo quando alguém que conhecemos recentemente, rapidamente chega aos nossos nicks preferidos.

Histórias de motociclistas

Histórias de motociclistas

Esta é mais para motociclistas. Ao fazer uma viagem, curta, longa, é hábito os motociclistas cumprimentarem-se. Nem sempre quando um está numa mota grande e o outro numa pequena...Não conhecemos , mas sentimos algum conforto. É um bom hábito.

Arranjo um "desparalelo " quando entramos nos elevadores. Muitas vezes recebemos um eco ao nosso bom dia.

Partilho esta história com vocês:
" Passou-se num elevador desses edifícios de escritórios em Lisboa.
Não se tratou de uma "elevator talk"; mas deixem-me descrever a situação. Entro no elevador e está por lá um caramelo, todo engravatado e a falar ao telemóvel . Lembro-me que eu estava particularmente mal disposto. Digo o meu "bom dia" (como digo sempre). Nada de resposta. No meio da viagem de elevador resolvo sonorizar um Good Morning (quem sabe ele fosse estrangeiro) ao qual o caramelo só olhou para mim meio fud...e eu esbocei um... sorrisinho.
Resultado: não sei o que se passou com o dia dele. Eu alegrei-me e fiquei com uma boa história para contar.
Aproveito para falar do "Elevator Talk". Estes breves 20 ou 30 segundos que temos de viagem podem ser ocasiões estupendas para nos apresentarmos a alguém, para fazermos um comentário pertinente ao nosso administrador ou para situações mais particulares. Se ele aparecer na sua vida, APROVEITE-O.

Para mais:
http://jpmarques.blogspot.pt/2010/04/good-morning.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fotossíntese e solossíntese

Fotossíntese e solossíntese

Para além do fenómeno aprendido em tempos idos, a fotossíntese, com acção essencial do Sol - as plantas convertem a luz solar e o dióxido de carbono em oxigênio, o que nos permite, a todos nós, viver.

Um passeio de bike ao sol, pela manhã, com direito a um mergulho, sabe mesmo bem. Ao que se junta (vai juntar) uma pequena corrida com a malta do São Miguel ao final da tarde. Recomeço da retoma da forma física.

domingo, 19 de agosto de 2012

Tarte de alfarroba

Tarte de alfarroba

Só em VRSA é que como estes petiscos. Que pena que não cheguem a Lisboa.

Há uns 3 ou 4 restautantes a que vou quando estou por aqui. Ontem, num deles, peço a bendita tarde e recebo dois pratinhos. Um deles com a dose habitual. O segundo veio quase com uma meia desfeita de tarte de alfarroba.

Achei estranho e faço a seguinte colocação. “Então? Tanto?”

Resposta. “Sei que o sr. gosta desta tarde. Tínhamos este bocado. Não a podíamos vender. Fica para quem gosta!”


Musse de alfarroba

 

Encontrar dinheiro na roupa

Encontrar dinheiro na roupa

O bom de encontrar dinheiro perdido na roupa é que, muitas vezes, essas poucas moedas, algumas vezes não tão poucos, permitem-nos ter dinheiro para aquele café que tanto estamos a precisar, para comprar o jornal que queremos ler logo pela manhã e, sem dúvida, dão-nos uma pequena alegria.

Lembro-me de guardar uma nota de 500 escudos no bolso pequeno das calças aquando das minhas saídas nocturnas. Era a garantia de regresso a casa.

Várias vezes fiquei 500 escudos mais rico.

sábado, 18 de agosto de 2012

Cansaço da bicicleta

Cansaço da bicicleta

Desde finais de Abril que não andava de bicicleta e nem corria. Nadava apenas e isso acabou em meados de Junho. Quase 4 meses sem exercício digno do nome. Hoje voltei a dar uma passeata de bike. Nada ainda de esforços violentos, mas deu para dar uma boa ou quase boa soadela. …

Desta vez os gémeos ainda não se vão queixar, mas aguardem …

Agora é só tornar isto um hábito. Bike e corrida
Bolos de aniversário - Quando há sobras de bolo na cozinha do escritório

O bom de trabalhar em empresas com vários colegas é que existe sempre a hipótese de, no dia seguinte, haver sobras do bolo da véspera.
Como é bom chegar cedo à empresa e, por algum felling, dirigirmo-nos ao frigorífrico e estar por lá mais do que uma porção de bolo.
Como vai bem com o café.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Regra dos 20/20/20

Regra dos 20 / 20 / 20

Por cada 20 minutos de trabalho no PC, fique 20 segundos sem olhar para a tela, de preferência a 20 pés do aparelho.

Coisas que a mãe ou os seus filhos não devem sequer imaginar - Assoar o nariz no banho

Coisas que a mãe ou os seus filhos não devem sequer imaginar - Assoar o nariz no banho

Acorda-se com o nariz completamente entupido. Já o dia anterior foi um calvário. Porque eu não pensei nisto antes?

Levanta-se, dirija-se para a casa de banho, mesmo que vá a tropeçar. Ligue o duche e o aquecimento. Faça da casa de banho uma sauna.

Logo, logo o calor e o vapor começam a entranhar-se em si...no seu nariz. Mas ainda não é a altura.

Enxagúe-se, coloque o shampoo, passe o sabonete. Esfregue debaixo das axilas...o seu nariz quase quer respirar, mas ainda não consegue.

Faça agora o que a sua mãe sempre proibiu e que os seus filhos não sonham que você faz.
São apenas três etapas
1) coloque o indicador (há quem use o polegar) na sua narina do mesmo lado
2) encha os pulmões
3) comprima os adnominais
4) solte um grito interior e "liberte" a sua narina esquerda
5) repita a operação, na outra.

O seu dia vai ser melhor, mais respirável.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Não basta abrir a janela - Alberto Caeiro

Não basta abrir a janela


Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Entre o que vejo de um campo e o que vejo de outro campo
Passa um momento uma figura de homem.
Os seus passos vão com «ele» na mesma realidade,
Mas eu reparo para ele e para eles, e são duas cousas:
O «homem» vai andando com as suas ideias, falso e estrangeiro,
E os passos vão com o sistema antigo que faz pernas andar,
Olho-o de longe sem opinião nenhuma.
Que perfeito que é nele o que ele é – o seu corpo,
A sua verdadeira realidade que não tem desejos nem esperanças,
Mas músculos e a maneira certa e impessoal de os usar.

Alberto Caeiro

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Agora já chove a 15 de Agosto

Agora já chove a 15 de Agosto (histórias de família)

Lembro-me de algumas conversas de "minino" entre a família. Uma aposta que se renovava todos os anos. Se chover no dia 15 de Agosto, algum dos mais velhos pagaria o almoço. Nunca aconteceu, nunca chovia.

Os tempos eram outros, o tempo era outro. Nesses tempos as estações sucediam-se normalmente: Verão, Outono, Inverno, Primavera e assim sucessivamente. E esse almoço nunca era ganho.

Algumas "coisas" ou muitas paravam por Lisboa, mas animavam noutros lados. As romarias, as festas de aldeia, as filas na ponte e nas estradas nacionais.

Tudo era mais ou menos previsível, até a confiança que íamos tendo nos outros.
Os tempos de hoje parecem já não ser assim. A imprevisibilidade global (se existe este conceito; o uso do global pretende facilitar o entendimento) é uma constante. Com tudo de bom e menos bom que ela trás.

O que mais mudou, e não no sentido correcto, é a desconfiança que vamos tendo por aqueles que não nos deviam causar qualquer tipo de suspeita. Falo de políticos, governantes, figuras públicas e mais uns poucos que se passeiam e pavoneiam.

Hoje choveu...não se auguram boas notícias..

Machado de Assis - Bons Amigos

BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis