
Gestão | Vendas | Marketing | Histórias | VESPAS | Coisas boas e um pouco de tudo What I think, what I criticize, my texts, other people's texts, interesting information from the eighth column and others that I find funny (I hope). I'll add some photos and anything else that comes to mind. Content by myself and some other stuff. email:joaodavespa@gmail.com / joao@jpmconsultores.pt Quotes: - If you think education is expensive, try ignorance - what you know is worth more than you think
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
A Inteligência artificial e as crianças / alunos

domingo, 19 de outubro de 2025
LENDA DE MARVÃO
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| Nossa senhora da Estrela - Marvão |
LENDA DE MARVÃO
Os habitantes de Marvão para não sucumbirem aos muçulmanos
(Sec.VIII), refugiaram-se nas Astúrias, mas antes de partirem guardaram num sítio
ermo uma imagem de Nossa Senhora. Mais de 4 séculos passados, durante a
reconquista, voltaram os seus descendentes a Marvão e um pastor viu uma estrela
no céu. Encaminhou-se e encontrou uma imagem de Nossa Senhora. Era a imagem que
tinha sido guardada. Aí ergueram uma capela e um Convento Franciscano: Convento
Nossa Senhora da Estrela, protectora do Castelo e de Marvão.
Numa noite, forças castelhanas comandadas por 2 traidores
aproximaram-se sorrateiramente do Castelo de Marvão, para o assaltar. Ouviu-se
uma voz feminina na noite: Às armas!
A guarnição tomou
lugar e os castelhanos entraram em debandada. Tinha sido Nossa Senhora da
Estrela a avisar. Por essa razão chamam-lhe : Vigilante Sentinela
PS: Existem abertos apoios do PT2030 que podem ser aproveitados pelos empreendedores de Marvão (e não só). Falem connosco:
adsojpm@gmail.com
work@adso.pt
sábado, 20 de setembro de 2025
Complaining is silly. Act or forget.
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| Complaining is silly. Act or forget. |
Complaining
is silly. Act or forget.
“Se estás com medo – não faças. Se começaste – não pares.
Se terminaste – não te arrependas. “ Gengis Khan
Vou reagindo de vez em quando a algumas situações com que
vou convivendo. Não tenho, penso eu, o hábito de abrir a boca e protestar ou
resmungar por isto e aquilo. Algumas, várias vezes, incomodam-me, mas entendo
que, não sendo (e não tendo) um capricho para me fazer impor em algo, ou
que há coisas mais importantes e sendo essas completamente
irrelevantes…calo-me.
Isto de ser um "protestador profissional" com
posto oficial ou de hobby, consome tempo, que eu não tenho, energia, que eu não
quero desperdiçar, feitio, que eu não
tenho, palco, que eu não procuro, atenção, que passo bem sem ela e chateia os
amigos, que eu não quero…
Recentemente (e outras vezes ao longo do tempo)
tenho-me queixado junto de uma câmara municipal de carros abandonados, de
caixotes de lixo que mudaram de localização…desta vez para em frente de
um prédio (quando lá não estavam), mau serviço de recolha, etc. Entendo
que esta queixa é um acto cívico.
Já o fiz também junto da CM de Lisboa relativamente a um
carro "abandonado" que se encontrava parado há mais de 2 anos. Tinha os selos todos, mas estava imobilizado,
com pneus vazios, numa rua com problemas
de estacionamento …lá se resolveu. Custou…parece que ninguém queria saber do
tema
Não nego que vou protestando no Twitter disto e daquilo, de
políticas e de políticos. Chego até a protestar, resmungar e ironizar sobre
futebol, salvaguardando, quase sempre, o meu SPORTING (sim, é meu e eu dele,
desde 8.7.64).
Mas vamos lá ao tema, o Complaining.
Poucas atitudes são tão binárias como o que resulta da insatisfação.
Ou fazemos algo ou esquecemo-nos (é a minha sugestão).
Reclamar para o ar e sem propósito muitas vezes apenas
reforça a frustração e desperdiça energia mental que poderia ser direccionada
para outras coisas ou mesmo só para nós.
Essa estrutura comportamental de "agir ou
esquecer" elimina muito sofrimento desnecessário. Se algo nos incomoda o
suficiente para reclamar, provavelmente merece a nossa acção. Se não vale a
pena agir, então deixar para lá preserva a nossa paz e ajuda a
ter foco para as coisas que realmente importam.
A área de serviços, contacto com o cliente e vendas
é fascinante porque está no centro da interacção humana nos negócios. É onde a
teoria encontra a prática, onde a estratégia se transforma em relacionamento.
Vendas - É uma acção exercida fundamentalmente em
resolver os problemas das pessoas. Os melhores vendedores não
"empurram" produtos - eles fazem diagnósticos, entendem necessidades
reais e encontram soluções. É uma área que exige inteligência emocional,
persistência, empatia e uma verdadeira capacidade de lidar com a rejeição, mas
de forma construtiva.
Serviços - É a difícil tarefa (e de permanente
avaliação) de entregar valor de forma consistente e construir confiança ao
longo do tempo. Aqui a excelência deve ser procurada e está até nos detalhes -
desde o primeiro contacto até ao pós-venda (o que muitas vezes é esquecido –
está vendido, siga para bingo). É onde se constrói a reputação e se produzem as
referências para futuros negócios.
O que torna estas duas áreas ainda mais interessantes e
importantes nos dias de hoje:
- A
digitalização mudou tudo, mas não eliminou a importância do factor humano
- Dados
e analytics permitem uma personalização sem precedentes
- A
experiência do cliente tornou-se um diferencial competitivo crucial
- As
fronteiras entre vendas (e marketing) e serviços estão cada vez mais
difusas
Ambas, vendas e serviços, são áreas onde se aprende, muitas
vezes sem nos darmos conta, sobre a psicologia humana e as respectivas
dinâmicas de mercado.
Uma conclusão
Os supostamente melhores profissionais aplicam
intuitivamente (ou pelo menos quero pensar assim) o seguinte princípio: ou
resolvem o problema ou ajudam o cliente a recontextualizar a situação.
Não há espaço para o meio-termo, que pode ser algo como
"vamos ver", "é complicado" ou "não depende de
mim".
A verdadeira sabedoria (quase pareço o Mestre Yoda) está em
reconhecer que nem todas as batalhas merecem ser travadas, mas aquelas que
escolhemos travar merecem toda a nossa atenção e energia.
Go
your own way - Fleetwood Mac (álbum Rumors
de 1997) … em vez de se ficar preso ao que não funciona, escolhe o teu caminho
e segue em frente.
É notável como uma música nascida de uma separação dolorosa
conseguiu transcender o momento pessoal e tornar-se num hino universal sobre
independência e autodeterminação. O facto de estar em várias listas
prestigiadas confirma o seu impacto duradouro na cultura musical.
sábado, 16 de agosto de 2025
Pontal, o Fogo Amigo
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| Festa do Pontal - 2025 |
Pontal, o Fogo Amigo
quarta-feira, 30 de julho de 2025
A Mesa de Chá: Onde as Melhores Ideias Acontecem
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| Tarsila do Amaral e a Mesa de Chá |
A Mesa de Chá: Onde as Melhores Ideias Acontecem
“Um líder é um
vendedor de esperança.” Napoleão Bonaparte
Recentemente assisti na Universidade Nova a parte do
encontro - OUI Conference 2025. Várias ideias retirei de lá, uma delas foi a
mesa de chá. Foi apresentada por David Li do Shenzhen Innovation Lab. Não vou
reproduzir epsis verbis o que ouvi…mas vou escrevinhar umas
ideias. Digotambém que esta Mesa de Chá é um pouco como a nossa mesa de
café…mas bem mais assertiva.
Todos sabemos e vivenciamos a velocidade com que as coisas
acontecem. Não é assim difícil ficar preso na nossa própria bolha profissional.
Reuniões agendadas, e-mails que nunca acabam e que ficam por responder,
mesmo recorrendo à tecla fundamental [DELETE], a constante pressão por
resultados e a inovação que não para de acontecer. Esta dinâmica pode fazer com
que nos afastemos das oportunidades que o mercado oferece, das oportunidades de
inovação que florescem
E se eu vos dissesse que, talvez, as melhores ideias, os
insights mais valiosos e as conexões mais fortes podem nascer num local
inesperado? A Mesa de Chá.
Pensem nisto: não é uma sala de reuniões formal. Também não
é uma sessão de brainstorming estruturada. Trata-se de um espaço.
Pretende-se real, onde as hierarquias não existem e a curiosidade (e
desbocamento sério e profissional) prevalece. Peço desculpa, gosto
de inventar umas palavras. Um pouco por falta de léxico e por ter vivido no
estrangeiro.
Imaginem: engenheiros a conversar com designers;
profissionais de marketing a trocar ideias com especialistas em produto;
empreendedores a ouvir atentamente as experiências dos clientes. E, se
possível, eles todos juntos a trocar ideias.
O que pode
acontecer à volta desta "Mesa de Chá" (para além dos scones)?
- A
criatividade floresce: Longe da pressão e do controlo, as ideias mais
"loucas" ou antigas podem ganhar espaço para serem
exploradas. Uma frase casual pode ser a acendalha para um novo produto
revolucionário.
- O
mercado revela-se: Conversas genuínas expõem frustrações e
necessidades reais. É aqui que sentimos o "pulso" do mercado,
permitindo-nos identificar oportunidades inexploradas e validar direcções
estratégicas.
- A
colaboração constrói pontes: Profissionais de diferentes áreas
partilham perspectivas únicas. Ajudam a construir soluções mais robustas e
abrangentes. Deixamos de estar isolados para estarmos conectados ao
"que se está a fazer" e ao "que o mercado realmente precisa".(uma
das minhas próximas prosas)
- Produtos
e serviços que ganham alma: As soluções desenvolvidas a partir destas
interacções não são apenas funcionais, são concebidas com uma compreensão
mais profunda e uma paixão colectiva.
Na nossa jornada profissional tendemos a valorizar a
eficiência e a estrutura. Mas, por vezes, é na informalidade, na conversa
despretensiosa e na conexão humana que encontramos as chaves para a
verdadeira inovação, para a relevância no mercado e para continuarmos na senda
do Alive and Kicking.
A Mesa de Chá é um convite permanente
A Mesa de Chá não tem de ser um local físico. Idealmente não
deve ser. Deve ser sim um estado de espírito. A Mesa de Chá é estar disponível
para a conversa genuína. Ter a coragem de partilhar ideias ainda que
imperfeitas. Ter a sabedoria, sempre difícil, de escutar antes de falar. A
paciência de deixar que as melhores soluções fermentem no seu próprio tempo. Ou
de não ter medo
Em cada escritório, em cada café, em cada encontro casual,
pode existir uma mesa de chá em potencial.
Basta alguém ter a
coragem de sentar-se, servir o primeiro copo e fazer a primeira pergunta
verdadeiramente curiosa.
É então esperar que outros se juntem. Porque todos nós, no
fundo, ansiamos por conversas que nos aproximem. Não apenas uns dos outros, mas
do trabalho que realmente importa e do impacto que genuinamente desejamos criar
no mundo.
Eventualmente
relacionado com a Mesa de Chá – Vagabundeie, o dinheiro anda na rua
Onde está a sua
"Mesa de Chá “? Como estão a criar espaços como a “Mesa de Chá” para
que a criatividade flua e as ligações valiosas se estabeleçam?
PULP – DISCO 2000, Pulp, uma das melhores bandas do
chamado BritPop. Essa letra expressa de forma agridoce a expectativa e
desilusão do crescimento, típica de uma geração que amadureceu nos anos 80/90
olhando para o futuro com esperança, mas também com dúvidas. A ideia de se
encontrarem no ano 2000 — uma data que, em 1995, ainda parecia futurista —
funciona como símbolo de expectativas que não se realizam.
quarta-feira, 9 de julho de 2025
Malditos Flyers
Recebo frequentemente informação dirigida que me dizem ser sigilosa e importante. É-me colocada na caixa do correio, numa folha A4, impressa com alguma qualidade, mas sem ter qualquer referência a mim ou aos meus.
Quando nos anos 50/60 os publicitários se interrogavam sobre qual dos 50% do investimento era deitado fora... talvez não dissessem que estes flyers de trazer por casa cairiam na categoria de má publicidade... mas em 2025... acho que não faz sentido .
Compreendo que o dito comercial, se estiver no início de carreira, possa não ter os recursos ou a experiência dos mais velhos... mas alguém que o ensine. (A famosa frase atribuída a John Wanamaker - "Metade do meu investimento em publicidade é desperdiçado; o problema é que não sei qual metade" - mantém-se relevante, mas hoje temos ferramentas para resolver essa questão.
Talvez algumas empresas ainda vejam o marketing postal como tendo uma "presença física" diferente, mas sem personalização e estratégia adequada, acaba por ser apenas mais papel para o lixo. É um desperdício de recursos e uma oportunidade perdida de comunicação eficaz.
Impacto Ambiental: Para além da ineficiência comercial, esta prática contribui para o desperdício de papel e recursos naturais, numa época em que a sustentabilidade é uma preocupação crescente dos consumidores.
Nota: Percebo e respeito que faça esta distribuição para ganhar a vida. Mas, por favor, nao deixem a "comunicação" empurrada por debaixo da porta e toquem a todas as campainhas do prédio às 9h da manhã
hashtag#MarketingDigital
hashtag#PublicidadeTradicional
hashtag#InovaçãoMarketing
hashtag#TransformaçãoDigital
hashtag#MarketingStrategy
domingo, 29 de junho de 2025
O Parasitismo Institucionalizado (ou a minha homenagem aos jotas)
O Parasitismo Institucionalizado
Estes indivíduos tem vindo a transformara a democracia numa
espécie de programa de assistência social para incompetentes.
Entraram jovens no sistema - talvez como cabos eleitorais,
assessores de parentes ou protegidos de caciques locais - e ali se instalaram
como carrapatos institucionais.
Décadas depois, continuam no sistema, não por mérito ou
relevância, mas por pura inércia sistêmica ( a deles é segura)
Não sabem gerir uma empresa, não construíram uma carreira,
não dominam uma técnica, não produziram conhecimento significativo em área
alguma.
A sua única "especialidade" é a arte de se manterem
no poder sem entregar resultados. São mestres na retórica vazia, nos discursos
inflamados que nada dizem, nas promessas que jamais se cumprem.
sexta-feira, 13 de junho de 2025
Consultoria para Empresas Familiares (a consultoria não substitui a essência familiar da empresa)
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| Consultoria para empresas familiares - JPM |
Consultoria para Empresas Familiares (a consultoria não substitui a essência familiar da empresa)
“Puxar em comum, mas
não pensar em comum.”, Marco Aurélio
Procurar apoio nunca foi sinónimo de fraqueza; procurar apoio profissional também
não o é. É sim, sinal de maturidade e compromisso com o futuro do negócio.
Durante a minha carreira profissional, quer como
colaborador, quer como fornecedor / cliente, lidei com empresas PME muito centradas na
figura do fundador ou dos seus sucessores. O cunho da gestão estava muito centrado numa
pessoa.
Talvez mais centrado ainda seja quando falamos de empresas
familiares. Quando estas enfrentam desafios únicos que combinam dinâmicas
pessoais e profissionais, tornando a gestão mais complexa do que em
organizações tradicionais não familiares.
Aqui estão seis dos sinais claros de que a sua empresa
familiar pode beneficiar-se de procurar
uma consultoria especializada:
1. Conflitos familiares afetam as decisões empresariais
Quando discussões familiares começam a influenciar
estratégias de negócio ou quando decisões empresariais são tomadas com base em
relacionamentos pessoais ao invés de critérios técnicos, isso indica a
necessidade de estruturas mais profissionais.
Disputas entre gerações ou entre ramos da família podem
paralisar a tomada de decisões importantes.
2. Ausência de estrutura de governança clara
A falta de definição clara de papéis, responsabilidades e
processos decisórios é um sinal vermelho. Sem protocolos familiares, conselhos
de administração estruturados ou comités de gestão, a empresa opera de forma
improvisada, criando e multiplicando a confusão e alastrando a ineficiência.
3. Dificuldades na sucessão
A resistência da geração mais velha em transferir
responsabilidades, a falta de preparação dos sucessores ou a ausência de um
plano de sucessão estruturado são indicadores críticos.
Muitas empresas familiares falham na transição geracional
por não terem um processo bem definido.
4. Profissionalização insuficiente
Quando posições-chave são ocupadas apenas por membros da
família, independentemente de qualificação, ou quando há resistência em
contratar executivos externos competentes, a empresa pode estar limitando seu
potencial de crescimento.
A falta de meritocracia prejudica a competitividade que se
pretende que seja sempre presente.
5. Mistura inadequada entre património familiar e
empresarial
A confusão entre recursos pessoais e empresariais, decisões
financeiras baseadas em necessidades familiares ao invés de estratégias pensadas
de negócio, ou a falta de transparência financeira são sinais de que a empresa
precisa de estruturas mais profissionais.
6. Estagnação no crescimento
Quando a empresa perde competitividade no mercado, tem
dificuldade em inovar ou expandir, ou quando o crescimento está abaixo do
potencial devido a limitações internas relacionadas à gestão familiar, isso
indica necessidade de apoio externo especializado.
A consultoria de gestão de empresas familiares pode ajudar a
implementar estruturas de governança adequadas, desenvolver protocolos
familiares, criar planos de sucessão eficazes e profissionalizar a gestão,
preservando os valores familiares enquanto garante a sustentabilidade e
crescimento do negócio.
Se identificou algum destes sinais no seu negócio, talvez
seja a hora de dar o próximo passo. Uma conversa com um consultor pode fazer
toda a diferença para transformar desafios em oportunidades.
Um caso:
Durante muitos anos trabalhei num grupo familiar. Os
negócios eram vários, com e sem sinergias. Falamos de Gráfica, Publicidade Exterior
e Construção (pelo menos).
Alguns dos meus colegas eram empregados das três, isto é,
algum aperto, lá ia um, independentemente do que estava a fazer ou que tivesse planeado.
A ordem vinha do quinto andar (menção ao edifício do antigo BPSM), onde ficava
a administração porque, e só porque, as escadas dos bombeiros nos anos 70 só
chegavam ao quinto andar. Mas todos ou quase todos, com carta de condução,
cabiam nesta multiplicidade de funções.
Alguma da (des)dinâmica desse grupo de empresas era também
pautada pela capacidade de dar despacho pela CFO do organograma, mulher do
fundador.
Para quem não está dentro no que são as gráficas…pelo menos
as PME, tudo é para ontem. Uma , das mutas razões: o calendário das campanhas
não muda, o dia de natal nunca deixou de ser a 25
BLUR
– The Universal , Uma das grandes bandas do Britpop . A música retrata uma
visão distópica, onde a humanidade parece anestesiada por uma espécie de “droga
universal” que suaviza a realidade — sugerindo frieza e alienação urbana.
PS: Nos anos 90 era assim; parece que no séc XXI continua na mesma
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Nunca é o momento perfeito, mas pode ser o momento certo.
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| Foto de Alba Lez |
“Geralmente os Homens preocupam-se com aquilo que não podem
ver do que com aquilo que podem”, Júlio César
Ficamos muitas vezes à espera das condições ideais, daquele
momento "perfeito" em que tudo se alinha magicamente — com ou sem a
intervenção das estrelas. Mas esse momento raramente chega.
Enquanto isso, o tempo passa… e as oportunidades escapam.
O "momento certo" é outro. É aquele em que
reconhecemos que temos o suficiente para começar — mesmo que não seja ideal.
É sobre aceitar a imperfeição e agir, ainda assim.
E os projectos em que nos envolvemos têm essa peculiaridade,
não é?
Há sempre mais uma coisa para pesquisar, mais um detalhe para planear, mais uma
condição que deveria estar no lugar antes de começar. Mais um requisito.
Mais uma vírgula…
A verdade é que a maioria dos projectos que realmente
acontecem começam de forma imperfeita: com recursos limitados, conhecimento
incompleto e uma série de incertezas pelo caminho.
Mas é exatamente essa imperfeição inicial que nos obriga a ser criativos,
resilientes, adaptáveis.
Há algo de libertador — e profundamente corajoso — em
aceitar que o primeiro passo não precisa de ser perfeito.
É melhor ter um protótipo tosco, mas real, do que um plano perfeito que nunca
sai do papel.
Aprendemos fazendo, refazendo, melhorando, complementando….até errando
O mais interessante é que, muitas vezes, os projectos acabam
por evoluir para algo completamente diferente daquilo que imaginávamos no
início.
E isso só acontece porque começámos. Porque nos permitimos descobrir o caminho…
caminhando.
Soup
Dragons - "I'm Free" - "I'm Free" é uma canção
icónica da banda escocesa The Soup Dragons, lançada em 1990, que se tornou um
hino alternativo nos anos 90, misturando rock com influências de dance e dub.
I'm free to do what I want
Any old time
I said I'm free to do what I want
Any old time
I say love me, hold me
Love me, hold me
'Cause I'm free
quinta-feira, 1 de maio de 2025
Florence Lawrence
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| Florence Lawrence |
Florence Lawrence, para além da sua carreira no cinema, teve uma vida bastante diversificada com várias actividades paralelas dignas de nota:
1. Invenções automóveis: Era uma grande entusiasta de automóveis e uma inventora talentosa. Criou o que hoje consideramos o percursor dos piscas (um braço mecânico que sinalizava quando o carro ia virar) e também desenvolveu um sinal de "stop" automático que se ativava quando os travões eram acionados. Infelizmente, nunca patenteou estas invenções, pelo que não recebeu reconhecimento oficial nem compensação financeira pelas mesmas.
2. Negócios: Florence investiu parte dos seus rendimentos do cinema numa empresa de cosméticos chamada "Bridgewood Cosmetics". A empresa fabricava maquilhagem e produtos de beleza, refletindo o seu interesse pela indústria da beleza.
3. Imobiliário: Como muitas estrelas de cinema da sua época, Lawrence investiu em propriedades imobiliárias, especialmente na zona de Los Angeles durante o boom imobiliário do início do século XX.
4. Equitação: Era uma ávida cavaleira e mantinha vários cavalos. Esta paixão também se refletiu em alguns dos seus papéis no cinema.
5. Música: Florence tinha formação musical e tocava piano, uma competência que ocasionalmente utilizava em apresentações ao vivo antes da era do cinema sonoro.
6. Filantropia: Embora não esteja extensivamente documentada, existem registos do seu envolvimento em causas beneficentes, particularmente aquelas relacionadas com o bem-estar de crianças e artistas necessitados.
Estas actividades paralelas mostram como Florence Lawrence era uma mulher multifacetada, com interesses que iam muito além da sua carreira de actriz, demonstrando uma criactividade e espírito empreendedor notáveis para uma mulher da sua época.
Alguns dos filmes mais notáveis de Florence Lawrence incluem:
1. "The Girl and the Outlaw" (1908) - Um dos seus primeiros trabalhos importantes na Biograph Company, sob direção de D.W. Griffith.
2. "Jones and the Lady Book Agent" (1909) - Uma comédia curta que demonstrou as suas capacidades como actriz cómica.
3. "The Lonely Villa" (1909) - Um thriller primitivo que se destacou pela forma como criava suspense, onde Florence interpreta uma mãe que tenta proteger as suas filhas.
4. "The Broken Oath" (1910) - Um dos seus primeiros filmes para a IMP Studios, após deixar a Biograph.
5. "The Taming of the Shrew" (1908) - Uma adaptação precoce da obra de Shakespeare.
6. "Lady Helen's Escapade" (1909) - Um filme onde interpretou uma mulher da alta sociedade que foge do seu ambiente habitual.
7. "The Medicine Bottle" (1909) - Um drama sobre uma mãe que tenta salvar o seu filho que ingeriu acidentalmente veneno.
8. "The Lure of the Gown" (1909) - Uma história sobre vaidade e aparências.
9. "Those Awful Hats" (1909) - Uma comédia sobre a moda dos chapéus femininos exuberantes que obstruíam a visão nos cinemas.
10. "The Unexpected Help" (1910) - Um dos seus últimos trabalhos com a Biograph antes de se tornar a primeira "estrela de cinema" nomeada.
É importante notar que muitos dos filmes de Florence Lawrence perderam-se ao longo do tempo, como acontece com grande parte do cinema mudo daquela época. Os registos históricos mantêm a memória destes trabalhos, mas apenas uma fracção da sua extensa filmografia (mais de 300 filmes) sobreviveu até aos dias de hoje.
Florence Lawrence era também conhecida por vários nomes e alcunhas ao longo da sua carreira e vida:
- "A Rapariga da Biograph" (The Biograph Girl) - Este foi provavelmente o seu epíteto mais famoso durante os primeiros anos da sua carreira, quando trabalhava para a Biograph Company e os estúdios não revelavam os nomes verdadeiros dos atores.
- "A Rapariga das Mil Faces" (The Girl of a Thousand Faces) - Um nome que lhe foi atribuído devido à sua versatilidade como atriz e capacidade de interpretar uma grande variedade de personagens.
- "Flo" - Um diminutivo carinhoso usado pelos amigos e colegas próximos.
- "A Primeira Estrela de Cinema" (The First Movie Star) - Um título que lhe foi dado retrospetivamente pelos historiadores do cinema, reconhecendo o seu papel pioneiro como a primeira atriz a ser promovida pelo nome.
- Florence Bridgewood - O seu nome de nascimento, que ocasionalmente usava em negócios fora do cinema.
- Florence Solter - O apelido que adotou durante o seu casamento com Harry Solter, um realizador com quem trabalhou em muitos filmes.
- "A Primeira Dama do Ecrã" (The First Lady of the Screen) - Outro título honorífico que reconhecia o seu estatuto pioneiro na história do cinema.
quinta-feira, 24 de abril de 2025
"Todos, Todos, Todos" vs. "Alguns, Poucos, Selecionados"
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| Vespa Jorge Mario Bergoglio |
segunda-feira, 21 de abril de 2025
Papa Francisco
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| Papa Francisco |
Quis que a sua última aparição fosse na Páscoa. Para quem é católico terá uma simbologia ainda maior
O Papa Francisco era uma pessoa singular
Era Atento
Era Inspirador
Era de Gestos Simples
Foi resistente às adversidades.
A vida, que tantos atravessam sem verdadeiramente a sentir, que muitos encaram como mera sequência de obrigações, essa vida ganha significado quando temos um exemplo como o Papa Francisco.
Olha por nós Jorge Mário Bergoglio, que bem precisamos.
sexta-feira, 18 de abril de 2025
A Páscoa
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| Vespa Páscoa |
quarta-feira, 16 de abril de 2025
A TESOURA DE TRUMP
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| A tesoura de Trump |
“A felicidade da vida depende da qualidade de nossos pensamentos” Imperador Marco Aurélio
Começo por uma imersão na história do século passado.
Refiro-me às interferências governamentais nas universidades durante os regimes de Hitler e Estaline oferecem-nos paralelos históricos perturbadores. Tudo, nessa altura, foi mais extremado, mais violento...
Na Alemanha nazi, Hitler não se ficou apenas por cortes nas verbas — foi direto à purga. Quando chegou a Chanceler, em 1933, as universidades alemãs, até então mundialmente respeitadas, foram forçadas a demitir académicos judeus e/ou opositores políticos. Rapidamente, estas instituições transformaram-se em centros de propaganda nazi.
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| Queima de livros na Alemanha nazi |
Na União Soviética de Estaline, as universidades foram submetidas ao que se pode chamar de uma “revisão curricular”. O mesmo que o "democrata" Putin continua a fazer. Em ambos os regimes, departamentos inteiros foram encerrados, bibliotecas censuradas, e professores não só demitidos, mas muitas vezes enviados para campos de concentração ou para aquela célebre invenção soviética: os Gulags.
E agora, Putin. A interferência nas universidades segue um caminho mais gradual e sofisticado — coisa de quem já foi espião. O controlo não se manifesta por purgas, mas por meios mais subtis: o financiamento está condicionado à lealdade política.
A principal diferença para a situação actual nos EUA é, por enquanto, a escala e os métodos.
Para além do patético questionário enviado às universidades portuguesas, o Nobel da Paz Trump e os seus acólitos pretendem, entre muitas outras medidas:
• Cortes orçamentais e realocação de fundos: a administração propôs reduções significativas no orçamento do Departamento de Educação.
• Uma Ordem Executiva sobre Liberdade de Expressão: Trump alega que as universidades estão a silenciar as vozes conservadoras.
• Restrições aos estudantes internacionais: impôs políticas mais apertadas para a atribuição de vistos de estudante.
É curioso (ou talvez nem tanto) como, por vezes, um governo que apregoa "liberdade" e "inovação" decide que investir no cérebro é um gasto supérfluo. A educação, segundo Trump, parece querer apostar mais em memes do que em física quântica (que, confesso, também não percebo nada)
Espero, esperamos, sinceramente que a história não se repita.
Quando os líderes começam a desconfiar das universidades, dos livros e de quem pensa de forma independente, raramente procura-se e verdade ou a inovação.
É a tesoura a virar-se contra o conhecimento, contra o futuro.
O problema não é só de Trump. É a aceitação e normalização de um discurso que despreza a ciência, que não acredita na educação e levanta a bandeira da ignorância em bandeira.
"This Woman's Work" da Kate Bush é uma música profundamente emotiva e carregada de significado. Foi escrita para o filme She’s Having a Baby (1988) e toca num momento específico e angustiante da história: o parto da personagem feminina corre mal, e o protagonista é confrontado com a possibilidade de a perder.
A conclusão é vossa.
As versões são tão poderosas...que me presenteio com ambas.
segunda-feira, 14 de abril de 2025
"Branca de Neve e os Sete Anões"
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| Agência de serviços - Os 7 anões |














